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O que é a Apex Partners, gestora capixaba que enfrenta crise de quase R$ 1 bilhão
Publicado 11/08/2026 • 18:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/08/2026 • 18:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação
Apex Partners: veja o que mudou na gestora capixaba após a crise
A Apex Partners, grupo financeiro com origem no Espírito Santo, entrou no centro de uma crise que envolve quase R$ 1 bilhão em dívidas. A empresa conseguiu na Justiça uma proteção temporária contra cobranças enquanto passa por uma auditoria financeira.
A decisão da Justiça de Vitória suspendeu por 60 dias a execução de dívidas e garantias contra o grupo. O juiz também proibiu a retenção de caixa durante o período de análise. Segundo a decisão, a Apex possui R$ 986 milhões em dívida bruta.
Leia também: Caso ‘Master capixaba’: o que acontece com os investidores da Apex Partners após a proteção judicial
Fundada em 2013, a Apex Partners atua no mercado financeiro e reúne negócios em diferentes áreas. Entre elas estão gestão de recursos, distribuição de valores mobiliários, investment banking, real estate, private equity e venture capital.
A empresa mantém operações no Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina. Segundo a própria Apex, a ideia inicial do grupo era se tornar o maior banco de investimentos com atuação regional no Brasil.
Nos últimos anos, a empresa cresceu por meio de aquisições. Entre os negócios incorporados estão a Carbyne Investimentos, a Stark Investment Banking, a boutique Propósito e as gestoras de multifamily office Potenza e Redoma.
A proteção judicial cria um prazo para a empresa reorganizar sua situação financeira. Além dos 60 dias sem execução de dívidas, o juiz determinou que a Apex apresente, em até 30 dias, um eventual pedido formal de recuperação judicial.
A Justiça também estabeleceu um prazo de 20 dias para a entrega de um laudo sobre as condições operacionais do grupo. A Apex, porém, afirma que a medida não representa um pedido de recuperação judicial.
Em comunicado publicado no LinkedIn, na última sexta-feira (07), a empresa classificou a decisão como uma tutela cautelar para proteger suas atividades enquanto conclui uma auditoria externa.
A situação ganhou força em julho, quando a Apex deixou de pagar uma parcela de R$ 7,9 milhões ao grupo Gazin. O grupo também possui um saldo de R$ 452,1 milhões em debêntures da Rhino Securitizadora.
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Siga o Times | CNBCAs obrigações contam com garantias em ações da BRM Apex Investimentos e da própria Apex Partners. Segundo o pedido apresentado à Justiça, novos vencimentos devem ocorrer nas próximas semanas.
Além do processo de proteção contra cobranças, a Apex também pediu proteção judicial para alguns de seus sócios. Ao todo, eles possuem R$ 201,7 milhões em créditos bancários com aval pessoal junto ao Sicoob, BTG Pactual e Daycoval.
A empresa também passou por mudanças na liderança nos últimos dias. A Apex afastou Fernando Antonio Kulnig Cinelli da presidência da sociedade e do conselho de administração.
Eduardo Siqueira também deixou a diretoria financeira. A companhia afirmou que a saída dos executivos poderia antecipar o vencimento de algumas dívidas.
Leia também: Apex Partners reconhece dívida de R$ 985 milhões e recorre à Justiça antes de recuperação judicial
Em meio ao processo de proteção contra cobranças, a empresa contratou uma auditoria externa para revisar as contas de 2025 e realizar uma auditoria completa do exercício de 2026.
A defesa de Fernando Antonio Kulnig Cinelli afirmou que o fundador continua dedicado à preservação da companhia, dos investidores e dos acionistas. A defesa também destacou a disposição do empresário para esclarecer as questões levantadas no processo.
A Apex Partners, por sua vez, afirma que os patrimônios dos fundos de investimento, os patrimônios fiduciários ligados a certificados de recebíveis e os patrimônios de afetação das sociedades de propósito específico não entram na decisão.
“O empresário Fernando Antonio Kulnig Cinelli, fundador da Apex Partners, está dedicado e comprometido a contribuir da melhor forma para a preservação da companhia, seus investidores e acionistas. Com o gesto, ele demonstra sua disposição em esclarecer todas as questões levantadas com total transparência e idoneidade.”
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