Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
O que é a Apex Partners, gestora capixaba que enfrenta crise de quase R$ 1 bilhão
Publicado 11/08/2026 • 18:00 | Atualizado há 1 hora
GM fecha acordo de até US$ 4,5 bilhões para aquisição de peças, visando evitar problemas na cadeia de suprimentos
Poder computacional da IA está se tornando uma classe de ativos negociáveis
Brad Lightcap, executivo de longa data da OpenAI, deixa o cargo em meio à reestruturação do laboratório de IA
Petróleo dos EUA supera US$ 83 por barril após Irã dizer que Estreito de Ormuz não será reaberto até que condições sejam atendidas
EUA e Irã trocam exigências de indenização enquanto diminuem as esperanças de um acordo sobre Ormuz
Publicado 11/08/2026 • 18:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Divulgação
Quem é a Apex Partners, gestora capixaba que enfrenta crise de quase R$ 1 bilhão
A Apex Partners, grupo financeiro com origem no Espírito Santo, entrou no centro de uma crise que envolve quase R$ 1 bilhão em dívidas. A empresa conseguiu na Justiça uma proteção temporária contra cobranças enquanto passa por uma auditoria financeira.
A decisão da Justiça de Vitória suspendeu por 60 dias a execução de dívidas e garantias contra o grupo. O juiz também proibiu a retenção de caixa durante o período de análise. Segundo a decisão, a Apex possui R$ 986 milhões em dívida bruta.
Leia também: Caso ‘Master capixaba’: o que acontece com os investidores da Apex Partners após a proteção judicial
Fundada em 2013, a Apex Partners atua no mercado financeiro e reúne negócios em diferentes áreas. Entre elas estão gestão de recursos, distribuição de valores mobiliários, investment banking, real estate, private equity e venture capital.
A empresa mantém operações no Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina. Segundo a própria Apex, a ideia inicial do grupo era se tornar o maior banco de investimentos com atuação regional no Brasil.
Nos últimos anos, a empresa cresceu por meio de aquisições. Entre os negócios incorporados estão a Carbyne Investimentos, a Stark Investment Banking, a boutique Propósito e as gestoras de multifamily office Potenza e Redoma.
A proteção judicial cria um prazo para a empresa reorganizar sua situação financeira. Além dos 60 dias sem execução de dívidas, o juiz determinou que a Apex apresente, em até 30 dias, um eventual pedido formal de recuperação judicial.
A Justiça também estabeleceu um prazo de 20 dias para a entrega de um laudo sobre as condições operacionais do grupo. A Apex, porém, afirma que a medida não representa um pedido de recuperação judicial.
Em comunicado publicado no LinkedIn, na última sexta-feira (07), a empresa classificou a decisão como uma tutela cautelar para proteger suas atividades enquanto conclui uma auditoria externa.
A situação ganhou força em julho, quando a Apex deixou de pagar uma parcela de R$ 7,9 milhões ao grupo Gazin. O grupo também possui um saldo de R$ 452,1 milhões em debêntures da Rhino Securitizadora.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCAs obrigações contam com garantias em ações da BRM Apex Investimentos e da própria Apex Partners. Segundo o pedido apresentado à Justiça, novos vencimentos devem ocorrer nas próximas semanas.
Além do processo de proteção contra cobranças, a Apex também pediu proteção judicial para alguns de seus sócios. Ao todo, eles possuem R$ 201,7 milhões em créditos bancários com aval pessoal junto ao Sicoob, BTG Pactual e Daycoval.
A empresa também passou por mudanças na liderança nos últimos dias. A Apex afastou Fernando Antonio Kulnig Cinelli da presidência da sociedade e do conselho de administração.
Eduardo Siqueira também deixou a diretoria financeira. A companhia afirmou que a saída dos executivos poderia antecipar o vencimento de algumas dívidas.
Leia também: Apex Partners reconhece dívida de R$ 985 milhões e recorre à Justiça antes de recuperação judicial
Em meio ao processo de proteção contra cobranças, a empresa contratou uma auditoria externa para revisar as contas de 2025 e realizar uma auditoria completa do exercício de 2026.
A defesa de Fernando Antonio Kulnig Cinelli afirmou que o fundador continua dedicado à preservação da companhia, dos investidores e dos acionistas. A defesa também destacou a disposição do empresário para esclarecer as questões levantadas no processo.
A Apex Partners, por sua vez, afirma que os patrimônios dos fundos de investimento, os patrimônios fiduciários ligados a certificados de recebíveis e os patrimônios de afetação das sociedades de propósito específico não entram na decisão.
“O empresário Fernando Antonio Kulnig Cinelli, fundador da Apex Partners, está dedicado e comprometido a contribuir da melhor forma para a preservação da companhia, seus investidores e acionistas. Com o gesto, ele demonstra sua disposição em esclarecer todas as questões levantadas com total transparência e idoneidade.”
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Caso ‘Master capixaba’: mercado vê rombo multimilionário em operação da Apex Partners para compra da CVC
2
BYD processa portal jornalístico e tenta calar reportagem sobre origem chinesa da marca
3
PF pede bloqueio de bens da Gerdau após meses de contaminação em praia de Salvador
4
Futebol italiano perde espaço na elite europeia em meio a crise financeira e estrutural
5
Master Capixaba: Apex Partners – sócia da CVC – consegue proteção judicial para não pagar R$ 985 milhões em dívidas