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EXCLUSIVO CNBC: Conflito no Golfo deve mudar sistema global de energia, diz CEO da Chevron
Publicado 04/05/2026 • 18:40 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 04/05/2026 • 18:40 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
O sistema global de energia deve passar por mudanças depois do conflito no Golfo, com países reavaliando cadeias de suprimento, reservas estratégicas, infraestrutura e rotas comerciais. É o que afirmou Mike Wirth, CEO da Chevron, em entrevista exclusiva à CNBC.
Segundo o executivo, um choque dessa magnitude tende a recolocar segurança energética, confiabilidade do fornecimento e acessibilidade no centro da discussão pública, depois de anos em que o debate ficou mais concentrado em meio ambiente e clima.
“Eu acho difícil dizer com certeza como será o cenário depois disso. Estamos tentando superar essa situação agora, mas acredito que haverá mudanças no sistema energético depois que tudo isso passar”, disse Wirth.
O CEO afirmou que governos devem fazer uma revisão da forma como estão organizados para garantir suprimento no curto e no longo prazo. Na avaliação dele, a reação pode se parecer com o movimento observado no pós-pandemia, quando países passaram a buscar cadeias de fornecimento mais resilientes.
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“Com um grande choque no sistema como este, geralmente as pessoas param e pensam: ‘OK, nós tínhamos reservas estratégicas suficientes? Temos acesso às rotas comerciais? Temos a infraestrutura no lugar certo? As políticas estão incentivando os tipos certos de investimento?’”, afirmou.
Wirth disse que ainda é cedo para definir como será o sistema energético depois do conflito, mas avaliou que o tema será inevitável em regiões como Europa, Ásia e Austrália.
“Por muito tempo, nos últimos anos, a discussão tem se concentrado principalmente no meio ambiente e no clima. Acessibilidade, fornecimento confiável e segurança energética sempre são parte do negócio de energia, mas eles realmente saíram do radar na discussão pública em muitos lugares”, disse.
O executivo também afirmou que a Chevron trabalha com cenários para lidar com os efeitos da crise, mas não pretende alterar rapidamente seus planos de investimento de longo prazo. Segundo ele, a companhia precisa de mais convicção sobre o cenário futuro antes de revisar suas premissas centrais.
“Acho bastante provável que o preço este ano seja maior que US$ 70”, disse Wirth, ao comentar a premissa de planejamento para o Brent.
Questionado sobre o tempo necessário para normalizar os fluxos de comércio no Estreito de Ormuz caso o conflito terminasse imediatamente, o CEO disse que a retomada não seria rápida.
“Eu acho que levará semanas e provavelmente meses”, afirmou.
Wirth citou dúvidas sobre a presença de minas na rota comercial, a necessidade de retirar centenas de navios do Golfo e a reorganização de ativos de transporte que passaram a operar em rotas diferentes durante a crise.
“Isso levou semanas para ser interrompido e levará semanas a meses para restabelecer”, disse.
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O executivo afirmou ainda que os efeitos sobre consumidores variam por região. Nos Estados Unidos, segundo ele, o impacto aparece principalmente no preço da gasolina. Na Ásia e na Europa, a preocupação é mais ampla e envolve risco de fornecimento.
“Os reajustes de preço em alguns lugares foram, de certa forma, extremos. E o que eles estão enfrentando agora é uma preocupação com o fornecimento”, afirmou.
Segundo Wirth, alguns países já enfrentaram restrições em dias de trabalho, e o mercado pode ver limitações também no querosene de aviação, como ocorreu durante a pandemia.
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