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EXCLUSIVO CNBC: CrowdStrike defende padrões e autorregulação para garantir segurança de agentes de IA, diz CEO

Publicado 06/10/2026 • 18:55 | Atualizado há 56 minutos

KEY POINTS

  • George Kurtz, CEO da CrowdStrike, afirma que os riscos associados aos agentes de inteligência artificial podem ser solucionados com as tecnologias e parcerias adequadas.
  • Kurtz defende padrões, supervisão e autorregulação para aumentar a segurança da IA sem impor uma quantidade massiva de regulamentação.
  • O executivo diz que desacelerar o desenvolvimento da IA poderia dar vantagem competitiva a países como a China.

Os riscos de segurança associados aos agentes de inteligência artificial podem ser solucionados com tecnologia, padrões e cooperação entre empresas, segundo George Kurtz, CEO da CrowdStrike. Em entrevista exclusiva à CNBC, o executivo defendeu que a indústria avance na proteção desses sistemas sem recorrer a uma quantidade massiva de regulamentação.

Kurtz explicou que os agentes de IA são programas capazes de acessar arquivos e dados e executar ações, o que exige mecanismos de monitoramento diferentes daqueles utilizados apenas durante o desenvolvimento dos modelos.

“Quando você coloca em produção, precisa ver o que ele realmente faz. Você precisa entender suas ações”, afirmou.

A CrowdStrike trabalha em parceria com a Nvidia para desenvolver mecanismos capazes de registrar e rastrear as ações realizadas por agentes de inteligência artificial.

Kurtz comparou essa tecnologia a um gravador de voo de uma aeronave, capaz de mostrar o que ocorreu durante uma operação.

“Você tem que ter rastreabilidade sobre o que eles estão realmente fazendo. E você tem que vincular isso à capacidade de aplicar, que é o que estamos colaborando com a NVIDIA”.

Para o executivo, a combinação entre monitoramento, rastreabilidade e mecanismos de proteção permite que empresas utilizem agentes de IA com maior segurança.

“Este é um problema solucionável. Você só precisa ter a parceria e as tecnologias certas se unindo para construir segurança para as empresas que usarão esses agentes”.

Kurtz também criticou a ideia de desacelerar o desenvolvimento da inteligência artificial como resposta aos riscos. Na avaliação dele, a tecnologia representa uma transformação estrutural para a economia e para o setor de tecnologia.

“É a maior transformação que já vi na minha vida, e certamente na minha carreira em tecnologia”, disse.

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Para o CEO da CrowdStrike, o objetivo deveria ser aumentar a segurança para permitir que a inovação avance, em vez de reduzir o ritmo de desenvolvimento.

O executivo reconheceu que segurança e proteção são fundamentais, mas argumentou que isso não significa interromper o avanço dos modelos. Segundo ele, uma desaceleração excessiva poderia criar uma vantagem competitiva para países como a China.

Kurtz defendeu uma combinação entre padrões técnicos, autorregulação, supervisão e auditorias externas. Ele citou o trabalho do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos Estados Unidos, o NIST, na elaboração de referências para desenvolvimento e treinamento de sistemas de IA.

“Se você olhar para o que as organizações estão focadas agora, é na autorregulação, mais coisas como os padrões do NIST, que vêm do governo dos Estados Unidos”, afirmou.

Segundo o executivo, essas medidas precisam continuar depois que os sistemas são colocados em operação. Ele voltou a utilizar a comparação com a aviação para explicar a necessidade de monitoramento contínuo.

“Você o constrói com certos padrões, depois o coloca em produção. Você o pilota e quando algo acontece, você tem que voltar para a caixa preta. O que ele fez? O que realmente aconteceu?”, disse.

Kurtz defendeu, portanto, mecanismos de controle durante a execução dos agentes, além de supervisão institucional. Para ele, a alternativa está entre desenvolver estruturas de segurança capazes de acompanhar a tecnologia ou aceitar uma redução no ritmo de inovação.

“Podemos esperar pelos próximos cinco anos para lançar modelos de IA ou podemos ser competitivos e ter autorregulação”, afirmou.

O CEO também questionou previsões extremas sobre os riscos futuros da inteligência artificial. Embora reconheça que pesquisadores próximos ao desenvolvimento dos modelos tenham preocupações legítimas sobre alinhamento e segurança, Kurtz defendeu maior participação de especialistas em cibersegurança nesse debate.

“Acho que eles deveriam consultar os especialistas em segurança com mais frequência”.

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