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EXCLUSIVO CNBC: Marvell projeta mais de US$ 30 bilhões em receita de data centers em 2028, diz CEO
Publicado 07/10/2026 • 16:53 | Atualizado há 41 minutos
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Publicado 07/10/2026 • 16:53 | Atualizado há 41 minutos
KEY POINTS
A Marvell projeta uma forte expansão de seus negócios ligados à infraestrutura de inteligência artificial e data centers, com receita implícita superior a US$ 30 bilhões em 2028.
Em entrevista exclusiva à CNBC, Matt Murphy, CEO da Marvell, afirmou que a estimativa representa uma forte revisão em relação à projeção de US$ 15 bilhões apresentada pela companhia dois anos atrás.
“Dois anos atrás, estávamos em Nova York, no mesmo hotel, no mesmo local, falando sobre nosso crescimento em IA e data centers. E estávamos falando, naquela época, sobre US$ 15 bilhões de receita da Marvell para 2028”.
Segundo Murphy, o consenso atual dos analistas já aponta para uma receita de data centers superior a US$ 30 bilhões em 2028. “Ela basicamente dobrou nesse período”, disse.
O executivo afirmou que a companhia vem atualizando os investidores conforme o mercado de inteligência artificial evolui e que os resultados alcançados ao longo do caminho reforçaram a confiança nas projeções.
A expansão também ocorre em um momento de aumento das expectativas para empresas de semicondutores ligadas à inteligência artificial.
Murphy comentou a declaração feita por Jensen Huang, CEO da Nvidia, que afirmou em junho que a Marvell poderia se tornar a próxima empresa de US$ 1 trilhão em valor de mercado.
“Não foi ensaiado e foi chocante quando Jensen disse aquilo”, afirmou Murphy. Segundo ele, porém, uma avaliação desse tamanho não seria necessariamente incompatível com as perspectivas de receita da companhia nos próximos anos.
Para o CEO da Marvell, uma das principais oportunidades está menos na capacidade de processamento individual dos chips e mais na infraestrutura necessária para conectar diferentes componentes dos sistemas de IA.
Murphy explicou que o avanço da inteligência artificial inicialmente foi acompanhado por uma forte expansão da capacidade computacional, seguida por uma grande demanda por memória.
O próximo gargalo, segundo ele, está na conectividade entre esses componentes.
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Siga o Times | CNBC“Não há o suficiente na camada de conectividade para conectar todas essas coisas. Você tem muita computação instalada, muita memória instalada. Mas adivinha? Elas todas precisam conversar entre si através de interconexões ópticas de alta velocidade, redes de comutação”.
O objetivo, segundo Murphy, é evitar que unidades de processamento ou memória permaneçam ociosas por falta de comunicação eficiente entre os componentes.
A necessidade de conectividade também aumenta com a diversificação dos sistemas de IA. O executivo afirmou que aplicações de IA generativa, agentes e modelos de raciocínio estão ampliando a variedade de tipos de computação utilizados nos sistemas.
“Quando você começa a falar sobre IA, agêntica e modelos de raciocínio, há cada vez mais tipos diversos de computação. Então, a camada de conectividade fica ainda mais complexa”.
Murphy considera essa expansão o próximo grande desbloqueio do mercado de semicondutores. Segundo ele, o negócio da Marvell relacionado à conectividade acelerou desde que essa tese passou a ser apresentada aos investidores.
O executivo também comentou a expansão do mercado de silício personalizado. Em abril de 2024, a companhia estimava um mercado total endereçável de US$ 40 bilhões para esse segmento. Agora, a projeção apresentada por Murphy é de US$ 235 bilhões até 2030.
Segundo o CEO, a discussão sobre a viabilidade do mercado mudou significativamente nos últimos dois anos.
“O debate era, na verdade, se o personalizado poderia sequer se materializar como uma fatia do mercado. Agora, você avança no tempo e não somos apenas nós. Todo esse segmento foi claramente consolidado como algo real”.
A Marvell atua nesse mercado em diferentes áreas e estabeleceu uma meta de US$ 30 bilhões em receita com silício personalizado até 2030. A companhia espera alcançar mais de US$ 12 bilhões nesse negócio em 2028.
Considerando a projeção de US$ 235 bilhões para o mercado até 2030, Murphy afirmou que a meta da Marvell representaria cerca de 13% de participação.
“Nosso negócio em 2028 será de US$ 12 bilhões ou mais em personalizado. Esse impulso de 2028 para 2030 não é exagero”.
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