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EXCLUSIVO CNBC: Riyadh Air amplia frota e mantém plano de chegar a 100 destinos em cinco anos, diz CEO Tony Douglas

Publicado 20/07/2026 • 16:19 | Atualizado há 12 horas

KEY POINTS

  • Companhia confirmou a compra de mais 28 Boeing 787 e anunciou a aquisição de seis Airbus A350.
  • CEO Tony Douglas diz que conflito com o Irã afetou o setor, mas não alterou a estratégia de crescimento da empresa.
  • Parceria com a Delta deve conectar passageiros dos Estados Unidos a Riad a partir de outubro.

A Riyadh Air ampliou os planos para a frota da companhia e mantém a meta de operar em 100 destinos internacionais nos próximos cinco anos, apesar das incertezas provocadas pela guerra no Irã.

Em entrevista exclusiva à CNBC, o CEO da companhia aérea saudita, Tony Douglas, afirmou que a empresa confirmou a compra de mais 28 aeronaves Boeing 787, previstas em um acordo com a fabricante. Desse total, 20 serão do modelo 787-10, de maior capacidade. A companhia também anunciou a aquisição de seis Airbus A350-1000.

“Para nós, é um grande anúncio. Trinta e quatro aeronaves é excelente”, afirmou Douglas.

A expansão ocorre enquanto a Riyadh Air acelera a abertura de rotas e o recebimento de aeronaves. Segundo o executivo, a empresa incorporou seis aviões de fuselagem larga da Boeing em um período de 30 dias.

Douglas comparou o ritmo de entregas ao de grandes companhias globais e classificou a operação como um desafio positivo para uma empresa em fase inicial.

“Somos uma das maiores startups da região desde a Emirates, 40 anos atrás. Tivemos um mês maravilhoso”, disse.

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Conflito com o Irã afeta setor, mas empresa mantém expansão

Questionado sobre o impacto da guerra com o Irã nas reservas, Douglas afirmou que a instabilidade atingiu empresas do setor aéreo, especialmente companhias já estabelecidas.

No caso da Riyadh Air, porém, o comportamento das reservas também é influenciado pelo curto intervalo entre o recebimento das aeronaves, a abertura das vendas e o início das operações.

Segundo o CEO, companhias aéreas normalmente comercializam passagens com cerca de três meses de antecedência. A Riyadh Air, por estar em processo de lançamento, tem colocado voos à venda quase imediatamente após incorporar os aviões.

“Vimos algumas rotas se tornarem literalmente virais. Nossos voos para Jeddah e Dubai estão lotados”, afirmou.

A companhia também iniciou recentemente as operações para Madri. Para Douglas, o desempenho inicial das rotas deve ser avaliado dentro de uma estratégia de longo prazo.

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“Estamos pensando no longo prazo. É assim que chegaremos a 100 cidades internacionais dentro de cinco anos”, disse.

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Delta conectará passageiros americanos a Riad

A Riyadh Air pretende iniciar em breve sua conexão com o mercado americano. Segundo Douglas, os registros necessários já foram realizados e a parceria com a Delta Air Lines deve começar a levar passageiros dos Estados Unidos a Riad em outubro.

“Nosso parceiro Delta estará se conectando a Riad a partir de outubro deste ano. Estamos ansiosos para receber as pessoas dos Estados Unidos”, afirmou.

A companhia optou por não aderir, até o momento, a uma das grandes alianças globais da aviação. Em vez disso, estabeleceu acordos bilaterais com empresas de diferentes grupos.

Douglas disse que a Riyadh Air mantém 11 parcerias, distribuídas entre companhias ligadas a duas alianças internacionais. A estratégia busca ampliar a conectividade em diferentes regiões sem limitar a empresa a um único bloco.

“Somos agnósticos a esse respeito”, afirmou.

A parceria com a Delta oferece acesso à malha dos Estados Unidos, enquanto o acordo com a Singapore Airlines amplia as possibilidades de conexão para a Austrália e o Extremo Oriente.

Segundo o CEO, a localização de Riad no centro da Península Arábica permite à companhia funcionar como ponto de ligação entre mercados ocidentais e asiáticos.

“Procuramos trabalhar com empresas que nos proporcionem conectividade a partir da posição geográfica que temos”, disse.

Douglas afirmou que a Riyadh Air continua dentro do cronograma de expansão previsto para a próxima década.

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