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A decisão da Victoria’s Secret após vendas crescerem 10%

Publicado 06/09/2026 • 14:00 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Vendas da Victoria's Secret cresceram 10% no segundo trimestre, chegando a US$ 1,6 bilhão.
  • A companhia elevou a projeção anual de vendas para até US$ 7,2 bilhões e de lucro operacional ajustado para até US$ 590 milhões.
  • CEO Hillary Super vê espaço para recuperar clientes e ampliar a participação da marca no mercado de lingerie.

Foto: Flickr

Victoria's Secret eleva projeção anual após vendas crescerem 10%

A Victoria’s Secret elevou sua projeção financeira para 2026 após registrar crescimento de 10% nas vendas do segundo trimestre, encerrado em 1º de agosto.

O resultado, divulgado nos Estados Unidos, mostrou avanço tanto na receita quanto nas vendas de lojas comparáveis e levou a companhia a revisar para cima suas estimativas para o ano, em meio ao processo de recuperação da marca e de reorganização de seus negócios.

De acordo com a WWD, a receita da Victoria’s Secret somou US$ 1,6 bilhão no trimestre, alta de 10% em relação ao mesmo período anterior. As vendas em lojas comparáveis, indicador que considera unidades abertas por pelo menos um ano, cresceram 9%.

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O desempenho ficou próximo do limite superior da previsão da companhia e também veio acompanhado de um resultado acima do esperado no lucro ajustado.

A empresa registrou lucro líquido de US$ 183 milhões no período. O resultado foi beneficiado por mais de US$ 140 milhões em reembolsos relacionados a tarifas.

Já o lucro ajustado chegou a US$ 80 milhões, equivalente a US$ 0,95 por ação diluída. A expectativa dos analistas era de US$ 0,77 por ação.

Companhia melhora previsão para 2026

Diante dos resultados do primeiro semestre, a Victoria’s Secret aumentou sua projeção para o ano. A empresa agora espera registrar vendas líquidas entre US$ 7,1 bilhões e US$ 7,2 bilhões. A estimativa anterior ficava entre US$ 7 bilhões e US$ 7,1 bilhões.

A previsão para o lucro operacional ajustado também foi elevada. O intervalo passou de US$ 550 milhões a US$ 580 milhões para US$ 560 milhões a US$ 590 milhões.

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A nova estimativa representa uma melhora relevante em relação ao resultado do ano passado, quando o lucro operacional ajustado ficou em US$ 403 milhões.

Segundo Scott Sekella, diretor financeiro e de operações, o desempenho foi sustentado por vendas mais fortes a preços regulares e por uma execução mais disciplinada da operação.

CEO vê espaço para recuperar clientes

A CEO Hillary Super avalia que a empresa ainda tem uma oportunidade significativa de expansão. Atualmente, a Victoria’s Secret conta com cerca de 25 milhões de clientes ativos. O número já chegou a aproximadamente 35 milhões em outro momento, o que indica o tamanho da base que a companhia pretende recuperar.

Super também destacou a evolução da participação da empresa no mercado de sutiãs. Quando assumiu o comando, a participação estava próxima de 15% e atualmente chegou a cerca de 20%.

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Apesar da melhora, a executiva lembrou que a marca já teve participação de aproximadamente 36% do mercado norte-americano. A estratégia, portanto, passa não apenas por aumentar as vendas entre os consumidores atuais, mas também por recuperar clientes e ampliar a base da companhia.

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Pink ainda é um dos desafios

A marca Pink continua entre os pontos que a Victoria’s Secret busca fortalecer. Segundo Super, a Pink chegou a representar cerca de US$ 3 bilhões em vendas, mas atualmente movimenta menos de US$ 2 bilhões.

No segundo trimestre, porém, a executiva afirmou que houve um desempenho mais amplo da marca, enquanto Victoria’s Secret e a categoria de sutiãs apareceram como os principais destaques do período.

A recuperação ocorre depois de anos marcados por decisões consideradas equivocadas sob a gestão anterior, segundo a avaliação apresentada pela atual administração.

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Efeito dos medicamentos para perda de peso

A companhia também acompanha as mudanças no comportamento dos consumidores associadas aos medicamentos para perda de peso da classe dos GLP-1.

Apesar das expectativas de que a redução de peso pudesse alterar de forma relevante a demanda por roupas íntimas, Super afirmou que o impacto observado até agora é limitado. A empresa identificou um aumento de aproximadamente 3% na quantidade de clientes que passaram a comprar tamanhos menores.

De acordo com a executiva, a mudança ocorre principalmente entre consumidores que passaram do tamanho médio para o pequeno ou do pequeno para o extrapequeno. A companhia ainda não identificou aumento significativo na procura por tamanhos maiores.

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Desfile terá nova estratégia

Outro ponto da estratégia da Victoria’s Secret será o desfile anual da marca, previsto para o próximo mês. Em 2026, o evento deixará Nova York e será realizado em Los Angeles. A companhia também está ampliando a estratégia de conteúdo em torno do desfile com a série documental “Angels Among Us”.

A produção acompanha a busca pela próxima estrela das passarelas da marca e pretende aproximar os consumidores dos bastidores do evento. A Victoria’s Secret também escolheu o YouTube como parceiro de transmissão neste ano, substituindo a Amazon.

Para Hillary Super, a mudança pode ajudar a aproximar o desfile do público mais jovem e ampliar a conexão entre conteúdo, publicidade e consumidores.

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Os números do segundo trimestre reforçam a percepção de que a Victoria’s Secret conseguiu melhorar sua trajetória depois de um período de dificuldades.

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