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EXCLUSIVO CNBC: Smack Technologies capta US$ 61 mi para IA na defesa dos EUA; CEO revela aplicação

Publicado 18/08/2026 • 18:42 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Andy Markoff, CEO da Smack Technologies, explica que a empresa busca preencher uma lacuna dos modelos de IA ao aplicar dados de espaço e tempo às decisões militares.
  • O executivo afirma que a tecnologia pode integrar equipamentos antigos, novos sistemas e plataformas de países aliados na elaboração de estratégias militares.
  • Andy Markoff defende modelos específicos para segurança nacional e destaca o uso de conhecimento especializado de militares no treinamento dos sistemas da empresa.

A Smack Technologies, empresa de tecnologia de defesa, levantou US$ 61 milhões para acelerar o desenvolvimento e a fabricação de sistemas de inteligência artificial voltados às Forças Armadas dos Estados Unidos. Em entrevista exclusiva à CNBC, Andy Markoff, CEO da Smack Technologies, explicou como a empresa pretende utilizar IA para apoiar decisões militares e integrar diferentes sistemas no campo de batalha.

Segundo Markoff, os grandes modelos de linguagem e os chamados modelos de fronteira avançam rapidamente, mas ainda apresentam limitações quando aplicados a determinadas decisões militares.

“Onde realmente entramos é que existe uma lacuna no que esses modelos podem fornecer de uma perspectiva de tomada de decisão militar”, afirmou.

De acordo com o CEO, modelos de linguagem são treinados principalmente para compreender a semântica de textos. No ambiente militar, porém, muitas decisões dependem da capacidade de compreender relações entre diferentes plataformas e entidades ao longo do espaço e do tempo.

“Você não pode aprender isso com texto. É aí que entramos para aprimorar esses modelos nesse subconjunto que compõe uma grande parte da tomada de decisão militar”.

A tecnologia desenvolvida pela Smack busca integrar informações sobre sistemas militares antigos e novas capacidades incorporadas ao campo de batalha. A proposta é permitir que os responsáveis pelo planejamento compreendam como diferentes plataformas podem operar de forma conjunta.

“Somos capazes de ajudar os tomadores de decisão a integrar essas capacidades com as novas capacidades que agora estão no campo de batalha e pensar sobre como essas coisas funcionam juntas”.

Para Markoff, um dos principais desafios está em conectar objetivos estratégicos de longo prazo às ações táticas realizadas no curto prazo.

“Uma das maiores lacunas para um tomador de decisão militar é como conduzir uma campanha, como eu organizo e vinculo objetivos estratégicos a ações táticas de curto prazo”, explicou.

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A questão envolve não apenas equipamentos norte-americanos, mas também sistemas utilizados por países aliados. A inteligência artificial pode, nesse contexto, auxiliar na análise de diferentes plataformas e na coordenação de suas capacidades.

O executivo também destacou a natureza de uso duplo da inteligência artificial, que permite aplicações tanto civis quanto militares. Para ele, essa característica aumenta a importância de discutir a soberania tecnológica, especialmente quando empresas e governos utilizam modelos desenvolvidos por terceiros.

“A IA soberana é importante. Obviamente, há riscos em usar IA que você não constrói e controla internamente. Para a segurança nacional, isso é fundamental”, afirmou.

Markoff defendeu ainda a existência de modelos desenvolvidos especificamente para aplicações de segurança nacional e que não estejam disponíveis no mercado de uso geral.

“É importante ter alguns modelos que são construídos especificamente para fins de segurança nacional que não estão disponíveis e você não pode destilar”, disse.

Na estratégia da Smack Technologies, parte da proteção desses sistemas está relacionada aos dados utilizados no treinamento. Segundo Markoff, os modelos da empresa são treinados com conhecimento especializado e experiência de profissionais ligados ao setor de defesa.

“Uma das coisas que protege esses modelos de serem destilados é o que eles são treinados, que é a experiência humana de domínio dos combatentes”.

A captação de US$ 61 milhões ocorre em um momento de avanço da inteligência artificial no setor de defesa e de aumento da demanda por tecnologias capazes de integrar dados, sistemas e equipamentos militares.

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