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EXCLUSIVO: Heineken aposta em competição nacional para vender mais de 500 mil litros de chope até novembro

Publicado 26/08/2026 • 06:59 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Empresa aposta em bares e restaurantes para consolidar presença no mercado de chope.
  • Bares ganhadores das edições anteriores registraram alta nas vendas de até 40%.
  • Companhia tem linha específica para a fabricação da bebida na fábrica de Jacareí, além de apostar em seis rótulos diferentes.
Chope

Freepik

A Heineken quer vender mais de 500 mil litros de chope entre agosto e o final de novembro na terceira edição do concurso Heineken Masters, que escolhe o melhor serviço de chope do país.

Nesta edição, 100 estabelecimentos de 36 cidades e 14 estados diferentes participarão da competição, um crescimento de 25% em relação ao ano anterior. O concurso leva em conta cinco etapas do serviço: copo limpo e gelado, ângulo correto de tiragem (em 45º), corte do excesso de espuma com a espátula, colarinho alinhado e apresentação correta do copo.

A jornada do concurso segue até 30 de novembro, e os dez melhores estabelecimentos serão premiados em um evento exclusivo em dezembro. O grande campeão levará para casa R$ 20 mil em bonificações e uma viagem para Amsterdã com acompanhante, enquanto os classificados do 2º ao 10º lugar receberão R$ 10 mil cada.

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Operação diferente

O diretor de Canais Especiais do Grupo Heineken, Felipe Barros, explica que a comercialização do chope exige uma operação diferente da cerveja tradicional, pois depende de condições específicas de armazenamento e de serviços próprios, o que mostra que a atuação nesse mercado vai além da distribuição.

“O chope tem um papel estratégico, sobretudo no canal de bares e restaurantes, porque reúne três dimensões importantes para o negócio: qualidade do produto, excelência na execução e desenvolvimento dos parceiros comerciais. Diferentemente de outros formatos, a experiência depende não apenas da produção, mas também das condições de armazenamento, dos equipamentos, da temperatura, da tiragem e do serviço no ponto de venda”, explicou o executivo.

Diferença entre chope e cerveja

Apesar de serem bebidas semelhantes, a cerveja e o chope possuem pequenas diferenças que tornam a logística de distribuição distinta para cada produto. Por ser pasteurizada, a cerveja envasada em garrafas e latas tem validade estendida e pode permanecer nas gôndolas dos supermercados por muito mais tempo.

Já o chope não passa pelo processo de pasteurização, o que reduz consideravelmente a sua vida útil. Por conta disso, os barris exigem maior cuidado no transporte e devem ser mantidos em temperaturas mais baixas.

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Barros explica que a fábrica da companhia em Jacareí possui uma linha de produção específica para o envase de chope em barris de 30 e 50 litros. O grupo também conta com produção nas cidades de Araraquara, Ponta Grossa e Alagoinhas, além de fabricar chope de outras marcas em Igrejinha e em Itu.

Além da marca principal da casa, o grupo comercializa atualmente chopes das marcas Amstel, Eisenbahn, Blue Moon, Lagunitas e Baden Baden. O executivo ressalta que, embora a marca conte com canais de venda direta ao consumidor final, os bares e restaurantes representam 80% das vendas de chope do grupo e continuarão no centro da estratégia de negócios.

Com ou sem colarinho?

Uma das grandes discussões entre os apreciadores é se o chope deve ser servido com ou sem colarinho. Alvo de debates, a espuma cumpre uma função técnica essencial: ajuda a manter a temperatura da bebida e a preservar o frescor do aroma.

Apesar de a presença do colarinho ser um dos quesitos avaliados no concurso, Rafael Dionísio, proprietário do Empório Santa Tereza e vencedor da edição de 2025, pondera que o lema de que o cliente sempre tem razão deve prevalecer. “No fim das contas, é uma questão de gosto pessoal, mas um serviço de qualidade deve preservar a espuma, pois ela é um aspecto importante do líquido”, explicou.

Bares faturam até 40% a mais

Na edição de 2024, os bares participantes registraram um aumento médio de 25% nas vendas da bebida durante a competição. Após vencer a primeira edição, o Doctor Beer, de Marília (SP), passou a ver o chope representar entre 70% e 80% das vendas de bebidas alcoólicas da casa.

Já o Empório Dona Tereza, de José Bonifácio (SP), campeão da edição de 2025, registrou um crescimento de 40% nas vendas da bebida e expandiu seu alcance, atraindo 30% de novos clientes de outras cidades motivados pelo título do concurso.

“Tirar um chope bonito uma vez é fácil. O importante é conseguir servir com a mesma qualidade todos os dias e para todos os clientes. São muitos detalhes: temperatura, limpeza da chopeira, cuidado com o copo, forma correta de tirar e fazer o creme. Para o cliente, pode parecer simplesmente um copo de chope, mas há muito cuidado, técnica e preparo por trás”, conta Vanessa Romão, proprietária do estabelecimento, ao lado de Rafael Dionísio.

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