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Netflix prepara mudança que pode reunir streamings rivais em um só lugar

Publicado 26/08/2026 • 06:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Netflix negocia possível integração de Peacock e Fox One à sua plataforma.
  • Plataformas buscam concentrar diferentes serviços em um único aplicativo.
  • Assinaturas feitas por terceiros cresceram cerca de 60% em três anos.
Netflix prepara mudança que pode reunir streamings rivais em um só lugar

Foto: unsplash

Netflix prepara mudança que pode reunir streamings rivais em um só lugar

A Netflix avalia uma estratégia que pode mudar a forma como seus usuários acessam diferentes serviços de streaming. Executivos da companhia conversaram recentemente com a NBCUniversal e a Fox Corporation sobre a possibilidade de disponibilizar o Peacock e o Fox One dentro da plataforma.

As negociações, no entanto, ainda não resultaram em um acordo. Segundo três pessoas familiarizadas com as conversas, não existe um anúncio iminente e a Netflix ainda não definiu como uma eventual parceria funcionaria. A empresa poderia incorporar os conteúdos ao próprio serviço ou atuar como uma plataforma de distribuição, em um modelo mais próximo ao adotado pela Amazon.

Segundo o The New York Times, a possibilidade representa uma mudança relevante para a Netflix, que durante anos manteve uma postura mais distante de seus concorrentes diretos.

Agora, a companhia acompanha uma transformação no mercado, na qual as maiores plataformas tentam se tornar o principal ponto de acesso aos conteúdos disponíveis no streaming.

Leia também: Entenda por que Netflix, Disney+ e Amazon estão aumentando os preços

Netflix já testa integração de conteúdo

A empresa deu um primeiro passo nessa direção em junho, quando passou a oferecer a programação da emissora francesa TF1 em sua plataforma. A parceria inclui transmissões ao vivo dos canais da emissora e programas sob demanda.

Greg Peters, um dos CEOs da Netflix, classificou os resultados iniciais do acordo como “muito promissores”. Além disso, o executivo afirmou que a empresa consideraria outras oportunidades caso elas fossem vantajosas para seus assinantes, parceiros e para a própria Netflix.

Nesse contexto, as conversas com Peacock e Fox One indicam que a companhia passou a considerar modelos que vão além da distribuição exclusiva de seu próprio catálogo.

Amazon lidera corrida por assinaturas

Enquanto a Netflix avalia esse caminho, a Amazon já atua há anos como uma central para diferentes serviços. Por meio do Prime Video, usuários podem contratar plataformas como HBO Max e Apple TV e acessar os conteúdos pelo mesmo ambiente.

Segundo dados da Antenna citados pelo New York Times, a Amazon tinha pelo menos 49 milhões de assinaturas de outros serviços contratadas por meio do Prime Video em junho. A Roku também ampliou sua atuação nesse mercado.

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O número de novas assinaturas comercializadas por meio de seu recurso de canais cresceu 19% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2025.

O YouTube, por sua vez, avançou ainda mais. A plataforma fechou um acordo de cinco anos com o Peacock para levar todo o conteúdo do serviço ao YouTube Premium. A programação deve chegar ao plano no início de 2027, sem mudança no preço de US$ 16 mensais.

Além disso, o YouTube já comercializa assinaturas de serviços como HBO Max, Fox One e Paramount+ por meio do Primetime Channels.

Streaming entra na era dos pacotes

A mudança ocorre porque as empresas passaram a se preocupar menos apenas em conquistar assinantes e mais em mantê-los ativos. Nesse cenário, fazer com que o consumidor encontre, assine e assista a diferentes conteúdos dentro de uma mesma plataforma se tornou uma vantagem competitiva.

Dados da Antenna mostram que as assinaturas realizadas por meio de plataformas de terceiros, como Amazon, Roku e YouTube, cresceram cerca de 60% nos últimos três anos. Aproximadamente um terço das novas assinaturas já ocorre dessa forma.

Leia também: Como a Netflix transformou a Fórmula 1 em um negócio ainda mais atraente

Para as empresas de mídia, entretanto, concentrar a distribuição em plataformas maiores envolve contrapartidas. Amazon e YouTube podem ficar com uma parcela significativa das receitas de assinaturas e publicidade. Além disso, o serviço perde parte do relacionamento direto com o consumidor.

Por outro lado, a estratégia pode reduzir dezenas de milhões de dólares em despesas de tecnologia e marketing e aumentar a audiência dos conteúdos.

A Netflix ainda não decidiu se seguirá esse modelo. Mesmo assim, as conversas com Peacock e Fox One mostram que a empresa considera novas formas de distribuição em um mercado que começa a trocar a antiga disputa por assinantes pela disputa para controlar a porta de entrada do streaming.

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