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EXCLUSIVO: Kalshi quer convencer governo brasileiro de que mercados preditivos não são apostas, diz COO Luana Lopes
Publicado 10/06/2026 • 15:56 | Atualizado há 25 minutos
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Publicado 10/06/2026 • 15:56 | Atualizado há 25 minutos
KEY POINTS
A Kalshi quer atuar no Brasil e pretende convencer o governo de que mercados preditivos não devem ser tratados como apostas, afirmou Luana Lopes Lara, cofundadora e Chief Operational Officer (COO) da empresa. Em entrevista exclusiva ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, a brasileira disse que a companhia busca operar de forma regulada no país e que o maior desafio é explicar a diferença entre a plataforma e sites de apostas tradicionais.
“Para a Kalshi, o mais importante é fazer as coisas do jeito regulado e do jeito certo”, afirmou. “A gente quer ter esse lado institucional, quer fazer as coisas do jeito certo e vai trabalhar com o governo para explicar o que a gente faz.”
A empresa, que ganhou projeção nos Estados Unidos ao ser regulada como mercado de derivativos, foi impedida de atuar no Brasil. Segundo Luana, a reação de governos a mercados preditivos ainda passa por uma etapa de entendimento do modelo de negócio.
“É um desafio educacional para a gente”, disse. “A gente teve muito tempo nos Estados Unidos para chegar até onde eles estão agora. Em outros países, vai ter que ir pelo mesmo processo.”
Luana afirmou que a Kalshi não funciona como uma casa de apostas porque não opera contra o cliente e não ganha dinheiro quando o usuário perde.
Segundo ela, a plataforma conecta compradores e vendedores de contratos ligados a eventos futuros, em uma lógica mais próxima de mercados financeiros.
“A gente não é uma casa de apostas. A gente não trade contra ninguém, não ganha dinheiro se o usuário perde”, afirmou.
A executiva criticou o modelo de incentivo de cassinos e casas de apostas esportivas. Segundo ela, esse tipo de operação tende a estimular usuários que perdem dinheiro a continuar apostando.
“A gente não tem nada a ver com isso. A gente não se importa quem ganha ou quem perde. É como se fosse mercado de ações, e a gente está só fazendo o match entre comprador e vendedor”, disse.
Questionada sobre contratos ligados a eleições, Luana disse que eventos eleitorais têm impacto econômico relevante e podem ser usados por empresas e investidores para proteção de risco.
Ela afirmou que mudanças regulatórias e políticas públicas podem alterar de forma significativa o desempenho de setores inteiros.
“Falar que uma eleição não tem impacto econômico é difícil. É o maior impacto econômico que consigo imaginar, acho que é maior que mudar uma taxa de juros”, disse.
Segundo a cofundadora da Kalshi, a proposta da empresa é ampliar o acesso a derivativos para setores que hoje não são tradicionalmente atendidos por esse tipo de instrumento.
“A gente está tentando expandir acesso a derivativos a várias outras indústrias”, afirmou.
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Luana também citou estudos nos Estados Unidos que analisam o uso de dados de mercados preditivos para antecipar decisões econômicas, como movimentos de juros.
Para ela, esse tipo de validação reforça a tese de que a Kalshi não é apenas uma plataforma de aposta, mas uma fonte de informação sobre expectativas de mercado.
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Seguir no Google“Se você incentiva as pessoas a fazer pesquisa, formar sua opinião e trazer o que acham que vai acontecer para o mercado, e se estiverem certas ganham dinheiro, você junta todas essas opiniões e tem o melhor jeito de prever o futuro”, afirmou.
A executiva disse que gostaria de ver o Brasil usando esse tipo de mercado para apoiar leituras sobre temas econômicos.
“Eu estaria muito feliz se o Brasil começasse a usar para pensar em taxa de juros e todas essas coisas, olhar esses mercados para poder tomar decisões melhores sobre o futuro”, disse.
Leia também: EXCLUSIVO CNBC: Em meio à queda das ações, CEO da Palantir defende nova fase da I.A.
A cofundadora afirmou que a Kalshi pretende crescer internacionalmente, mas que a entrada no Brasil dependerá da evolução regulatória.
“A gente está muito animado para vir para o Brasil. Queremos vir. Mas depende de como vai esse lado do governo regulador”, disse.
Luana afirmou que, no longo prazo, a ambição da Kalshi é se tornar a maior bolsa de derivativos do mundo.
“A gente quer ser a maior exchange de derivativos do mundo. Tem umas gigantes para passar e para competir, e a gente quer estar lá”, afirmou.
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