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A próxima revolução da I.A pode acontecer com luz em vez de cobre; entenda

Publicado 09/06/2026 • 23:59 | Atualizado há 5 meses

KEY POINTS

  • A estratégia tem como objetivo acelerar o desenvolvimento de sistemas que utilizam luz para transmitir informações.
  • Outras empresas ligadas ao setor de inteligência artificial também ampliaram investimentos em tecnologias ópticas.
  • Em um momento em que a I.A exige cada vez mais poder computacional.
Jensen Huang, fundador da Nvidia

Foto: Divulgação Nvidia

Jensen Huang, CEO da Nvidia, afirma que a Europa precisa ampliar sua infraestrutura de computação em nuvem para desenvolver o setor de inteligência artificial. A empresa já anunciou quase US$ 10 bilhões em investimentos na região.

A corrida global pela inteligência artificial pode estar prestes a entrar em uma nova fase. Nos últimos meses, a Nvidia direcionou bilhões de dólares para empresas que desenvolvem tecnologias fotônicas, uma aposta que busca resolver um dos maiores desafios da expansão da I.A: o enorme consumo de energia necessário para movimentar dados dentro de servidores e centros de processamento.

O movimento ganhou força entre março e maio de 2026, quando a fabricante de chips anunciou investimentos em companhias especializadas em comunicação óptica e fotônica de silício.

De acordo com a CNBC, a estratégia tem como objetivo acelerar o desenvolvimento de sistemas que utilizam luz para transmitir informações, reduzindo a dependência dos tradicionais cabos de cobre usados atualmente na infraestrutura digital.

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O crescimento acelerado da inteligência artificial exige uma capacidade cada vez maior de processamento. Para treinar modelos mais avançados, milhões de dados precisam circular continuamente entre GPUs, memórias, servidores e equipamentos de rede.

Hoje, essa comunicação ocorre principalmente por meio de sinais elétricos transportados por cabos de cobre. Embora seja uma tecnologia consolidada e confiável, ela apresenta limitações quando aplicada a sistemas de IA em larga escala.

À medida que os centros de dados crescem, também aumenta o consumo de energia necessário para mover informações entre os equipamentos.

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Esse fator passou a ser visto por especialistas como um dos principais obstáculos para a próxima geração da inteligência artificial.

A aposta da I.A na transmissão por luz

É nesse cenário que a fotônica surge como uma alternativa promissora. Em vez de utilizar eletricidade para transportar dados, a tecnologia emprega sinais luminosos. Na prática, isso permite transferências mais rápidas e com menor gasto energético, além de reduzir o calor gerado pelos equipamentos.

A aplicação da fotônica pode alcançar diversas partes da infraestrutura de I.A. A tecnologia pode conectar GPUs, memórias, chips de rede e servidores, criando sistemas mais eficientes para lidar com volumes crescentes de processamento.

Para empresas como a Nvidia, essa mudança representa uma oportunidade de ampliar a capacidade computacional sem elevar os custos energéticos na mesma proporção.

Bilhões de dólares para acelerar a tecnologia de I.A

A Nvidia tem liderado uma série de investimentos voltados para esse setor emergente. A companhia anunciou aportes em empresas como Lumentum, Coherent e Marvell, além de investimentos na Corning e participação em uma rodada de financiamento da startup Ayar Labs.

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O objetivo é fortalecer toda a cadeia produtiva necessária para a expansão da fotônica de silício, tecnologia considerada essencial para os futuros sistemas de inteligência artificial.

Segundo Jensen Huang, CEO da Nvidia, a demanda por componentes fotônicos deverá crescer rapidamente nos próximos anos, superando a capacidade atual de produção disponível no mercado.

Uma tendência que atrai gigantes da tecnologia

Outras empresas ligadas ao setor de inteligência artificial também ampliaram investimentos em tecnologias ópticas. Alphabet, AMD e Microsoft estão entre os grupos que apoiam projetos relacionados à fotônica e à comunicação baseada em luz.

O interesse crescente reflete a percepção de que a evolução da IA dependerá não apenas de chips mais potentes, mas também de novas formas de conectar esses componentes de maneira eficiente.

Apesar do entusiasmo do mercado, especialistas afirmam que a adoção em larga escala ainda enfrenta obstáculos importantes.

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O principal deles está na fabricação, já que produzir sistemas fotônicos exige alinhamentos extremamente precisos entre componentes ópticos e semicondutores. Pequenos erros durante a montagem podem comprometer equipamentos inteiros.

Além disso, a capacidade industrial atual ainda é limitada para atender a uma demanda global crescente. Por esse motivo, analistas avaliam que a tecnologia continuará avançando gradualmente nos próximos anos, com uma expansão mais ampla prevista para o fim desta década.

O que pode mudar nos próximos anos

Se a fotônica cumprir as expectativas, ela poderá transformar profundamente a infraestrutura da inteligência artificial.

A utilização da luz para transmitir informações promete reduzir custos operacionais, diminuir o consumo energético dos centros de dados e permitir a construção de sistemas capazes de conectar milhões de processadores simultaneamente.

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Em um momento em que a I.A exige cada vez mais poder computacional, a próxima grande revolução do setor pode não vir de chips mais rápidos, mas da forma como esses chips se comunicam.

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