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CNBCGM mira em nova química de baterias para impulsionar seus negócios de data centers com IA e armazenamento de energia

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EXCLUSIVO: Vale quer dobrar produção de cobre com demanda de IA e data centers, diz CTO da mineradora

Publicado 09/06/2026 • 22:38 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Rafael Bittar, CTO da Vale, diz que não há tecnologia, inovação ou transição energética sem mineração.
  • Executivo afirma que a demanda por cobre segue acima da oferta global, impulsionada por data centers e inteligência artificial.
  • Vale prevê R$ 65 bilhões em investimentos no Novo Carajás e monitora, no longo prazo, discussões sobre mineração espacial.

A Vale pretende dobrar sua produção de cobre diante do aumento da demanda global por minerais usados em data centers, inteligência artificial, baterias e infraestrutura de energia, afirmou Rafael Bittar, CTO da companhia.

Em entrevista exclusiva ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC durante o Web Summit Rio, o executivo disse que a mineração ganhou papel central nas cadeias de tecnologia e transição energética.

“Não tem tecnologia, não existe inovação, não existe transição energética sem a mineração”, afirmou Bittar.

Segundo ele, minerais estão presentes em data centers, cabos, painéis solares e turbinas de usinas eólicas. Além disso, a busca por suprimento seguro desses insumos abriu uma janela de oportunidade para empresas do setor.

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Cobre e data centers

A Vale anunciou recentemente a intenção de dobrar o negócio de cobre. Segundo Bittar, a demanda global pelo mineral está acima da oferta, especialmente diante do crescimento de projetos ligados a inteligência artificial e data centers.

“De fato, está havendo no mundo uma demanda muito maior que a oferta de cobre e de outros minerais também, mas especialmente cobre”, disse.

O executivo também citou o níquel como outro mineral estratégico para a companhia. Segundo ele, a demanda vem de setores como baterias e indústria militar.

“A Vale é o maior produtor de níquel do Ocidente”, afirmou, ao mencionar operações no Brasil e no Canadá.

Novos projetos

Apesar da demanda crescente, Bittar disse que novos projetos de mineração têm levado mais tempo para sair do papel. Entre os fatores citados estão dificuldades maiores de licenciamento e a escassez de novas grandes descobertas minerais no mundo.

“Os projetos de mineração, novos projetos, têm tido uma demora cada vez maior de ser implementados”, afirmou.

A Vale também vê espaço para seu minério de ferro de alto teor, produzido no Brasil, na transição energética da indústria siderúrgica.

Bittar afirmou que a Vale prioriza a ampliação da produção de cobre e a manutenção da capacidade em minério de ferro. Segundo ele, a companhia anunciou R$ 65 bilhões em investimentos no Novo Carajás, onde há depósitos considerados promissores de cobre.

“A gente tem priorizado a ampliação no cobre, que é um elemento que a gente precisa dobrar a produção. Isso já representa um investimento muito grande para os próximos cinco, dez anos”, disse.

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Mineração espacial

Perguntado sobre mineração espacial, o CTO afirmou que a Vale não projeta foguetes, mas acompanha o tema por meio da área de inovação. Ele citou discussões iniciais sobre a busca por Hélio-3 na Lua, elemento associado a aplicações futuras em energia.

“Como empresa de mineração, a gente tem que estar sempre observando tudo que está acontecendo no mundo”, afirmou.

Para Bittar, a demanda por minerais deve seguir crescendo no curto e médio prazo, impulsionada também pela expansão da indústria espacial e pelo aumento do número de satélites em órbita.

“No futuro, sim, talvez uma migração para uma mineração lunar ou uma mineração no espaço”, disse.

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