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Fabricantes de chips Broadcom, Micron e ARM despencam e levam ações de tecnologia em NY após balanço fraco
Publicado 04/06/2026 • 17:00 | Atualizado há 1 hora
Publicado 04/06/2026 • 17:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Imagen (Google) / AI-451
Chips de memória HBM empilhados com circuitos iluminados em azul e dourado, representando a escassez de memória na era da inteligência artificial
As ações de tecnologia caíram nesta quinta-feira (4) com as fabricantes de semicondutores liderando as perdas. Os papéis da Broadcom e da Micron Technology estiveram entre os mais pressionados, à medida que investidores reduziram exposição ao setor de chips na sessão.
As ações da Broadcom recuaram 13% depois que a empresa, responsável pelo desenvolvimento e fabricação de chips personalizados de inteligência artificial para outras companhias de tecnologia, divulgou resultados abaixo do esperado na última quarta-feira (3). Já os da papéis da Micron Technology caíam mais de 6%.
Segundo John Vinh, a pressão crescente sobre a Broadcom e outras empresas do setor é justificável. “Essas ações tiveram valorizações muito fortes”, afirmou Vinh à CNBC nesta quinta-feira, citando sucessivas revisões para cima das projeções, especialmente relacionadas à inteligência artificial. Para ele, a correção da Broadcom sugere que as expectativas do mercado alcançaram o ritmo de valorização do setor de chips.
O movimentou contaminou outros investimentos do setor. As ações da Arm Holdings caíram 6%, enquanto a Qualcomm perdeu 3%. A Intel recuou 2%, e a AMD registrou queda de 3%. Já a Marvell Technology abriu a sessão em baixa, mas passou a subir.
Em relatório divulgado nesta quinta-feira (4), analistas do HSBC, liderados por Max Kettner, disseram estar preocupados com a queda nos preços dos chips e com uma possível desaceleração nos investimentos e na implementação de inteligência artificial.
Vinh observou ainda que a Broadcom perdeu parte de sua participação junto ao seu maior cliente, a Google, que começou a diversificar fornecedores de chips. “O recuo de curto prazo faz sentido”, avaliou o analista, acrescentando que continua otimista em relação à Broadcom.
Já Keith Lerner afirmou que uma realização de lucros é natural após uma forte alta dos mercados. “Percorremos um longo caminho. Os fundamentos continuam sólidos”, disse à CNBC na quarta-feira.
Segundo Lerner, o mercado de alta ainda merece o benefício da dúvida, mas correções fazem parte do processo. “Normalmente, os mercados avançam dois passos e recuam um. Tivemos três passos à frente, então talvez seja hora de pelo menos um pequeno passo para trás ou de um período de consolidação”, afirmou.
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