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Gestão e Estratégia: IA descentraliza a execução e muda gestão das empresas, afirma Misa Antonini
Publicado 29/04/2026 • 13:09 | Atualizado há 4 dias
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Publicado 29/04/2026 • 13:09 | Atualizado há 4 dias
KEY POINTS
A inteligência artificial está descentralizando a execução de tarefas e transformando a rotina das empresas ao permitir que gestores realizem atividades antes restritas a áreas técnicas. A avaliação é de Misa Antonini, CEO da G4 e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ao analisar como empreendedores podem usar a tecnologia de forma estratégica.
“Gosto de comparar a IA com o surgimento da internet. A internet descentralizou o conhecimento. A inteligência artificial está descentralizando a execução”, afirmou durante sua participação no quadro “Gestão Estratégica” do Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta quarta-feira (29).
Segundo ela, funções como criação de dashboards, análises de dados e soluções tecnológicas dependiam, até pouco tempo atrás, exclusivamente de desenvolvedores e engenheiros. Com a nova geração de ferramentas, esse cenário mudou.
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“Qualquer gestor que saiba escrever num teclado pode pedir, em português, para ferramentas como ChatGPT, Claude ou G4S criarem análises e dashboards”, destacou.
Para Misa, o principal erro de liderança é imaginar que a inteligência artificial pode ser delegada integralmente a terceiros. Na visão da executiva, o gestor precisa dominar minimamente a ferramenta para cobrar resultados e ganhar eficiência própria. “A obrigação do líder é saber. Você só consegue cobrar o que conhece”, pontuou.
Ela comparou o processo ao modelo de franquias, em que o operador precisa conhecer todas as etapas para avaliar corretamente a operação. Segundo a CEO, esse domínio serve para duas frentes: elevar o nível de cobrança da equipe e liberar tempo de tarefas repetitivas. “O gestor precisa usar IA para substituir atividades operacionais e focar no que só o humano faz, como cultura e avaliação de pessoas”, frisou.
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Misa citou um estudo de Harvard com a Procter & Gamble (P&G) que analisou produtividade e qualidade no uso da tecnologia. Segundo ela, profissionais que utilizam IA se tornam mais rápidos do que aqueles que trabalham sem apoio das ferramentas. “Um indivíduo com IA torna-se 9 minutos mais eficiente que um indivíduo sem a ferramenta”, explicou.
Ela acrescentou que equipes sem IA perdem tempo com reuniões, alinhamentos e feedbacks, enquanto usuários da tecnologia aceleram entregas.
Na qualidade das entregas, a executiva afirmou que indivíduos com IA e times com IA têm desempenho semelhante em tarefas rotineiras. Já em inovação complexa, o ganho coletivo é expressivo. “Para soluções complexas e ideias Top 10, o time com IA é imbatível, com ganho de quase três vezes em relação aos que não usam a ferramenta”, ressaltou.
Para empresários que desejam começar, Misa recomenda uma matriz simples entre tarefas que as pessoas gostam ou não gostam de fazer e atividades que a IA executa bem ou mal.
Segundo ela, quando a equipe não gosta de determinada função e a IA executa bem, a decisão deve ser imediata. “Automatize imediatamente. Dia 0”, disse.
Como exemplo, citou o preenchimento de CRM por equipes comerciais, tarefa considerada repetitiva e operacional. “Ninguém gosta de fazer, mas a IA faz com perfeição”, observou.
Na avaliação da CEO da G4, outro erro recorrente no mercado brasileiro é criar uma área isolada de IA e imaginar que isso resolve o problema competitivo. “A IA deve ser horizontal e o líder precisa saber mexer”, apontou.
Ela também diferenciou uso casual de transformação real. Para Misa, perguntar ao ChatGPT qual restaurante escolher não representa ganho estratégico. “Adoção é uso superficial. Implementação é colocar a IA nos processos e no time para ganho real de margem e eficiência. Isso é o que muda o jogo do negócio”, concluiu.
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