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Gigante de criptomoedas vai à Justiça para cobrar calote de R$ 1,5 bilhão de holding ligada ao Banco Master
Publicado 08/05/2026 • 13:14 | Atualizado há 5 dias
Publicado 08/05/2026 • 13:14 | Atualizado há 5 dias
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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
A Tether, empresa responsável pela emissão da stablecoin USDT, o dólar digital mais negociado do mundo, entrou com uma ação no Tribunal de Justiça de São Paulo para tentar recuperar US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão) emprestados à Titan Holding, empresa de investimentos pessoais de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Com a incidência de juros, a dívida já supera R$ 1,6 bilhão, segundo cálculos da própria credora.
O empréstimo foi firmado em março de 2025. Segundo informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, a Tether afirma ter liberado os recursos de boa-fé, sem que houvesse, até então, qualquer indicação de irregularidades no conglomerado Master.
A primeira parcela foi transferida em 28 de março, mesmo dia em que o BRB (Banco de Brasília) anunciou a intenção de comprar o Master, e a segunda, quatro dias depois.
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O contrato previa devolução em até 12 meses, com cláusula de vencimento antecipado em caso de rebaixamento de nota de crédito. Essa hipótese se concretizou em setembro de 2025, quando a Fitch Ratings piorou a classificação de risco do Master.
Em novembro, o Banco Central decretou a liquidação da instituição, outro gatilho contratual para a cobrança antecipada. Mesmo assim, a Tether afirma não ter recebido nenhum pagamento até hoje.
Ainda segundo o jornal, como garantia, o Banco Master havia vinculado ao contrato sua carteira de crédito consignado, que inclui operações do Credcesta, linha voltada a aposentados e servidores públicos que cresceu na Bahia sob suspeitas de fraude. Parte desses contratos também integrava a carteira vendida ao BRB, episódio que desencadeou as investigações contra Vorcaro.
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No processo, a Tether pede o bloqueio de ativos financeiros das empresas devedoras e que os fluxos da carteira de consignado sejam direcionados para quitar a dívida.
O processo não cita Vorcaro diretamente, mas aponta dois ex-diretores da Titan, Luiz Antônio Bull e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, como representantes da holding. A Master Holding Financeira e a Master Participações também figuram como devedoras solidárias.
Vorcaro está preso desde março de 2026 na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, após ser detido uma segunda vez por suspeita de planejar atos violentos contra opositores. Ele é investigado por gestão fraudulenta do Master.
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