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Google lança novos modelos de IA e agentes pessoais para acompanhar OpenAI e Anthropic

Publicado 19/05/2026 • 16:25 | Atualizado há 9 minutos

KEY POINTS

  • Google apresentou o Gemini 3.5 Flash, nova versão mais leve de seu principal modelo de inteligência artificial.
  • Empresa também revelou o Omni, modelo capaz de simular ambientes físicos e editar vídeos e imagens com IA.
  • Gigante de tecnologia tenta acelerar disputa com OpenAI e Anthropic enquanto amplia integração de IA em seus produtos.

O Google está lançando sua mais recente versão do Gemini e um novo modelo de inteligência artificial desenvolvido para simular o mundo físico, enquanto a gigante de buscas acelera a corrida pelo avanço de modelos de IA e amplia serviços automatizados para sua ampla base de usuários.

A empresa fez os anúncios nesta terça-feira (19) durante sua conferência anual de desenvolvedores, a Google I/O, em um momento em que o mercado acompanha o crescimento acelerado das avaliações de mercado da OpenAI e da Anthropic, que se preparam para possíveis IPOs ainda neste ano.

O centro da estratégia de inteligência artificial do Google continua sendo o Gemini, família de modelos e ferramentas da companhia. A empresa apresentou o Gemini 3.5 Flash, versão mais leve do sistema que, segundo o CEO Sundar Pichai, oferece capacidades avançadas por metade – e, em alguns casos, perto de um terço – do custo de modelos concorrentes de ponta.

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Em conversa com jornalistas antes do evento, Pichai afirmou que o Gemini 3.5 Flash é “extremamente rápido”. O Google informou que a nova versão passará a ser o modelo padrão do aplicativo Gemini e também do modo de IA da busca em nível global.

Foco em velocidade e segurança

“Você não precisa mais trocar qualidade por latência”, afirmou o Google em publicação no blog oficial da companhia. Segundo a empresa, as defesas de cibersegurança do Gemini 3.5 Flash foram reforçadas, tornando o modelo menos propenso a gerar conteúdo nocivo ou recusar respostas para perguntas consideradas seguras.

O Google também informou que o Gemini 3.5 Pro, versão mais robusta da tecnologia, já está sendo utilizada internamente, mas só deverá ser disponibilizada amplamente no próximo mês.

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No segmento de agentes de inteligência artificial, a empresa anunciou o Gemini Spark, novo agente de IA de propósito geral integrado ao aplicativo Gemini e capaz de interpretar informações conectadas em diferentes aplicativos. Segundo o Google, o objetivo é ajudar usuários a gerenciar suas vidas digitais executando tarefas sob orientação do usuário.

O Gemini Spark está em fase beta e será disponibilizado inicialmente para testadores selecionados e assinantes do plano Google AI Ultra, a partir da próxima semana.

Disputa por usuários de IA

Com mais usuários migrando para chatbots, o Google tenta convencer usuários tradicionais de busca de que seus sistemas de IA podem auxiliar tarefas complexas com pouca necessidade de comandos.

Após a forte expansão dos investimentos da companhia, Wall Street acompanha a capacidade do Google de integrar inteligência artificial de maneira mais profunda em seus produtos, e os agentes automatizados são vistos como parte central dessa estratégia.

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As expectativas em torno das empresas de IA continuam crescendo, especialmente após o lançamento recente do modelo Mythos, da Anthropic, descrito como tão poderoso que conseguiu identificar milhares de vulnerabilidades desconhecidas em infraestruturas de software ao redor do mundo.

Omni simula o mundo físico

O portfólio de inteligência artificial do Google agora inclui o Omni, modelo desenvolvido para simular ambientes físicos e prever o que acontece em seguida com base nas ações dos usuários. Modelos desse tipo costumam ser utilizados em áreas como robótica e games e vêm sendo pesquisados há anos pela DeepMind.

Segundo a empresa, o Omni funcionará no Flash, no aplicativo Gemini, no Google Flow e no YouTube Shorts, oferecendo suporte para imagem e áudio. O Google afirmou ainda, em publicação separada, que os usuários poderão usar o Omni para editar vídeos e criar imagens mais realistas.

“Pegue um vídeo gravado por você e apenas peça para o Omni mudar o que está acontecendo”, diz o texto divulgado pela empresa. Segundo o Google, a IA pode “editar a ação, adicionar novos personagens ou objetos”.

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