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Quem é a sócia da CVC envolvida em operação que pode ter rombo de até R$ 1 bilhão
Publicado 11/08/2026 • 23:30 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 11/08/2026 • 23:30 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Foto: Divulgação
Quem é a sócia da CVC envolvida em operação que pode ter rombo de até R$ 1 bilhão
O caso “Master Capixaba”, que envolve a Apex Partners e sua participação na CVC, chegou à Justiça em meio a uma crise financeira que pode se aproximar de R$ 1 bilhão.
O grupo acumula R$ 986 milhões em dívida bruta, segundo a decisão judicial, e buscou proteção diante da pressão sobre suas obrigações e dos compromissos financeiros. A medida concedeu uma tutela cautelar por 60 dias e estabeleceu prazos para os próximos passos do processo, enquanto a situação financeira da empresa passa por análise.
Leia também: Caso ‘Master Capixaba’ faz CVC despencar na Bolsa e enfrentar crise da sócia às vésperas do balanço
Fundada em 2013, a Apex Partners é uma plataforma de investimentos e serviços financeiros com origem no Espírito Santo. A empresa atua em quatro áreas principais: Gestão de Recursos, Advisory, Investment Banking e Research. Dentro dessas frentes, trabalha com segmentos como Real Estate, Private Equity, Venture Capital e crédito privado. Atualmente, informa presença em cinco estados brasileiros e em Portugal, além de R$ 18,88 bilhões em ativos sob supervisão.
A empresa cresceu por meio da entrada em novos negócios e de aquisições. A trajetória inclui o início das operações em Private Equity e Venture Capital em 2014, a entrada em Real Estate em 2015 e o avanço para Advisory em 2017. Em 2019, a Apex firmou parceria com o BTG Pactual.
Nos anos seguintes, ampliou a atuação regional e entrou em Investment Banking. Em 2025, comprou a Stark Investment Banking, a Redoma Capital, a Propósito Capital e a Potenza Investimentos. Também iniciou o processo regulatório para criar uma DTVM.
A relação com a CVC ocorre por meio da Apex Gestão de Ativos. Um dos fundos da gestora detém 15% do capital da agência de viagens. No fim de junho, essa participação tinha valor nominal de R$ 261,5 milhões em ativos na carteira. Entretanto, segundo o pedido apresentado à Justiça, apenas R$ 190,1 milhões seriam recuperáveis em caso de desinvestimento.
A participação ganhou relevância porque a crise financeira atingiu a estrutura que sustenta os investimentos da Apex. Em julho, o grupo deixou de pagar uma parcela de R$ 7,9 milhões ao grupo Gazin.
Além disso, possui R$ 452,1 milhões em debêntures emitidas pela Rhino Securitizadora, garantidas por ações da BRM Apex Investimentos e da própria Apex Partners. O processo aponta vencimentos dessas obrigações nas próximas semanas sem caixa disponível para os pagamentos.
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Siga o Times | CNBCO pedido judicial também busca proteger os sócios da Apex de avais bancários que somam R$ 201,7 milhões junto ao Sicoob, BTG Pactual e Daycoval. Ao mesmo tempo, a crise provocou o afastamento do fundador Fernando Antonio Kulnig Cinelli da presidência e do conselho de administração, além da saída de Eduardo Siqueira da diretoria financeira.
Leia também: Quem é o dono da Apex Partners envolvida no caso ‘Master Capixaba’
A Justiça do Espírito Santo suspendeu por 60 dias a execução de dívidas e garantias contra a Apex e determinou prazo de 30 dias para um eventual pedido de recuperação judicial. O grupo também terá 20 dias para apresentar um laudo sobre suas condições operacionais, que deverá ajudar na avaliação da situação financeira da empresa.
A Apex afirma que a medida é apenas uma tutela cautelar temporária e não representa recuperação judicial. Agora, a companhia precisa cumprir os prazos definidos pela Justiça e avançar na auditoria externa das contas. O trabalho deverá revisar o exercício de 2025 e analisar as informações de 2026.
Enquanto isso, a empresa permanece sob proteção judicial temporária, e os próximos passos dependerão dos resultados da auditoria e das informações apresentadas no processo.
A situação também será importante para definir como a Apex pretende reorganizar suas obrigações, incluindo os ativos ligados à participação de 15% na CVC, ou se precisará avançar para uma recuperação judicial.
“O empresário Fernando Antonio Kulnig Cinelli, fundador da Apex Partners, está dedicado e comprometido a contribuir da melhor forma para a preservação da companhia, seus investidores e acionistas. Com o gesto, ele demonstra sua disposição em esclarecer todas as questões levantadas com total transparência e idoneidade.”
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