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GPA tem piora no resultado financeiro e prejuízo supera R$ 1 bilhão
Publicado 14/05/2026 • 22:06 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 14/05/2026 • 22:06 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Foto: Reprodução
O GPA reportou prejuízo líquido de R$ 1,347 bilhão nas operações continuadas no primeiro trimestre de 2026, resultado muito acima das perdas de R$ 93 milhões apuradas no mesmo intervalo do ano passado. O desempenho foi impactado por eventos extraordinários sem efeito caixa, que totalizaram pouco mais de R$ 1 bilhão no período.
Entre os fatores que mais pesaram nas contas da varejista estão a baixa de créditos no exterior, estimada em R$ 588 milhões, além de ajustes envolvendo softwares, fundo de comércio, impairment de unidades e outros ativos. Desconsiderando esses itens não recorrentes, o prejuízo ajustado da operação continuada teria ficado em R$ 333 milhões.
A companhia também registrou retração de 8,2% na receita líquida, que encerrou o trimestre em R$ 4,3 bilhões. Segundo o GPA, o recuo reflete o encerramento do modelo Aliados, mudanças no portfólio de lojas e a estratégia de concentrar o e-commerce em canais com maior rentabilidade. Apesar disso, as vendas em mesmas lojas avançaram 0,6% na comparação anual.
O Ebitda ajustado consolidado alcançou R$ 458 milhões entre janeiro e março, crescimento de 12% frente ao mesmo período de 2025. Com isso, a margem Ebitda ajustada subiu para 10,5%, avanço de 1,9 ponto percentual.
Já o resultado financeiro líquido após IFRS 16 ficou negativo em R$ 382 milhões, representando piora de 20% em relação ao ano anterior. A empresa atribuiu o aumento das despesas financeiras principalmente ao patamar elevado da Selic e aos maiores custos com garantias ligadas a contingências.
Os investimentos ajustados (capex), por sua vez, somaram R$ 87 milhões no trimestre, queda de 54,8% na comparação anual. O movimento foi explicado pela redução do ritmo de abertura de lojas e por menores aportes em tecnologia e logística.
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