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Inteligência Artificial

IA transforma infraestrutura em novo campo de disputa entre gigantes da tecnologia, avalia Arthur Igreja

Publicado 10/08/2026 • 21:15 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, analisa o avanço dos investimentos em inteligência artificial e os impactos da expansão da infraestrutura.
  • Microsoft, Amazon e Alphabet registram aumento na demanda por serviços de nuvem impulsionados pelas aplicações de inteligência artificial.
  • Modelos de código aberto ganham espaço na disputa global por IA e podem ampliar a adoção da tecnologia em diferentes mercados.

Os investimentos bilionários em inteligência artificial começam a mudar a estrutura do mercado de tecnologia, com gigantes como Microsoft, Amazon, Alphabet e Meta ampliando suas apostas em infraestrutura, nuvem e desenvolvimento de novos modelos. Ao mesmo tempo, cresce a discussão sobre quando essa corrida deve começar a gerar retorno proporcional ao capital investido.

Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Arthur Igreja, especialista em tecnologia e inovação, avaliou que os resultados mais recentes das chamadas “Sete Magníficas” mostram que a demanda por infraestrutura de IA continua sustentando o crescimento de algumas das maiores empresas do setor.

Para Arthur, o mercado ainda aceita que a receita gerada diretamente pelas aplicações de IA não acompanhe o volume de investimentos realizados pelas empresas. O cenário atual é sustentado, em parte, pelo crescimento dos serviços de nuvem utilizados para desenvolver e executar essas aplicações.

A expansão também exige investimentos em diferentes etapas da cadeia tecnológica. Energia elétrica, chips, data centers, modelos de inteligência artificial e aplicações formam, uma cadeia integrada que precisa crescer simultaneamente para atender à demanda.

Um dos exemplos citados é a Amazon, que anunciou um projeto de geração de energia de 7,65 GW para atender sua própria infraestrutura. A escala mostra como a corrida pela IA já ultrapassa os limites tradicionais do setor de tecnologia e passa a envolver diretamente o mercado de energia.

“Parece que nós estamos entrando num território agora em que os números não têm nem mais escala.”

Outro movimento acompanhado por Arthur é o avanço dos modelos de código aberto. A Meta voltou a apostar nesse formato com modelos mais enxutos, capazes de rodar localmente em computadores com menor capacidade de processamento.

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A mudança ocorre em um cenário no qual empresas chinesas vêm ganhando espaço no desenvolvimento de modelos abertos. A estratégia também possui uma dimensão geopolítica, já que o código aberto pode facilitar a adoção da tecnologia em diferentes mercados e reduzir barreiras de entrada.

Nesse modelo, o software não é apenas disponibilizado gratuitamente. A principal característica é a possibilidade de a comunidade acessar, modificar e contribuir para sua evolução.

“Sempre que nós temos código aberto, nós temos uma evolução muito importante do ponto de vista de tecnologia.”

O avanço dos modelos locais também está relacionado ao crescimento da chamada edge computing, em que o processamento ocorre diretamente nos dispositivos ou em estruturas próximas ao usuário. Modelos menores exigem menos capacidade computacional e podem ampliar o número de aplicações de IA executadas fora dos grandes data centers.

A disputa também acontece no mercado de talentos. Segundo Arthur, as gigantes de tecnologia estão concorrendo pelos profissionais responsáveis pelo desenvolvimento dos principais modelos de inteligência artificial, enquanto parte desses especialistas também deixa grandes empresas para criar seus próprios negócios.

O movimento, portanto, combina uma corrida por infraestrutura física, capacidade computacional e profissionais especializados. Ao mesmo tempo, a expansão do código aberto pode alterar a dinâmica competitiva entre empresas e países.

Para Arthur, a tendência ainda está em fase de expansão. O retorno dos investimentos em IA permanece como uma questão central para o mercado, mas, até o momento, o crescimento da demanda por nuvem, energia e infraestrutura mantém o ciclo de investimentos em andamento.

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