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CNBCSarah Friar, diretora financeira da OpenAI, enfatiza a necessidade de levar a segurança a sério em relação aos riscos da IA

Inteligência Artificial

ONU cobra resposta internacional diante dos riscos do avanço acelerado da inteligência artificial

Publicado 14/09/2026 • 15:05 | Atualizado há 1 dia

KEY POINTS

  • ONU pede ação internacional urgente para reduzir riscos ligados ao avanço da inteligência artificial.
  • Executivos de tecnologia defendem desaceleração no desenvolvimento de sistemas mais avançados.
  • Debate envolve direitos humanos, segurança nacional e disputa tecnológica entre Estados Unidos e China.
Quais são os maiores desafios para implementar I.A nas empresas?

Foto: Canva

O boom da infraestrutura de I.A ganha escala e alavancagem, elevando preocupações sobre dívidas, riscos de mercado e expectativas de lucro.

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, defendeu nesta segunda-feira (14) uma resposta coordenada de governos e empresas diante do avanço dos sistemas de inteligência artificial. Para o representante da ONU, o desenvolvimento acelerado da tecnologia amplia riscos que podem atingir diferentes áreas da sociedade e exige mecanismos internacionais de controle e cooperação.

Türk sustenta que as decisões sobre o futuro da inteligência artificial não devem ficar concentradas apenas nas empresas responsáveis pelos modelos mais avançados. Segundo ele, os efeitos dessas tecnologias podem alcançar direitos fundamentais e produzir consequências de longo prazo para as próximas gerações.

Leia também: Ações de IA caem após CEOs se unirem em defesa de desaceleração no desenvolvimento da tecnologia

ONU defende atuação conjunta de governos e empresas

O alto comissário pediu que os países utilizem fóruns multilaterais para discutir regras, responsabilidades e medidas de prevenção relacionadas à IA. Na avaliação dele, a velocidade atual da inovação dificulta a análise adequada dos impactos antes que novas ferramentas sejam amplamente incorporadas à economia e ao cotidiano.

Outro ponto levantado pela ONU é a concentração do desenvolvimento de sistemas avançados em um número reduzido de companhias. Para Türk, esse cenário aumenta a importância de mecanismos externos de supervisão, já que decisões tomadas por poucas empresas podem ter efeitos globais.

Os principais desenvolvedores estão concentrados especialmente nos Estados Unidos e na China. O representante da ONU afirmou que essas companhias têm capacidade técnica para adotar medidas imediatas de redução de riscos e, por isso, também carregam uma responsabilidade proporcional ao alcance de suas tecnologias.

Executivos do setor pedem ritmo mais cauteloso

A discussão sobre a velocidade do desenvolvimento da inteligência artificial também ganhou espaço entre dirigentes de empresas de tecnologia.

No sábado, o presidente-executivo da Anthropic, Dario Amodei, defendeu uma desaceleração que permita avaliar com maior profundidade os riscos associados às novas capacidades dos sistemas de IA. A posição recebeu apoio público do CEO da OpenAI, Sam Altman, e de Elon Musk.

A preocupação central desse grupo está relacionada à possibilidade de que novas ferramentas alcancem níveis de capacidade antes que empresas, governos e pesquisadores consigam estabelecer formas adequadas de controle e segurança.

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Trump rejeita proposta de desaceleração

A proposta, porém, enfrenta resistência política nos Estados Unidos. O presidente Donald Trump criticou nesta segunda-feira os apelos por uma redução no ritmo de desenvolvimento da tecnologia.

Em publicação na plataforma Truth Social, Trump classificou o movimento contrário à aceleração da IA como uma iniciativa prejudicial aos interesses americanos e afirmou que a China poderia se beneficiar caso empresas dos Estados Unidos diminuíssem seus investimentos e avanços no setor.

A divergência expõe um dos principais pontos do debate atual: enquanto parte dos especialistas e executivos defende mais cautela diante de possíveis riscos, outros setores consideram que limitar o ritmo de inovação pode comprometer a competitividade econômica e tecnológica dos países.

China também aponta riscos à segurança

As preocupações não estão restritas ao debate ocidental. No domingo, o chefe da inteligência chinesa alertou que sistemas de inteligência artificial também podem representar ameaças à segurança nacional.

Segundo a avaliação apresentada pelas autoridades chinesas, potências estrangeiras poderiam utilizar ferramentas de IA em ações voltadas à desestabilização do país. O alerta acrescenta uma dimensão geopolítica às discussões sobre regulamentação e segurança tecnológica.

Leia também: Chefe da OpenAI, Sam Altman, explica como e por que o setor de IA quer desacelerar: ‘Podemos perder o controle

Alertas da ONU se intensificam

Volker Türk já havia levado o tema ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em 7 de setembro, quando afirmou que sistemas avançados de inteligência artificial poderiam, em cenários extremos, representar uma ameaça à própria humanidade.

Agora, ao voltar ao assunto, o alto comissário reforça a cobrança por medidas preventivas antes que o desenvolvimento da tecnologia alcance níveis mais difíceis de controlar.

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