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Sessão histórica do STF termina com 4×3 para manter julgamento dos casos de Moraes e Medonça separados; Dino pediu vista
Publicado 15/09/2026 • 16:58 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 15/09/2026 • 16:58 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O Supremo Tribunal Federal terminou a sessão extraordinária desta terça-feira (15) com 4 votos a 3 para manter separado o julgamento dos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e o próprio Alexandre de Moraes votaram pela unificação dos processos e para um novo julgamento no dia 23 de setembro. Os ministros André Mendonça, Luiz Fux, Cármen Lúcia e o presidente da Corte, Edson Fachin, divergiram e defenderam que os processos continuem separados.
A sessão extraordinária foi convocada para decidir se existem elementos suficientes para permitir a abertura de uma investigação contra Moraes a partir de informações reunidas pela Polícia Federal sobre sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.
Gilmar Mendes defendeu que os casos envolvendo Moraes e Mendonça sejam analisados conjuntamente, posição apresentada antes da retomada da sessão nesta tarde.
O decano também questionou a decisão de Fachin de assumir a condução de procedimentos relacionados ao caso Master e defendeu que o julgamento seja adiado para 23 de setembro, data já prevista para a análise de fatos envolvendo Mendonça.
Cristiano Zanin antecipou seu voto e também acompanhou a proposta de Gilmar.
Flávio Dino chegou a dar voto favorável à unificação dos processos, mas, ao final da sessão, concordou em retirar seu voto após pedir vista.
Alexandre de Moraes decidiu participar da votação sobre a questão de ordem e acompanhou a posição favorável à análise conjunta dos casos que envolvem ele próprio e André Mendonça.
Durante a sessão, Moraes afirmou que havia dúvida sobre a possibilidade de ele e Mendonça votarem nessa etapa por serem diretamente interessados nos procedimentos. Segundo o ministro, sua interpretação foi de que ambos poderiam participar da análise por se tratar de uma questão estrutural sobre a condução dos processos.
“Então percebi que o ministro André vai votar, eu também irei votar”, afirmou.
Moraes defendeu que os casos sejam analisados conjuntamente porque, segundo ele, estão baseados em fatos e provas que se sobrepõem. O ministro citou uma decisão anterior de Fachin que havia reconhecido conexão entre diferentes petições relacionadas ao caso Master e sustentou que julgamentos separados poderiam produzir decisões contraditórias.
“Não há razão para que a instrução e o julgamento não sejam conjuntos”, disse.
Segundo Moraes, se os processos fossem mantidos separados, Mendonça poderia participar do julgamento relacionado a ele nesta terça-feira, enquanto Moraes poderia votar posteriormente no caso envolvendo Mendonça, embora os dois procedimentos tenham, na avaliação do ministro, bases fáticas semelhantes.
Moraes também voltou a destacar que, na petição analisada nesta terça-feira, Polícia Federal e Procuradoria-Geral da República não apresentaram pedido para abertura de investigação contra ele. Segundo o ministro, havia apenas um pedido de extinção do procedimento.
Ao concluir, Moraes acompanhou a questão de ordem favorável à unificação.
Fachin foi o primeiro a votar após a retomada da sessão e se posicionou contra a unificação.
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Siga o Times | CNBCO presidente do STF defendeu que o procedimento relacionado a Moraes continue sendo analisado separadamente e que o caso de Mendonça permaneça para apreciação na data já prevista.
Fachin também defendeu a regularidade de sua atuação na condução dos procedimentos, contrariando os questionamentos apresentados por Gilmar e Dino.
O ministro André Mendonça acompanhou Fachin e votou contra a unificação dos casos. Mendonça sustentou que as situações não têm as mesmas bases fáticas e, por isso, devem seguir separadamente.
Luiz Fux também acompanhou a divergência e afirmou que os procedimentos tratam de fatos distintos, sem risco de decisões contraditórias que justificasse a reunião.
Cármen Lúcia foi a quarta ministra a votar pela manutenção dos processos separados. A ministra afirmou que havia uma questão concreta já submetida ao plenário, relacionada ao pedido da Procuradoria-Geral da República para reconhecer a nulidade do procedimento envolvendo Moraes.
“Há um parecer do Ministério Público […] que trata da nulidade de um procedimento. Eu preciso resolver sobre essa nulidade”, afirmou.
Cármen também defendeu deferência à condução dada por Fachin e disse não ver razão para interromper naquele momento a análise da petição ou reuni-la ao caso envolvendo Mendonça.
Durante a manifestação, a ministra ainda lamentou o clima da sessão e afirmou que o Judiciário deveria transmitir tranquilidade à sociedade. Ela pediu desculpas à população pelo que classificou como uma “espetacularização” do julgamento.
Com os votos de Fachin, Mendonça, Fux e Cármen Lúcia, a ala favorável à separação chegou a 4 votos, contra 3 pela unificação, de Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes.
Kassio Nunes Marques anunciou no início da sessão que não participará do julgamento sobre Moraes.
O ministro, que preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmou considerar que o caso pode produzir reflexos sobre o processo eleitoral e declarou seu impedimento.
A decisão ocorreu no mesmo dia em que foram divulgadas mensagens extraídas do celular de Vorcaro que mencionam Kevin Marques, filho do ministro. A defesa de Kevin afirma que ele não teve relação com Vorcaro ou com o Banco Master e que valores recebidos decorreram de serviços jurídicos.
Kassio também negou qualquer participação própria ou do filho em questões relacionadas ao banco.
Leia também: “Sem precedentes”: imprensa internacional repercute sessão do STF que vai decidir futuro de Moraes
Dias Toffoli afirmou que não se considera impedido, mas declarou suspeição por motivo de foro íntimo e, por isso, também não votará.
O ministro decidiu, porém, permanecer no plenário para acompanhar os debates e afirmou que poderá fazer uso da palavra durante a sessão.
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