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Itaú lança ferramenta para compras online sem digitar cartão e mira expansão no varejo
Publicado 30/10/2026 • 18:42 | Atualizado há 6 dias
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Publicado 30/10/2026 • 18:42 | Atualizado há 6 dias
KEY POINTS
O Itaú Unibanco lançou nesta sexta-feira (30) o Itaú Pay, uma solução que permite realizar compras pela internet diretamente pelo aplicativo do banco, sem precisar preencher os dados do cartão. A ferramenta estreia na plataforma de viagens Decolar.com e deverá chegar a outros parceiros do comércio eletrônico nos próximos meses.
O novo meio de pagamento aparece como uma opção no checkout das lojas virtuais, ao lado de alternativas tradicionais, como cartão de crédito e Pix. Ao selecionar o Itaú Pay, o consumidor pode concluir a compra utilizando o saldo da conta ou o cartão de crédito, com possibilidade de parcelamento estendido, conforme critérios de elegibilidade. O banco também permite o uso de pontos de seu programa de recompensas.
Além da Decolar, o Itaú prepara a expansão da solução para outras empresas nas próximas semanas. Entre os parceiros previstos estão a Raia Drogasil, a locadora de veículos Localiza, a companhia de gestão de consumo e bilheteria Zig e a fintech Ebanx.
A iniciativa amplia a presença do banco no mercado de pagamentos de conta para conta, conhecido como Account-to-Account (A2A). Esse modelo conecta diretamente a conta bancária de quem paga à de quem recebe, sem necessariamente depender da infraestrutura de uma bandeira de cartão. No Itaú Pay, entretanto, o consumidor também poderá optar pelo pagamento com cartão de crédito.
“A experiência do cliente com o Itaú Pay será muito melhor do que a experiência padrão de uma compra com cartão de crédito no e-commerce, em que é preciso digitar os números do cartão ou gerar um cartão virtual, por exemplo”, afirma Angelo Russomanno, diretor de Recebimentos e Adquirência do Itaú.
O banco estima que o Itaú Pay possa elevar em até 10 pontos percentuais a taxa de aprovação das transações. O indicador é estratégico para o comércio eletrônico, que enfrenta obstáculos como falhas na autenticação, recusas de pagamento e desistências durante o processo de compra.
Outro potencial impacto está no valor das vendas. Segundo o Itaú, a possibilidade de oferecer parcelamentos mais longos pode elevar em até 50% o tíquete médio das compras.
A velocidade também é um dos diferenciais apresentados pela instituição. Felipe Piccoli, diretor de Cartões, Conta e Pagamento do Itaú, estima que a jornada de pagamento seja cinco vezes mais rápida do que a experiência tradicional com cartão de crédito, com conclusão em aproximadamente 30 segundos.
O Itaú Pay chega a um mercado que já conta com soluções de pagamento integradas ao comércio eletrônico. Um dos principais concorrentes é o NuPay, do Nubank, lançado em 2022 e que também permite realizar compras online diretamente pelo ambiente do banco.
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Siga o Times | CNBCOutra alternativa é a Pagaleve, que oferece parcelamento de compras via Pix, sem exigir cartão de crédito ou limite bancário tradicional.
Para se diferenciar, o Itaú aposta na combinação de duas frentes de atuação: emissão de cartões e adquirência, segmento responsável pelo processamento dos pagamentos dos lojistas.
A Rede, empresa de maquininhas do grupo, detém pouco mais de 25% do mercado, segundo o relatório setorial CardMonitor. No segmento de emissão de cartões, o Itaú tem participação de 24,3%, enquanto o Nubank aparece na segunda posição, com 15,2%.
A presença nos dois segmentos pode facilitar a expansão do Itaú Pay entre consumidores e empresas. Os custos cobrados dos lojistas, conhecidos como taxas de desconto (MDR), serão negociados individualmente, o que impede uma comparação antecipada com as tarifas dos cartões tradicionais.
O banco, porém, aposta em ganhos operacionais para atrair estabelecimentos comerciais. Segundo Russomanno, empresas que já utilizam o comércio eletrônico integrado à Rede terão um processo de implantação mais simples.
Outro argumento do Itaú para ampliar a adesão ao serviço é a possibilidade de reduzir fraudes e custos operacionais. Como a autenticação da compra ocorre dentro do ambiente do banco, o consumidor não precisa inserir os dados do cartão diretamente no site do varejista.
Na avaliação de Russomanno, esse processo também pode diminuir os casos de chargeback, quando uma transação é contestada e precisa ser estornada.
“Esse conjunto de elementos melhora a aprovação, vendas, experiência e segurança, o que se traduz em eficiência e redução de custo”, ressalta o executivo.
Com o Itaú Pay, o banco busca ampliar sua participação nas transações digitais e fortalecer sua presença na jornada de consumo online, disputando espaço com fintechs e outras instituições que vêm incorporando soluções próprias de pagamento ao comércio eletrônico.
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