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Disputa entre sócios da Azzas expõe crise após fusão entre Arezzo e Soma
Publicado 20/05/2026 • 13:33 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 20/05/2026 • 13:33 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
As tensões entre os principais acionistas da Azzas 2154, maior conglomerado de moda da América Latina, revelam os desafios de integração, cultura e governança enfrentados pela companhia desde a fusão entre Arezzo e Grupo Soma, segundo avaliação de Carlos Akira Sato, co-founder da Fenynx Digital Assets e especialista em mercados regulados.
Em entrevista nesta quarta-feira (20) ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ele afirmou que os conflitos refletem um processo complexo de união entre grupos que cresceram fortemente por aquisições. “Naturalmente a gente tem conflitos de interesses, conflitos de cultura e conflitos de estratégia”, afirmou o especialista ao comentar a origem da crise envolvendo os controladores da companhia.
Segundo ele, a fusão concluída em 2024 uniu empresas que já possuíam trajetórias independentes de crescimento acelerado e modelos fortemente baseados em aquisições. “Não é um crescimento orgânico, é um crescimento baseado em aquisições”, ressaltou.
Leia também: Com sócios em disputa na Justiça, Azzas, dona da Hering e Arezzo, contrata Itaú BBA e nega cisão
O grupo Azzas 2154 reúne atualmente um portfólio com 28 marcas, incluindo Arezzo, Schutz, Farm, Animale, Hering e Vans, além de mais de 25 mil colaboradores – e é o maior conglomerado de moda da América Latina.
Sato destacou que o principal sinal de deterioração da relação entre os sócios foi a judicialização das disputas envolvendo a condução do negócio.
Segundo ele, decisões judiciais interferindo na governança corporativa demonstram que as tentativas de conciliação interna já foram esgotadas. “Quando a gente chega nesse ponto da judicialização, é um sinal de que as coisas não vão muito bem”, afirmou.
O especialista avaliou que disputas empresariais levadas ao Judiciário costumam indicar dificuldades profundas de alinhamento estratégico entre os controladores. “Decisões de negócio devem ser tomadas pelos homens de negócio, e não pelo Judiciário”, pontuou.
Leia também: Disputa entre Birman e Jatahy na Azzas, dona da Hering e Arezzo, chega à Justiça
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Siga o Times | CNBCNa semana passada, as divergências entre Alexandre Birman e Roberto Jatahy vieram a público após disputas judiciais relacionadas à condução da companhia.
Outro ponto que elevou a tensão em torno da Azzas 2154 foi a contratação do Itaú BBA para realizar análises econômico-financeiras sobre os ativos do grupo.
Segundo Carlos Akira Sato, o movimento ampliou rumores no mercado sobre uma possível reorganização societária envolvendo venda de ativos ou até divisão da companhia. “Surgem rumores sobre uma possível cisão do grupo ou venda de algum dos ativos”, destacou.
O especialista explicou que o próprio fato relevante divulgado pela companhia reconhecendo a contratação do banco aumentou as especulações sobre mudanças estruturais dentro do conglomerado.
Leia também: Azzas 2154 fecha fábrica da Arezzo no Rio Grande do Sul
Para ele, embora conflitos entre acionistas sejam relativamente comuns em processos de fusão, a escalada para disputas judiciais eleva significativamente a percepção de instabilidade entre investidores e mercado.
“Todos os caminhos de conciliação interna foram esgotados”, concluiu ao comentar o estágio atual da crise dentro da companhia.
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