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Kering volta a crescer após um ano e meio com recuperação gradual da Gucci

Publicado 28/07/2026 • 21:25 | Atualizado há 55 minutos

KEY POINTS

  • Receita avançou 1% no segundo trimestre e superou as expectativas do mercado.
  • Gucci ainda registrou queda nas vendas, mas apresentou melhora sequencial nas lojas próprias.
  • Lucro operacional recorrente do primeiro semestre permaneceu estável em relação ao ano anterior.

A Kering interrompeu uma sequência de seis trimestres consecutivos de queda na receita e voltou a registrar crescimento entre abril e junho, impulsionada pelos primeiros resultados da reestruturação conduzida pela nova administração. O grupo francês de luxo informou que a receita alcançou 3,65 bilhões de euros (US$ 4,15 bilhões) no segundo trimestre, alta de 1% na comparação anual e acima da projeção de 3,63 bilhões de euros dos analistas consultados pela Visible Alpha.

Em bases comparáveis, desconsiderando efeitos cambiais e mudanças no portfólio, a receita cresceu 2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo a companhia, o desempenho reflete os primeiros sinais de fortalecimento de suas marcas após as mudanças estratégicas implementadas nos últimos meses.

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Gucci ainda recua, mas melhora ritmo

Principal marca do grupo, a Gucci registrou receita de 1,41 bilhão de euros, queda de 3% em relação ao segundo trimestre de 2025.

Apesar do recuo, a Kering afirmou que as novas coleções vêm ganhando tração entre os consumidores. Nas lojas operadas diretamente pela marca, as vendas comparáveis recuaram 2%, mas apresentaram uma melhora de 7 pontos porcentuais frente ao trimestre anterior, o avanço sequencial mais forte observado pela Gucci em vários trimestres.

A empresa avalia que esse movimento reforça os primeiros efeitos positivos da renovação da marca.

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Reestruturação começa a mostrar resultados

A retomada do crescimento ocorre após uma série de mudanças promovidas pelo CEO Luca de Meo, que assumiu o comando da Kering em setembro de 2025. O executivo liderou uma ampla reestruturação do grupo neste ano, com foco em recuperar a competitividade das principais marcas.

Em comunicado, De Meo afirmou que a companhia já observa “sinais iniciais de progresso no desejo pelas marcas, no impulso comercial e no desempenho operacional”.

Nos últimos anos, a Kering foi uma das empresas de luxo mais afetadas pela desaceleração dos gastos globais com produtos de alto padrão. Analistas apontam que a Gucci sofreu especialmente por concentrar parte de sua estratégia em coleções sazonais voltadas a consumidores mais sensíveis ao cenário econômico.

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Lucro permanece estável

No primeiro semestre, o lucro operacional recorrente da companhia somou 921 milhões de euros (US$ 1,05 bilhão), praticamente estável em relação ao mesmo período do ano passado. A empresa não divulgou novos detalhes sobre projeções para os próximos trimestres.

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