Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EXCLUSIVO: Latam investe até US$ 1 bilhão por ano no Brasil e vê país como potência no turismo, diz CEO Jerome Cadier
Publicado 03/11/2026 • 20:33 | Atualizado há 7 minutos
Eleições nos EUA: primeiras urnas fecham enquanto o controle da Câmara e do Senado permanece indefinido
Meta busca captar até R$ 110 bilhões em títulos de dívida com alta dos gastos em IA
Ataque à Binance coloca custódia no centro dos investimentos em infraestrutura cripto
Lucro da Versant supera expectativas com crescimento impulsionado por plataformas digitais
Apple e Palantir caem no pré-mercado após divulgação de balanços
Publicado 03/11/2026 • 20:33 | Atualizado há 7 minutos
KEY POINTS
A LATAM investe entre US$ 800 milhões e US$ 1 bilhão por ano no Brasil e vê espaço para transformar o país em uma potência global do turismo, com mais passageiros, novas rotas e expansão da conectividade aérea, afirmou Jerome Cadier, CEO da LATAM Brasil, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo o executivo, esse volume de investimentos vem sendo mantido de forma recorrente nos últimos quatro anos. Apenas em 2026, a companhia gerou 4 mil empregos diretos no país.
“Todo ano, a LATAM tem colocado entre US$ 800 milhões e US$ 1 bilhão, nos últimos quatro anos, constantemente, no Brasil”, afirmou.
Para Cadier, o impacto vai além dos postos de trabalho criados diretamente pela empresa.
“Só durante este ano de 2026, a gente gerou 4 mil empregos diretos aqui no Brasil. Fora os indiretos, que tendem a ser dez vezes isso”, disse.
A estratégia de expansão ocorre em meio a um desempenho financeiro positivo da companhia. O grupo registrou lucro líquido de US$ 441 milhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 16,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
Na avaliação do executivo, o Brasil reúne condições para ampliar de forma relevante o peso do turismo na economia.
“O Brasil é uma potência no agro. O Brasil pode ser igualmente uma potência no turismo”, afirmou.
Um dos principais argumentos do CEO para sustentar o potencial de expansão está na baixa frequência de viagens aéreas por habitante.
Segundo Cadier, o brasileiro realiza, em média, cerca de 0,5 viagem aérea por ano, número inferior ao observado em outros mercados da América do Sul.
“O Chile voa duas vezes mais por habitante do que o brasileiro voa. O colombiano voa também duas vezes mais. Até o argentino voa mais do que o brasileiro”, disse.
Para ele, esse cenário representa uma oportunidade de crescimento para toda a indústria.
“A gente precisa destravar esse crescimento. Eu tenho certeza que todas as companhias aéreas que operam aqui buscam esse crescimento. Não buscam, necessariamente, aumentar preço. A gente quer mais passageiro, mais frota, mais capacidade de crescer”, afirmou.
Cadier defendeu redução de ineficiências e custos para permitir que mais brasileiros tenham acesso ao transporte aéreo.
“Nenhum setor aéreo no país consegue crescer sem uma passagem a preços baixos”, disse.
A expansão regional é uma das frentes da estratégia da companhia. A LATAM prepara a entrada em operação dos Embraer E195-E2, aeronaves menores que os modelos tradicionalmente utilizados pela empresa no mercado doméstico.
Segundo Cadier, apenas 13 meses deverão separar o anúncio da aquisição dos aviões do primeiro voo comercial.
“Deve ser recorde. Definitivamente aqui no Brasil é, mas eu diria que é um recorde mundial da velocidade com a qual a gente está colocando essa aeronave para voar”, afirmou.
Os novos aviões permitirão à companhia chegar a mercados de menor demanda e aumentar frequências em rotas já existentes.
Cadier citou entre os novos destinos Macaé, Cabo Frio e Rondonópolis.
“Por ser uma aeronave menor do que a aeronave que a gente tipicamente opera, ela chega em cidades com menor densidade”, afirmou.
O executivo destacou ainda o potencial de conectar essas cidades à malha internacional da LATAM por meio do hub de Guarulhos.
“Você consegue ir de Rondonópolis para Bruxelas simplesmente fazendo uma conexão em Guarulhos. Esse tipo de coisa era inimaginável antes”, disse.
Além de ampliar a rede, o E2 deverá ajudar a LATAM a reduzir custos em um momento de forte pressão do combustível.
Segundo Cadier, o modelo consome cerca de 30% menos combustível do que aeronaves de gerações anteriores.
“É uma aeronave que vem consumindo 30% a menos de combustível”, afirmou.
Para o executivo, essa eficiência permite tornar viáveis rotas que seriam mais difíceis de operar com aviões maiores.
“Com isso, ainda mais no momento de combustível muito caro, a gente traz uma aeronave mais eficiente, que consegue rentabilizar melhor uma rota”, disse.
Apesar do cenário de combustível caro, câmbio mais volátil e mudanças regulatórias, a LATAM pretende continuar crescendo no Brasil.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCA companhia esperava inicialmente ampliar sua operação no país em 8,5% em 2026, mas revisou o ritmo para cerca de 8% diante do aumento do custo do combustível.
“A gente continua crescendo, crescendo bastante, mas meio ponto a menos do que a gente imaginava crescer antes da crise do combustível”, afirmou.
Para 2027, Cadier disse que a expansão continuará, mas de forma mais cautelosa.
“O ano que vem vai ser um ano de crescimento, mas vai ser um ano de crescimento com mais cautela”, afirmou.
Entre os fatores que entram nessa avaliação estão o preço do combustível, a volatilidade do câmbio, os efeitos da reforma tributária e o impacto do novo regime de trabalho após a eliminação da escala 6×1.
A LATAM também prepara investimentos na experiência dos passageiros.
Cadier afirmou que a companhia está construindo uma nova sala VIP no Aeroporto Internacional de Guarulhos, com previsão de entrega no primeiro semestre de 2027.
O novo espaço terá mais de duas vezes e meia o tamanho da sala atual.
“A gente está construindo uma sala VIP em Guarulhos agora, que vai ficar pronta no primeiro semestre do ano que vem, que é mais de duas vezes e meia maior e melhor do que a sala VIP atual”, afirmou.
A companhia também planeja modificar a configuração das aeronaves utilizadas em voos de longa distância.
A partir de 2027, a LATAM pretende oferecer uma nova classe intermediária entre a executiva e a econômica.
“Uma classe que oferece mais espaço, mais conforto, mas num preço mais acessível do que a classe business”, disse Cadier.
A estratégia de crescimento também inclui novas conexões internacionais.
Segundo Cadier, a LATAM abriu ou anunciou em 2026 destinos como Bruxelas, Amsterdã, Cidade do Cabo, Punta Cana e Cusco, além da nova rota para Genebra, prevista para abril de 2027.
O executivo afirmou que a empresa abriria mais destinos se tivesse maior disponibilidade de aeronaves de longo curso.
“Se a gente tivesse mais aeronaves disponíveis para esses voos longos, a gente provavelmente abriria mais rotas”, disse.
Genebra, segundo ele, foi escolhida pela combinação de demanda corporativa e fluxo sazonal de turistas.
“Genebra sempre estava entre as três cidades em que, se a gente tivesse mais capacidade, a gente ia abrir”, afirmou.
Cadier afirmou que a empresa deixou de trabalhar com a hipótese de normalização rápida dos preços do combustível de aviação. O preço médio pago pela companhia subiu 52,1% na comparação anual, com impacto estimado em US$ 520 milhões no trimestre.
Segundo ele, três meses antes, a LATAM projetava um custo próximo de US$ 130 por barril neste trimestre, mas está pagando cerca de US$ 180.
“A gente deixou de acreditar numa solução rápida”, disse.
A expectativa da companhia é de que os preços permaneçam elevados durante boa parte de 2027 e recuem gradualmente para algo em torno de US$ 120 por barril, ainda acima dos cerca de US$ 90 observados anteriormente.
“Então, muita cautela nesse ano, porque a recuperação deve ser lenta”, afirmou.
Para Cadier, destravar todo o potencial do setor dependerá de políticas de longo prazo, estabilidade regulatória e redução de custos em toda a cadeia de turismo.
O executivo citou passagens aéreas, hotéis, transporte terrestre e infraestrutura como áreas que precisam funcionar de forma coordenada.
“É toda uma cadeia que precisa funcionar com muita estabilidade regulatória”, afirmou.
Segundo ele, criar condições para que empresas continuem investindo pode ampliar significativamente o número de empregos e turistas no país.
“Se isso acontecer de forma consistente, ano após ano, o Brasil vai ser tão forte no turismo quanto é no agro”, disse.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Após negociação com Lula, Alcolumbre garante cargos de direção no Banco do Brasil para aliados
2
Imposto Seletivo deve começar em fevereiro de 2027; governo prevê manter IPI na transição
3
‘Muito ruim’, ‘ridícula’ e ‘voluntarismo ingênuo’: economistas criticam proposta de Lara Resende para Selic a 7,5%
4
Raízen abre prazo para credores escolherem forma de pagamento de dívidas
5
Binance: Coreia do Norte nega roubo de US$ 6 bilhões em criptomoedas