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Lucro da Volkswagen cai 12% no semestre com impacto de tarifas, queda de vendas na China e custos de reestruturação
Publicado 24/07/2026 • 09:54 | Atualizado há 37 minutos
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KEY POINTS
Foto: unsplash
Apesar do cenário desafiador, a montadora destacou a forte demanda por veículos elétricos na Europa e uma recuperação na geração de caixa.
A Volkswagen registrou queda nos principais indicadores financeiros no primeiro semestre de 2026, pressionada pela desaceleração do mercado chinês, pelos custos das tarifas impostas pelos Estados Unidos e pelas despesas relacionadas ao processo de reestruturação da companhia. Apesar do cenário desafiador, a montadora destacou a forte demanda por veículos elétricos na Europa e uma recuperação significativa na geração de caixa.
A receita do grupo permaneceu praticamente estável no período, somando 158,1 bilhões de euros, ante 158,4 bilhões registrados no primeiro semestre de 2025. Já o lucro operacional caiu 12%, passando de 6,7 bilhões para 5,9 bilhões de euros, enquanto a margem operacional recuou de 4,2% para 3,8%.
Segundo a empresa, o resultado foi afetado por 500 milhões de euros ligados ao encerramento da produção do modelo elétrico ID.4 nos Estados Unidos, 300 milhões de euros em custos líquidos de reestruturação e 100 milhões relacionados ao fim de uma parceria na área de direção autônoma.
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Além disso, as tarifas americanas provocaram um impacto negativo estimado em 1,3 bilhão de euros sobre as operações de carros de passeio e comerciais leves.
O lucro líquido apresentou retração mais acentuada. O resultado antes dos impostos caiu 26%, para 4,8 bilhões de euros, enquanto o lucro líquido recuou 31%, encerrando o semestre em 3,1 bilhões de euros. O lucro por ação preferencial diminuiu 36%, passando de 8,03 para 5,17 euros.
A queda nas vendas ficou concentrada no mercado chinês, onde a Volkswagen enfrenta concorrência das fabricantes locais e um ambiente econômico mais fraco.
As entregas globais diminuíram 6,3%, totalizando aproximadamente 4,1 milhões de veículos. No entanto, excluindo a China, as vendas cresceram cerca de 2%.
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No país asiático, as entregas despencaram 25,9% no acumulado do semestre e 36,6% apenas entre abril e junho. Em contrapartida, a Europa registrou crescimento de 3,5%, enquanto a América do Sul avançou 8,3%. Já a América do Norte apresentou queda de 3,1% no semestre, apesar da recuperação observada no segundo trimestre, quando as entregas aumentaram 7,7%.
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Siga o Times | CNBCEmbora as entregas globais de veículos totalmente elétricos tenham recuado 6%, para 438 mil unidades, pressionadas principalmente pela China e pela América do Norte, a Europa apresentou sinais positivos.
A carteira de pedidos no continente cresceu 12% desde o fim de 2025, alcançando 1,065 milhão de veículos. Os pedidos por modelos elétricos aumentaram 57%, chegando a 330 mil unidades, e já representam 31% da carteira europeia, ante 22% no encerramento do ano passado. A Volkswagen informou ainda que sua nova família de veículos elétricos urbanos já acumula mais de 70 mil pedidos.
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Um dos principais destaques positivos do balanço foi a geração de caixa. O fluxo de caixa líquido da divisão automotiva atingiu 3,2 bilhões de euros, revertendo o resultado negativo de 1,4 bilhão de euros registrado no mesmo período de 2025.
Segundo a companhia, a melhora foi favorecida pela redução dos investimentos, menor pagamento de impostos e avanços na gestão do capital de giro.
Ao fim de junho, a liquidez líquida da divisão automotiva somava € 32,7 bilhões, ligeiramente abaixo dos € 34,5 bilhões registrados no encerramento de 2025.
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Diante do cenário de incertezas, a Volkswagen revisou sua projeção para a receita anual e agora espera um desempenho entre estabilidade e queda de até 3%, abandonando a estimativa anterior de crescimento de até 3%.
A companhia, no entanto, manteve as demais metas para o ano, incluindo margem operacional entre 4% e 5,5 %, fluxo de caixa automotivo entre 3 bilhões e 6 bilhões de euros e liquidez líquida entre 32 bilhões e 34 bilhões de euros.
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