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Volkswagen planeja cortar 15% da força de trabalho e fechar quatro fábricas na Alemanha, diz reportagem

Publicado 26/06/2026 • 10:17 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Segundo informações, a gigante automobilística Volkswagen planeja cortar 100 mil empregos e encerrar a produção em quatro fábricas alemãs nos próximos anos.
  • Representa a reformulação mais radical nos 89 anos de história da empresa.
  • Um porta-voz da Volkswagen recusou-se a comentar sobre “documentos internos e confidenciais” quando contatado pela CNBC.

Wikimedia Commons

A montadora Volkswagen planeja cortar 100 mil empregos e encerrar a produção em quatro fábricas na Alemanha nos próximos anos, segundo uma reportagem da Manager Magazin, em uma medida que representaria a reformulação mais radical nos 89 anos de história da empresa.

O plano, divulgado na sexta (26), prevê que a maior fabricante de automóveis da Europa reduza cerca de 15% de sua força de trabalho, em uma tentativa de enfrentar a concorrência cada vez mais intensa das montadoras chinesas.

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A iniciativa também prevê que a empresa, sediada em Wolfsburg, reduza em cerca de 15% os investimentos planejados para os próximos cinco anos, para pouco mais de 130 bilhões de euros (US$ 148,2 bilhões), além de encerrar a produção nas fábricas de Hanover, Zwickau e Emden, bem como na unidade de Neckarsulm, da Audi.

A Volkswagen já havia anunciado planos para implementar amplos cortes de empregos e lançado uma grande ofensiva de produtos em busca de maior rentabilidade.

Os números citados pela Manager Magazin, no entanto, representam uma aceleração significativa desses cortes planejados, considerando que a expectativa era de aproximadamente 50 mil demissões na empresa na Alemanha até 2030.

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No fim de 2024, a Volkswagen firmou um acordo com os sindicatos para evitar o fechamento de fábricas na Alemanha e descartar demissões compulsórias até o fim de 2030.

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Procurado pela CNBC, um porta-voz da empresa se recusou a comentar “documentos internos e confidenciais”, afirmando que as decisões serão tomadas e aprovadas pelos órgãos de governança competentes, segundo uma tradução do Google.

“Todo o Grupo — incluindo suas marcas e subsidiárias — precisa passar por uma transformação profunda”, afirmou o porta-voz.

As ações da Volkswagen eram negociadas em queda de 0,2% na sexta-feira. No acumulado do ano, os papéis já recuaram mais de 25%.

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O Conselho Geral de Trabalhadores da Volkswagen e o sindicato industrial alemão IG Metall prometeram reagir aos cortes de empregos e ao fechamento de fábricas noticiados.

“Se esses planos forem levados adiante, faremos de tudo para impedi-los”, afirmaram as entidades em comunicado conjunto, segundo uma tradução.

A Volkswagen tinha cerca de 657.400 funcionários ao fim do primeiro trimestre de 2026, de acordo com a empresa.

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