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Classe & Estilo: canetas emagrecedoras levam restaurantes de luxo a rever cardápios, afirma Danni Rudz

Publicado 06/11/2026 • 13:58 | Atualizado há 9 minutos

KEY POINTS

  • O avanço dos medicamentos para emagrecer começa a influenciar os hábitos de consumo e a estratégia de empresas de diferentes setores.
  • Na alta gastronomia, a mudança aparece na oferta de porções menores e menus adaptados.
  • Segundo Danni Rudz, a iniciativa representa uma das primeiras mudanças significativas associadas à transformação provocada pelas chamadas canetas emagrecedoras.

O avanço dos medicamentos para emagrecer, como Ozempic e Mounjaro, começa a influenciar os hábitos de consumo e a estratégia de empresas de diferentes setores. Na alta gastronomia, a mudança aparece na oferta de porções menores e menus adaptados a clientes que buscam manter a experiência sofisticada, mas passaram a consumir menos.

Danni Rudz, comentarista do quadro Classe & Estilo, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, afirma que um exemplo é a iniciativa da chef Renata Vanzetto, que criou um menu exclusivo para mulheres em um de seus restaurantes em São Paulo. A proposta surgiu após a percepção de que parte das clientes estava reduzindo o consumo de alimentos e bebidas alcoólicas, além de dividir pratos durante as refeições.

Segundo ela, a iniciativa representa uma das primeiras mudanças significativas na gastronomia brasileira associadas à transformação dos hábitos de consumo provocada pelas chamadas canetas emagrecedoras.

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O menu, batizado de “executiva”, oferece porções com metade do tamanho habitual e opções de refeições em diferentes etapas, com entradas, pratos principais e harmonizações. Os preços também foram ajustados, mas, na avaliação de Rudz, o principal objetivo não é reduzir custos, e sim preservar a experiência do cliente.

“Você não deixa de entregar aquele ingrediente sofisticado, aquele menu diferenciado e aquela experiência premium que a alta gastronomia requer, mas adequa o seu menu”, afirmou.

A comentarista destaca que a redução das porções não significa necessariamente uma economia para o restaurante. A operação continua exigindo equipe, insumos e produtos de qualidade. A estratégia, segundo ela, é atrair clientes que poderiam deixar de frequentar esses estabelecimentos ou limitar o consumo a um prato compartilhado.

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De acordo com Rudz, a chef relatou que o menu teve boa adesão e bateu recordes de vendas durante o lançamento. A expectativa é que iniciativas desse tipo ajudem a manter a frequência de clientes que passaram a consumir menos, mas ainda desejam sair para jantar e aproveitar uma experiência gastronômica completa.

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Mudança nos hábitos de consumo

Para Rudz, a transformação não se restringe à gastronomia. A indústria da moda e os supermercados também já começam a adaptar produtos e estratégias a consumidores com novos hábitos. Na moda, ela cita a ampliação da oferta de tamanhos menores. No varejo alimentar, aponta mudanças na composição e na qualidade dos produtos, com maior atenção a açúcar e carboidratos.

Na avaliação da comentarista, o mercado de luxo precisará acompanhar uma mudança mais ampla no comportamento de compra, na saciedade e na relação dos consumidores com a alimentação. Ela também destaca o crescimento do segmento de bem-estar de luxo, que acompanha a busca por novos hábitos e experiências.

“Quem for pioneiro e identificar essas novas experiências, essa nova mulher e esse novo consumo para trazer ao seu portfólio de produtos vai conseguir uma adesão maior”, disse.

Rudz também chama a atenção para o potencial econômico do mercado de medicamentos para emagrecer. Durante a entrevista, mencionou estimativas de que o segmento pode movimentar US$ 114 bilhões até 2030, com possibilidade de alcançar US$ 200 bilhões. “Estamos falando de números estratosféricos de faturamento”, afirma.

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