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Representatividade pode ampliar mercado de luxo, diz Danni Rudz, comentarista do Classe & Estilo

Publicado 06/11/2026 • 13:13 | Atualizado há 34 minutos

KEY POINTS

  • A falta de representatividade nas campanhas, desfiles e na comunicação das marcas de luxo pode limitar o alcance do setor entre consumidoras com poder de compra.
  • Para Danni Rudz, comentarista do quadro Classe & Estilo, ampliar a diversidade nesse mercado é também uma oportunidade de conquistar novos públicos e aumentar o faturamento das empresas.
  • Iniciativas que valorizam diferentes corpos e trajetórias podem contribuir para transformar a imagem do setor.

A falta de representatividade nas campanhas, nos desfiles e na comunicação das marcas de luxo pode limitar o alcance do setor entre consumidoras com poder de compra. Para Danni Rudz, comentarista do quadro Classe & Estilo, ampliar a diversidade nesse mercado é também uma oportunidade de conquistar novos públicos e aumentar o faturamento das empresas.

A notável foi uma das homenageadas na quinta edição do evento Body, que concedeu o Prêmio Preta Gil – Vozes que Transformam Gerações, em reconhecimento a mulheres que atuam na promoção da diversidade e da transformação social.

Segundo a especialista, embora o mercado de luxo tenha sido historicamente associado a padrões específicos de beleza e comportamento, iniciativas que valorizam diferentes corpos e trajetórias podem contribuir para transformar a imagem do setor. Para ela, essa ausência de identificação dificulta a aproximação entre essas mulheres e as empresas.

“Enquanto essa mulher que tem o poder de decisão de compra não se vir representada dentro da sua marca, ela não vai criar uma sinergia com você dentro dessa exclusividade que você oferece”, afirma.

Na avaliação de Rudz, a representatividade também pode funcionar como uma estratégia de expansão comercial. Em um cenário de busca por novos canais de receita e públicos consumidores, as marcas poderiam ampliar sua atuação ao se aproximar de mulheres que já possuem capacidade de compra, mas ainda não se sentem contempladas pelo setor.

A comentarista ressalta que essa estratégia não precisa se restringir à oferta de produtos de entrada ou à conquista de consumidores mais jovens, como a geração Z. Na visão dela, há um público adulto que já está preparado para consumir produtos de luxo e que poderia se aproximar das marcas caso encontrasse maior identificação.

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Diversidade e transformação do mercado de luxo

Para Rudz, a inclusão de mulheres negras e de corpos fora dos padrões tradicionais de beleza também precisa considerar as desigualdades históricas de acesso a esses espaços.

A comentarista destaca que a promoção da diversidade não deve se limitar a iniciativas pontuais ou ao cumprimento de cotas. É necessário reconhecer que diferentes grupos partem de condições sociais distintas e, por isso, precisam ter oportunidades efetivas de participação.

“Quando você traz essa mulher, você não escolhe só pela figura física dela. Você escolhe mudar o destino de uma família socialmente, o entorno dessa mulher, o que ela consome e as gerações futuras”, afirma.

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