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Classe&Estilo: Calendários do advento viram estratégia de marketing e chegam a custar R$ 10 mil, avalia Danni Rudz
Publicado 30/10/2026 • 15:20 | Atualizado há 42 minutos
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Publicado 30/10/2026 • 15:20 | Atualizado há 42 minutos
KEY POINTS
Os calendários do advento deixaram de ser apenas uma tradição natalina e se viraram produtos de desejo no mercado de consumo. Com versões de luxo que podem chegar a R$ 10 mil, os itens ganharam popularidade nas redes sociais, especialmente no TikTok, e passaram a ser utilizados por marcas de diferentes segmentos como estratégia para atrair consumidores e ampliar as vendas no período de fim de ano.
A avaliação é de Danni Rudz, notável do Classe&Estilo, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ela, o sucesso dos produtos está relacionado à combinação entre exclusividade, experiência de consumo e engajamento nas plataformas digitais.
Tradicionalmente associados à contagem regressiva para o Natal, os calendários do advento começaram a ganhar espaço comercial com versões que traziam chocolates. Com o tempo, a proposta foi ampliada para incluir maquiagens, perfumes, produtos de beleza e artigos de decoração. Atualmente, marcas tradicionais do mercado de luxo e empresas de segmentos mais populares também apostam no formato.
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Para Rudz, as redes sociais contribuíram para transformar a abertura diária dos compartimentos em um conteúdo de entretenimento. O formato de unboxing, no qual consumidores revelam os produtos de uma embalagem, cria uma sequência de vídeos que desperta curiosidade e incentiva o público a acompanhar os lançamentos.
“Você tem primeiro o fator surpresa, porque não sabe o que vai encontrar. Depois, acompanha aquilo como uma série, assistindo a um vídeo após o outro”, explica.
Outro elemento importante é a avaliação dos consumidores sobre o custo-benefício dos produtos. Nas redes sociais, os comentários costumam comparar o preço do calendário com o valor e o tamanho dos itens incluídos. A presença de produtos em tamanho original, por exemplo, pode aumentar a percepção de que a compra vale a pena, enquanto versões compostas principalmente por amostras tendem a gerar críticas.
Entre os exemplos que ganharam repercussão estão os calendários da Dior, da Diptyque e da Jo Malone London, marcas conhecidas por seus perfumes, cosméticos e artigos de luxo. Os produtos reúnem diferentes itens das coleções das empresas em embalagens especiais, muitas vezes desenvolvidas para se tornarem objetos de decoração.
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A Kiko Milano e a Sephora Collection também aparecem entre as marcas que conquistaram visibilidade com seus calendários. No Brasil, empresas como Granado, O Boticário e L’Occitane en Provence investem na tendência.
As colaborações entre marcas também ampliam as possibilidades comerciais. Um exemplo é a parceria entre Nespresso e Swarovski, que reúne cápsulas de café e cristais decorativos em uma edição temática de Natal.
Na avaliação da comentarista, o formato permite que empresas aproveitem a curiosidade dos consumidores e ofereçam uma experiência diferenciada sem necessariamente desenvolver novos produtos.
“Você não precisa lançar um novo produto. Pode usar os mesmos itens que já fabrica, mas com uma nova roupagem, em um formato diferenciado e em uma estratégia que cative o público”, afirma Rudz.
A estratégia também pode funcionar como alternativa para diversificar o portfólio durante o período de maior movimentação do varejo. Ao reunir produtos já comercializados em uma embalagem especial, as empresas criam uma opção de presente e estimulam a compra antecipada para o Natal.
Para Rudz, a tendência representa uma oportunidade para marcas de diferentes portes explorarem o apelo da sazonalidade, fortalecerem o relacionamento com seus públicos e diferenciarem a oferta de produtos em uma das principais datas do comércio.
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