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Com incerteza nas taxas de juros, setor de máquinas e equipamentos perde 14,2% em fevereiro

Publicado 30/04/2026 • 08:37 | Atualizado há 12 minutos

KEY POINTS

  • A indústria brasileira de máquinas e equipamentos movimentou cerca de R$ 29 bilhões em fevereiro, uma queda de 14,2% em relação ao mesmo mês de 2025.
  • O resultado reforça o ritmo mais lento na compra de bens de capital e sinaliza uma virada no ciclo de investimentos do país.
  • No mercado doméstico, a retração foi ainda mais intensa: a receita destinada ao Brasil recuou 18,8% na comparação anual.
Fotografia editorial em ângulo baixo de uma massiva colheitadeira verde metálica operando em um campo de soja dourada ao pôr do sol. Sobre a cena, em uma montagem conceitual, uma balança industrial antiga sustenta o peso de um grande bloco de concreto cinza e liso, que esmaga simbolicamente miniaturas de máquinas e cédulas de dinheiro. Ao fundo, o sol poente cria um contraste entre o dourado da colheita e o céu dramático.

Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC / Imagem gerada por I.A.

Anfavea projeta recuo nas vendas e alerta para avanço de importados no setor de máquinas

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos movimentou cerca de R$ 29 bilhões em fevereiro, uma queda de 14,2% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo dados da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos). O resultado reforça o ritmo mais lento na compra de bens de capital e sinaliza uma virada no ciclo de investimentos do país.

No mercado doméstico, a retração foi ainda mais intensa: a receita destinada ao Brasil recuou 18,8% na comparação anual. No acumulado do primeiro bimestre, o consumo aparente caiu 17,9%, sinalizando perda relevante de dinamismo do investimento produtivo.

Leia também: Investimentos em máquinas recuam 14,2% em fevereiro ante fevereiro de 2025, diz Abimaq

Juros restringem o cenário

O ambiente segue influenciado por uma política monetária restritiva. Apesar do início do ciclo de afrouxamento pelo Banco Central, a taxa básica de juros permanece em patamar contracionista, encarecendo o crédito e tornando aplicações financeiras mais atrativas em relação a projetos produtivos. Soma-se a isso o aumento da incerteza quanto à demanda futura, em meio à desaceleração da atividade.

O agronegócio, um dos principais mercados da indústria de máquinas, deve enfrentar um 2026 mais desafiador. Inadimplência elevada, maior rigor na concessão de crédito, juros altos e queda nos preços das commodities vêm impactando negativamente as decisões de investimento do setor.

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Houve queda simultânea nas compras de máquinas nacionais e importadas, o que indica compressão efetiva da demanda, e não mera substituição entre fornecedores.

Exterior

No exterior, o desempenho foi mais favorável, mas ainda insuficiente para compensar a fraqueza interna. Em fevereiro, as exportações somaram US$ 1,043 bilhão, alta de 20,5% sobre igual mês de 2025 e de 24,6% frente a janeiro. No primeiro bimestre, cresceram 12%, para US$ 1,88 bilhão. Em 12 meses, o avanço foi de 8%. O resultado foi puxado principalmente por componentes e máquinas destinadas à logística e à construção civil.

Parte do crescimento, contudo, reflete base de comparação deprimida no início de 2025. Além disso, a valorização do real reduz o impacto das vendas externas quando convertidas em moeda local, limitando sua contribuição para a receita total.

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As importações recuaram 2,7% no bimestre, mas a participação de produtos estrangeiros no consumo interno segue elevada, em 49,7%. O recuo das compras externas foi menor que a contração da demanda total, e a indústria nacional não ampliou espaço no mercado doméstico, indicando desafios que vão além do ciclo econômico e envolvem fatores estruturais, como custo de produção, escala e financiamento.

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