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Moody’s vê melhora na CSN, mas mantém rating da siderúrgica em revisão para rebaixamento

Publicado 04/09/2026 • 16:30 | Atualizado há 36 minutos

KEY POINTS

  • Moody’s vê melhora na CSN, mas mantém o rating da companhia em revisão para possível rebaixamento.
  • A margem Ebitda da siderurgia subiu para 10,5% no segundo trimestre, ante 7% no primeiro, mas a agência ainda considera a recuperação insuficiente.
  • A CSN voltou a gerar caixa operacional, porém o fluxo de caixa livre segue negativo e a venda de ativos continua central para reduzir a pressão financeira.
Vista panorâmica das instalações da Companhia Siderúrgica Nacional em Volta Redonda, no Rio de Janeiro.

HenriqueBarraMansa/Wikipédia

Vista panorâmica da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), no centro de Volta Redonda (RJ). A empresa recebeu adesão de US$ 1,007 bilhão em sua oferta de troca de títulos de dívida no exterior.

A Moody’s Local Brasil avaliou que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) apresentou melhora nos últimos meses, mas disse que os avanços ainda não são suficientes para alterar a avaliação de risco da companhia. O rating da siderúrgica permanece em revisão para possível rebaixamento.

Segundo a agência, a empresa melhorou a geração de caixa, avançou na renegociação de dívidas e progrediu na venda da divisão de cimentos. Mesmo assim, a Moody’s considera que a CSN ainda precisa concluir o plano de venda de ativos e recuperar, de forma mais consistente, a rentabilidade da operação de aço.

Ao fim do segundo trimestre, a dívida bruta ajustada equivalia a 5,4 vezes o Ebitda da companhia. O Ebitda é uma medida usada para acompanhar a geração de resultado operacional de uma empresa. O plano de venda de ativos da CSN prevê levantar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões.

Leia também: Moody’s rebaixa rating da CSN e mantém revisão para nova queda

Siderurgia melhora, mas ainda preocupa

A margem Ebitda da operação de aço subiu para 10,5% no segundo trimestre, ante 7% nos três primeiros meses do ano. A Moody’s, porém, considera a recuperação ainda insuficiente para melhorar de forma mais clara a situação financeira da empresa.

A agência também apontou a fraqueza da demanda por aço. O consumo aparente do produto acumulava uma queda de 5% até julho de 2026.

Empresa volta a gerar caixa

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A CSN voltou a gerar caixa com suas operações no segundo trimestre. Nos três primeiros meses do ano, havia registrado fluxo de caixa operacional negativo de R$ 777 milhões. Parte da melhora veio da redução dos estoques.

Mesmo assim, o caixa gerado pelas operações ainda não foi suficiente para cobrir os investimentos da companhia. Por isso, o fluxo de caixa livre continuou negativo.

A empresa também renegociou parte das dívidas e transferiu parte dos vencimentos de curto prazo para os próximos anos.

Venda de ativos segue como ponto central

A CSN recebeu propostas pela divisão de cimentos no primeiro semestre, e as ofertas estão em análise. A Moody’s esperava a assinatura de um acordo ainda no terceiro trimestre de 2026.

A agência considera, porém, que a venda do negócio de cimentos terá impacto limitado sobre o perfil de crédito da CSN, porque a operação já possui dívida e parte dos recursos deverá ser usada para pagar o empréstimo-ponte contratado pela companhia.

Por isso, a Moody’s avalia que outras fontes de recursos continuam necessárias, como a venda da operação de infraestrutura.

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