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Natura amplia prejuízo para R$ 445 milhões após queda nas vendas

Publicado 11/05/2026 • 21:47 | Atualizado há 21 horas

KEY POINTS

  • O Ebitda recorrente caiu 46,8%, para R$ 346 milhões, abaixo das projeções do mercado, enquanto a receita líquida recuou 7,7%, para R$ 4,74 bilhões.
  • A companhia atribuiu o desempenho fraco à queda da rentabilidade operacional, aos custos extraordinários de reorganização e ao impacto cambial negativo de R$ 261 milhões relacionado a operações de hedge.
  • Apesar do cenário desafiador, a Natura afirmou identificar sinais iniciais de melhora nas operações da Avon e da própria marca Natura,
Natura.

Divulgação Facebook/Natura

A Natura registrou prejuízo líquido de R$ 445 milhões no primeiro trimestre de 2026, ampliando significativamente as perdas em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 2025, a companhia havia reportado prejuízo de R$ 152 milhões.

Segundo a fabricante de cosméticos, o resultado foi pressionado principalmente pela queda da rentabilidade operacional, pela retração das vendas no Brasil e pelos custos extraordinários ligados à reorganização da companhia.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 528 milhões no trimestre, piora de 50,3% na comparação anual. A Natura afirmou que o desempenho foi impactado sobretudo pela variação cambial financeira negativa de R$ 261 milhões, relacionada à desvalorização adicional do dólar frente ao real em relação à taxa protegida por hedge no período.

O Ebitda recorrente da companhia somou R$ 346 milhões entre janeiro e março, queda de 46,8% na comparação anual. O resultado ficou abaixo da expectativa média de analistas consultados pela LSEG, que projetavam Ebitda de R$ 430 milhões.

A receita líquida atingiu R$ 4,74 bilhões no período, retração de 7,7% na comparação anual, embora tenha superado a expectativa média de mercado, de R$ 4,3 bilhões.

No Brasil, a receita caiu 5,5%, impactada pela desaceleração do consumo, especialmente no Nordeste — região onde a companhia possui maior exposição e onde a penetração do modelo de venda direta também é mais elevada.

A empresa acrescentou que “a pressão do sell-in da Natura persistiu ao longo do primeiro trimestre, enquanto o relançamento da Avon só teve início no final desse período”.

Segundo a Natura, a marca Avon continuou sofrendo os efeitos de um período prolongado de baixa inovação antes do relançamento iniciado em março. Na América Latina, excluindo Brasil e Argentina, a companhia afirmou que o crescimento “segue ofuscado pela retomada lenta”.

Apesar do cenário mais fraco, a empresa disse identificar sinais iniciais de melhora operacional. “Já surgem sinais iniciais promissores de ambas as marcas”, afirmou a companhia, acrescentando que as métricas da Avon melhoraram e que as vendas de novos produtos vieram acima das expectativas.

A Natura também destacou que, no sell-out — vendas ao consumidor final —, a marca Natura voltou a ganhar participação de mercado, enquanto o canal apresentou crescimento sequencial no fim do trimestre, o que pode indicar “uma melhora nas tendências de sell-in em algum momento”.

A dívida líquida encerrou março em R$ 4,04 bilhões, alta de R$ 565 milhões em relação ao quarto trimestre de 2025. O avanço reflete desembolsos extraordinários relacionados à reorganização da companhia, despesas remanescentes do processo de simplificação e o pagamento do acordo judicial com a Chapman. O índice de alavancagem subiu para 2,12 vezes.

O fluxo de caixa livre das operações continuadas ficou negativo em R$ 430 milhões no trimestre, ante consumo de R$ 168 milhões um ano antes. Já os investimentos em capital somaram R$ 38 milhões, abaixo dos R$ 62 milhões registrados no primeiro trimestre de 2025.

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