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O novo consumidor brasileiro tem mais de 50 anos, está transformando o mercado e já movimenta R$ 1,8 trilhão por ano
Publicado 14/07/2026 • 18:45 | Atualizado há 53 minutos
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Publicado 14/07/2026 • 18:45 | Atualizado há 53 minutos
KEY POINTS
O envelhecimento da população brasileira já deixou de ser apenas uma questão demográfica para se tornar uma transformação econômica. Com mais pessoas vivendo por mais tempo e permanecendo ativas no mercado de consumo, empresas de diferentes setores começam a adaptar produtos, serviços e estratégias para atender um público que já movimenta R$ 1,8 trilhão por ano no país.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Layla Vallias, cofundadora da Data8 e especialista em economia prateada, afirmou que o Brasil atravessa uma das mudanças demográficas mais rápidas do mundo, cenário que deve alterar o planejamento das empresas nas próximas décadas.
“O Brasil é um grande protagonista pelo ritmo acelerado do envelhecimento populacional. No mês passado, chegamos à marca de 62 milhões de pessoas com mais de 50 anos“, afirmou.
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Layla ressaltou que a chamada economia prateada engloba toda a atividade econômica gerada pelo consumo da população acima dos 50 anos. Hoje, esse grupo representa 25% de todo o consumo público e privado no Brasil e deve ampliar ainda mais sua participação à medida que a população envelhece.
“A economia prateada tem a ver com o consumo dos 50+, mas entendendo toda a diversidade desse público. Uma pessoa de 50 anos tem necessidades muito diferentes de alguém com 70, 80 ou 90 anos”, explicou.
Os impactos desse movimento já são percebidos em praticamente todos os segmentos da economia. No entanto, alguns setores devem concentrar as maiores oportunidades de crescimento nas próximas décadas.
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Siga o Times | CNBC“O público 50+ consome hoje R$ 1,8 trilhão por ano. Daqui a 20 anos, esse valor deve chegar a R$ 3,8 trilhões“.
De acordo com Layla, saúde, cuidados pessoais, habitação e mobilidade devem liderar essa expansão. O avanço da longevidade tende a impulsionar novos formatos de moradia, reformas residenciais, serviços de assistência e soluções voltadas à qualidade de vida. Por outro lado, ela avalia que o setor de educação precisará passar por uma transformação.
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“O consumo em educação tradicional tende a diminuir, mas cresce a demanda por capacitação, requalificação profissional e empreendedorismo, já que as pessoas vão permanecer mais tempo no mercado de trabalho”, disse.
Além da adaptação dos produtos, a comunicação das empresas também passa por uma mudança importante. Segundo a especialista, um dos principais erros das marcas ainda é tratar o consumidor acima de 50 anos de forma homogênea ou associá-lo apenas ao envelhecimento e à fragilidade.
“Mais de 80% desse público é ativo, trabalha, consome, está nas redes sociais e continua responsável financeiramente por suas famílias. As empresas que entenderem essa mudança demográfica sairão na frente”, afirmou.
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