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O que acontece com quem investiu na Fictor após a recuperação judicial?
Publicado 03/08/2026 • 20:16 | Atualizado há 5 dias
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Publicado 03/08/2026 • 20:16 | Atualizado há 5 dias
KEY POINTS
Foto: Reprodução
O que acontece com quem investiu na Fictor após a recuperação judicial?
A recuperação judicial do Grupo Fictor, apresentada em fevereiro e aceita pela Justiça em abril deste ano, colocou milhares de investidores em uma longa espera pela devolução dos recursos aplicados na companhia.
O processo reúne cerca de 13 mil credores e uma dívida estimada em R$ 4,2 bilhões. A empresa afirma que busca reorganizar suas finanças para preservar as operações e construir uma solução para os pagamentos.
Quem mantinha investimentos ligados à Fictor passou a integrar a relação de credores da recuperação judicial. Isso significa que os valores devidos deixam de ser pagos de forma individual e passam a seguir as regras estabelecidas pelo processo judicial.
Na prática, os pagamentos dependem da aprovação e da execução do plano de recuperação. Até que isso aconteça, os investidores permanecem sujeitos aos prazos definidos pela Justiça e às condições negociadas entre a empresa e os credores.
A maior parte dos credores é formada por pessoas físicas que aplicaram recursos em operações ligadas ao grupo.
Antes de pedir recuperação judicial, a direção da Fictor afirmou internamente que o grupo enfrentava um problema de liquidez. Segundo os executivos, a empresa possuía patrimônio, mas não conseguia transformar seus ativos em dinheiro suficiente para atender ao aumento dos pedidos de resgate.
Na época, cerca de 40% dos recursos administrados pela companhia já haviam sido solicitados para saque. A avaliação da empresa era que uma venda acelerada dos ativos poderia reduzir seu valor e prejudicar ainda mais os investidores que aguardavam pagamento.
A estratégia apresentada aos funcionários previa a venda de ativos para reforçar o caixa. Caso isso não ocorresse, a devolução dos recursos seria feita de forma escalonada.
Em reunião interna realizada em 15 de janeiro, pouco antes do pedido de recuperação judicial, o CEO e fundador da Fictor, Rafael Gois, afirmou que a tentativa de aquisição do Banco Master poderia mudar a estrutura financeira do grupo.
Segundo ele, controlar uma instituição financeira permitiria à empresa emitir Certificados de Depósito Bancário, os CDBs, ampliando a distribuição de produtos financeiros e reduzindo a dependência de outros modelos de captação utilizados pela companhia.
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A negociação, anunciada em novembro de 2025, não foi concluída. No dia seguinte ao anúncio, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, impedindo o avanço da operação.
Durante a mesma reunião, os executivos reconheceram que a tentativa frustrada de compra do banco aumentou a pressão sobre a empresa.
Segundo relatos apresentados aos funcionários, a associação da Fictor ao caso provocou um aumento dos pedidos de resgate e dificultou negociações com bancos, instituições financeiras e possíveis compradores de ativos.
A empresa também precisou alterar a administração de fundos ligados ao grupo após mudanças envolvendo a antiga administradora. Posteriormente, a instituição que assumiu essa função também teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central.
Para os investidores, o futuro dos valores aplicados depende do andamento da recuperação judicial. O processo prevê que a empresa apresente medidas para reorganizar suas finanças e negocie as condições de pagamento com os credores.
Enquanto isso, os recursos permanecem vinculados ao processo e a devolução seguirá o cronograma e as regras que forem aprovados pela Justiça.
Procurada, a Fictor informou que não comentará o caso.
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