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O que faz a Mercuria, gigante suíça que negocia compra da Raízen na Argentina

Publicado 13/05/2026 • 08:30 | Atualizado há 5 meses

KEY POINTS

  • Fundada em 2004 e sediada em Genebra, a Mercuria construiu uma operação global voltada para comercialização, transporte e fornecimento de commodities energéticas.
  • A venda dos ativos na Argentina faz parte do processo de reorganização financeira da Raízen, empresa controlada pela Cosan em parceria com a Shell.
  • Antes do avanço das negociações com a Mercuria, a Raízen também chegou a conversar com a estatal saudita Saudi Aramco, mas as tratativas não avançaram.
EM EDIÇÃO O que faz a Mercuria, gigante suíça que negocia compra da Raízen na Argentina

Foto: Divulgação Mercuria Energy Group

EM EDIÇÃO O que faz a Mercuria, gigante suíça que negocia compra da Raízen na Argentina

A Mercuria Energy Group avançou nas negociações para comprar os ativos da Raízen na Argentina e pode ampliar sua presença no mercado de petróleo do país.

A companhia suíça está entre as maiores tradings independentes de energia e commodities do mundo e atua em diferentes frentes do setor energético global, desde petróleo e gás natural até energia renovável e mineração.

Leia também: Raízen: o que a empresa pode ganhar com a venda de ativos na Argentina

Mercuria opera em diferentes áreas do setor energético

Fundada em 2004 e sediada em Genebra, a Mercuria construiu uma operação global voltada para comercialização, transporte e fornecimento de commodities energéticas. A empresa negocia petróleo bruto, derivados, gás natural, energia elétrica e metais em dezenas de países.

Além disso, o grupo também investe em infraestrutura logística, terminais de armazenamento, operações marítimas e ativos ligados à cadeia energética.

Segundo a companhia, a estratégia combina operações comerciais com investimentos físicos para ampliar presença em mercados considerados estratégicos.

Nos últimos anos, a Mercuria também acelerou investimentos ligados à transição energética. A companhia ampliou atuação em biocombustíveis, créditos de carbono e minerais críticos para a eletrificação global, como lítio, cobre e níquel.

Atualmente, a multinacional opera em mais de 50 países e figura entre os principais grupos independentes do mercado global de commodities energéticas.

Empresa também avança em mineração e energia renovável

Além do petróleo e gás, a Mercuria expandiu negócios em mineração e projetos ligados à energia limpa. Na América Latina, a empresa mantém parcerias em operações de prata e possui investimentos previstos em lítio e urânio, de acordo com o Estadão.

Parte dessas operações ocorre ao lado dos empresários argentinos José Luis Manzano e Daniel Vila, que também participam das negociações envolvendo os ativos argentinos da Raízen.

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A companhia ainda investe em iniciativas ligadas à redução de emissões de carbono e desenvolvimento de soluções para a chamada transição energética global.

Compra pode fortalecer presença da Mercuria na Argentina

Além disso, a negociação envolvendo os ativos argentinos pode ampliar significativamente a atuação da Mercuria no setor de petróleo do país.

Nesse contexto, o negócio inclui cerca de mil postos de combustíveis da Shell e a refinaria Dock Sud, uma das maiores da Argentina, com capacidade de processamento de aproximadamente 100 mil barris por dia e avaliado entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.

Caso a operação seja concluída, o grupo passará a atuar de forma mais integrada na cadeia do petróleo argentina, incluindo produção, refino, transporte e comercialização de combustíveis.

Hoje, a Mercuria já possui participação na Phoenix Global Resources, produtora argentina de petróleo controlada em parceria com Manzano e Vila. Dessa forma, a aquisição pode acelerar a verticalização das operações da companhia no mercado argentino.

Leia também: Raízen: entenda por que a empresa está vendendo ativos na Argentina

Venda dos ativos faz parte da reorganização da Raízen

A venda dos ativos na Argentina faz parte do processo de reorganização financeira da Raízen, empresa controlada pela Cosan em parceria com a Shell.

A companhia negocia um plano de recuperação extrajudicial com bancos e credores locais e internacionais. Parte dos recursos levantados com a operação deve ser destinada ao pagamento dessas obrigações financeiras.

Antes do avanço das negociações com a Mercuria, a Raízen também chegou a conversar com a estatal saudita Saudi Aramco, mas as tratativas não avançaram.

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