CNBC
TSMC

CNBCPressão de Trump por chips de IA produzidos nos EUA ameaça lucros da TSMC

Empresas & Negócios

Aplicativos de delivery na mira: entenda o que o governo está cobrando

Publicado 29/05/2026 • 13:40 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • iFood informou que está em processo de implementação das mudanças necessárias para atender à Portaria 61/2026.
  • O foco da cobrança do governo é a falta de informações detalhadas sobre a divisão dos valores pagos pelos consumidores nos pedidos realizados pelos aplicativos.
  • O iFood afirmou ainda que recebeu com surpresa a abertura do processo administrativo.
Trabalhadores

Foto: Agência Brasil

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, abriu nesta quarta-feira (27) um processo administrativo sancionador contra as plataformas iFood e Keeta por suposto descumprimento das regras de transparência previstas para aplicativos de entrega.

O anúncio foi feito no Palácio do Planalto pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e pelo secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita Wada.

Segundo o governo, as empresas podem receber multa de até R$ 14 milhões caso as irregularidades sejam confirmadas.

O foco da cobrança do governo é a falta de informações detalhadas sobre a divisão dos valores pagos pelos consumidores nos pedidos realizados pelos aplicativos.

Leia também: Conheça o Keeta, aplicativo chinês de delivery que chega ao Brasil com investimento de R$ 5,6 bilhões

A portaria da Senacon, publicada em março deste ano, determina que as plataformas informem de forma clara quanto do valor total fica com a empresa, qual parte é destinada ao entregador e quanto é repassado ao estabelecimento comercial.

Por que a medida foi tomada contra iFood e Keeta

De acordo com Guilherme Boulos, a medida foi tomada após o governo receber reclamações de motoboys sobre a ausência de transparência nos aplicativos.

Segundo ele, os trabalhadores têm direito de saber exatamente como os valores das corridas e entregas são distribuídos.

Ricardo Morishita Wada afirmou que o objetivo da regra é garantir mais clareza tanto para consumidores quanto para entregadores.

Leia também: Gigante chinesa de delivery chega a São Paulo

O secretário também disse que outras empresas do setor seguem sendo monitoradas pela Senacon para verificar se estão cumprindo as exigências da portaria.

Empresas terão prazo para adequação

Segundo a Senacon, as plataformas notificadas terão 20 dias para apresentar adequações e esclarecimentos. Caso as medidas exigidas não sejam implementadas, o processo poderá avançar para aplicação de sanções administrativas.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

O governo informou que empresas como Uber e 99 já cumprem as exigências previstas na norma. Outras nove companhias ainda estão sob análise da secretaria.

A discussão faz parte das tentativas do governo federal de avançar em medidas voltadas às condições de trabalho de motoristas e entregadores por aplicativo.

A regulamentação do setor, no entanto, enfrenta dificuldades no Congresso Nacional por causa da resistência de parlamentares e representantes das plataformas digitais.

Keeta diz seguir regras da Senacon

Em nota, a Keeta afirmou que já atende às exigências de transparência previstas pela portaria. A empresa declarou que os consumidores conseguem visualizar no aplicativo e nos recibos o valor total do pedido, além da divisão dos repasses entre plataforma, entrega e estabelecimento comercial.

A companhia também reforçou que mantém compromisso com a transparência e com o diálogo junto às autoridades e parceiros.

Leia também: Dona da Keeta, Meituan vê tombo no lucro após ‘competição irracional’ na China

iFood afirma que adaptações estão em andamento

O iFood informou que está em processo de implementação das mudanças necessárias para atender à Portaria 61/2026.

A empresa argumenta que as exigências demandam alterações relevantes em sistemas internos, no aplicativo e na forma como as informações são apresentadas aos consumidores.

A plataforma também criticou a falta de diálogo prévio da Senacon com o setor antes da publicação da norma. Segundo a empresa, pedidos formais de reunião foram enviados entre fevereiro e maio sem resposta do órgão.

Leia também: iFood anuncia R$ 17 bilhões em investimentos no Brasil até março de 2026

O iFood afirmou ainda que recebeu com surpresa a abertura do processo administrativo e disse permanecer à disposição para colaborar tecnicamente com a secretaria.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Empresas & Negócios

Taylor Swift e Travis Kelce: por que um acordo pré-nupcial é considerado essencial para proteger fortunas milionárias Como a CazéTV garantiu os direitos exclusivos da Eurocopa 2028 Qual o próximo sorteio especial da Caixa após a Quina de São João? Como a política dos EUA pode estar mudando o equilíbrio da I.A global? Vazamento expõe rede de fornecedores e testes do futuro iPhone 18 Pro da Apple; veja Supergirl pode dar prejuízo de milhões de dólares à DC Studios; entenda Quem são os novos milionários brasileiros e o que os diferencia das gerações anteriores? Copa do Mundo 2026 coloca autoridades de saúde em alerta; saiba os principais riscos Top 10 melhores empresas do setor financeiro para o futuro veja a lista Taylor Swift transforma carreira em império bilionário e se torna a mais rica da história