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Pátria amplia ativos sob gestão para US$ 62,1 bilhões, alta de 28%*

Publicado 31/07/2026 • 17:14 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ativos sob gestão chegaram a US$ 62,1 bilhões, aumento de 28% em relação ao segundo trimestre de 2025.
  • Pátria captou US$ 2,3 bilhões no trimestre e US$ 4,5 bilhões no primeiro semestre.
  • Resultado relacionado às taxas de gestão cresceu 24%, para US$ 57,1 milhões.
Pátria Investimentos: por que um relatório colocou a gestora sob os holofotes

Foto: reprodução/Instagram.

Pátria Investimentos: por que um relatório colocou a gestora sob os holofotes

A Pátria Investimentos encerrou o segundo trimestre de 2026 com US$ 62,1 bilhões em ativos sob gestão, alta de 28% em relação ao mesmo período do ano passado.

A gestora também captou US$ 2,3 bilhões entre abril e junho, elevando o volume levantado no primeiro semestre para US$ 4,5 bilhões. Segundo a administração, o ritmo coloca a companhia em condições de superar sua meta de captação para o ano.

O crescimento da plataforma se refletiu nas receitas recorrentes. As taxas de gestão somaram US$ 103,7 milhões, avanço anual de 28% e de 9% em relação ao primeiro trimestre.

Já o resultado relacionado a taxas, conhecido pela sigla FRE, alcançou US$ 57,1 milhões. O indicador, que mede o resultado obtido principalmente com as receitas recorrentes da gestão dos fundos após as despesas operacionais, cresceu 24% em um ano e 13% na comparação trimestral.

Lucro distribuível avança 31%

O lucro distribuível da Pátria foi de US$ 50,7 milhões no segundo trimestre, crescimento de 31% sobre igual período de 2025 e de 20% diante dos três primeiros meses de 2026.

Por ação, o indicador passou de US$ 0,24 para US$ 0,32 em um ano. O lucro distribuível representa o resultado que a gestora considera disponível para remunerar os acionistas ou manter no negócio, após impostos e outros ajustes.

Pelo padrão contábil IFRS, o lucro líquido atribuível aos acionistas da Pátria foi de US$ 10,5 milhões. O valor ficou abaixo dos US$ 12,9 milhões registrados um ano antes, mas foi mais de quatro vezes superior aos US$ 2,3 milhões do primeiro trimestre.

Considerando também a participação de acionistas minoritários nas empresas controladas, o lucro líquido total foi de US$ 14,6 milhões, ante US$ 14,1 milhões no segundo trimestre de 2025.

A receita de serviços atingiu US$ 111,3 milhões, crescimento de 35% na comparação anual e de 15% sobre o trimestre anterior.

Ativos que geram taxas crescem 32%

Os ativos sob gestão que já geram taxas para a Pátria chegaram a US$ 48,9 bilhões, aumento de 32% em relação ao ano anterior e de 7% na comparação trimestral.

A expansão foi impulsionada por entradas líquidas de recursos, valorização dos investimentos, efeito cambial e aquisições realizadas pela gestora. A compra da WP Global Partners, concluída em abril, acrescentou US$ 1,7 bilhão a essa base.

Do total de ativos que geram taxas, US$ 11 bilhões estavam em veículos de capital permanente. Nesses fundos, não existe um prazo previamente determinado para a devolução dos recursos aos investidores, o que tende a oferecer maior estabilidade às receitas da gestora.

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A companhia encerrou junho com outros US$ 4 bilhões em recursos disponíveis para futuros investimentos e que poderão começar a gerar taxas à medida que forem aplicados.

Captação ganha força no semestre

A principal contribuição para a captação do segundo trimestre veio da estratégia de múltiplos ativos, que recebeu US$ 970 milhões após a ampliação de uma conta administrada para um fundo soberano.

A área de crédito captou US$ 657 milhões, incluindo US$ 239 milhões provenientes da Solis, negócio adquirido pela Pátria no Brasil.

A divisão dedicada à gestão e às soluções para outros gestores levantou US$ 413 milhões. O fundo de secundários SOF V encerrou sua captação com US$ 676 milhões em compromissos, volume 35% superior à meta inicialmente estabelecida.

Nos últimos 12 meses, os ativos sob gestão avançaram com US$ 7,7 bilhões em entradas orgânicas e US$ 7,6 bilhões provenientes de aquisições. Houve ainda impacto positivo de US$ 1,1 bilhão pela valorização dos investimentos.

Esses efeitos foram parcialmente compensados por US$ 4,6 bilhões em saídas, incluindo vendas de ativos e distribuições aos investidores.

Pátria mantém projeção para 2026

A Pátria manteve a estimativa de encerrar 2026 com resultado relacionado a taxas entre US$ 225 milhões e US$ 245 milhões. Por ação, a faixa projetada vai de US$ 1,42 a US$ 1,54.

O presidente da gestora, Alex Saigh, afirmou que o desempenho do trimestre refletiu a continuidade da captação e os resultados dos investimentos em diferentes áreas da plataforma.

A margem do resultado relacionado a taxas ficou em 54%, ante 56,9% um ano antes. A redução ocorreu em meio ao aumento das despesas com pessoal, aquisições e investimentos na expansão da companhia. Ainda assim, o crescimento das receitas permitiu elevar o resultado em termos absolutos.

A gestora também declarou dividendo trimestral de US$ 0,1625 por ação. Terão direito ao pagamento os acionistas registrados em 10 de agosto, e o depósito está previsto para 14 de setembro.

No trimestre, a Pátria ainda emitiu US$ 350 milhões em dívida de longo prazo, com vencimentos entre cinco e dez anos. Parte dos recursos foi utilizada para quitar uma linha de crédito, enquanto o saldo ficará disponível para as necessidades gerais da companhia.

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