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Raízen pode fechar negócio de até US$ 1,5 bilhão; veja o que está à venda
Publicado 08/05/2026 • 20:00 | Atualizado há 5 dias
Publicado 08/05/2026 • 20:00 | Atualizado há 5 dias
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Foto: Reprodução
Raízen pode fechar negócio de até US$ 1,5 bilhão: veja o que está à venda
A Raízen deve concluir ainda em maio a venda de seus ativos na Argentina em um negócio que pode alcançar até US$ 1,5 bilhão.
A operação envolve a transferência de uma ampla estrutura no país vizinho e faz parte de uma estratégia para reorganizar as finanças da companhia, pressionadas por dívidas.
As negociações avançaram nas últimas semanas e já passaram pelas etapas de análise dos ativos. A expectativa é que a formalização do contrato ocorra na segunda quinzena do mês, após a conclusão dos últimos ajustes entre as partes, de acordo com informações do Estadão.
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O pacote inclui uma rede de aproximadamente mil postos de combustíveis operando sob a bandeira da Shell, além da refinaria Dock Sud, uma das principais da Argentina.
A unidade tem capacidade para processar cerca de 100 mil barris de petróleo por dia, ficando atrás apenas de duas refinarias da estatal YPF.
Esses ativos formam uma operação integrada que abrange distribuição e refino, o que aumenta o interesse de investidores que buscam presença relevante no setor energético argentino.
A aquisição está sendo conduzida pela Mercuria Energy Group em parceria com os empresários argentinos José Luis Manzano e Daniel Vila. O grupo já atua no país e pode ampliar sua presença com a incorporação dos ativos.
Os investidores também têm participação na Phoenix Global Resources, o que abre caminho para integrar produção, refino e distribuição dentro de uma mesma estrutura. Esse movimento pode alterar a dinâmica competitiva do setor no país.
Leia também: O que é recuperação extrajudicial e como funciona o processo usado pela Raízen
As propostas vinculantes foram apresentadas ainda em novembro do ano passado. O valor estimado da transação varia entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão, dependendo das condições finais do acordo.
Antes desse processo, a Raízen chegou a negociar diretamente com a Saudi Aramco, mas as conversas não avançaram.
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A decisão de vender os ativos faz parte de um plano mais amplo de reestruturação financeira ligado ao grupo Cosan, controlador da Raízen em parceria com a Shell.
A empresa negocia um plano de recuperação extrajudicial com bancos e credores. Os recursos obtidos com a venda devem ajudar a reduzir o endividamento e reforçar o caixa. A intenção é levar esse plano para homologação judicial já em junho.
Leia também: O que é recuperação extrajudicial e como funciona o processo usado pela Raízen
A Raízen assumiu os ativos na Argentina em 2018, quando comprou as operações locais da Shell. Na época, a refinaria era avaliada em cerca de US$ 1 bilhão.
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