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Raízen divide operações de energia e combustíveis em plano de recuperação extrajudicial
Publicado 28/05/2026 • 10:17 | Atualizado há 2 semanas
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Publicado 28/05/2026 • 10:17 | Atualizado há 2 semanas
KEY POINTS
Foto: Divulgação/Raízen
A Raízen divulgou, na noite da última quarta-feira (27), os detalhes de seu plano de recuperação extrajudicial. Com uma dívida total de R$ 75,3 bilhões, a empresa anunciou uma injeção de capital de R$ 3,5 bilhões pela Shell (a R$ 0,25 por ação) e um aporte potencial adicional de R$ 500 milhões por meio de um veículo da Aguassanta Investimentos S.A.
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O chamado Blowout material foi publicado no site de Relações com Investidores (RI) da companhia devido à quebra de confidencialidade de credores que participavam das negociações de reestruturação. Como esse grupo havia recebido informações privilegiadas sob acordo de sigilo, a empresa precisou tornar os dados públicos para que eles pudessem voltar a negociar livremente no mercado de capitais sem violar as leis de insider trading.
O documento aponta que 45% da dívida serão convertidos em ações da companhia, também ao preço de R$ 0,25 por papel. Os 55% restantes serão alocados em novos instrumentos de dívida divididos entre as duas futuras unidades independentes: a Raízen Energia (17,6%), focada na produção de biocombustíveis, açúcar e geração de energia; e a Raízen Combustíveis (37,4%), voltada estritamente ao mercado de distribuição e comercialização de combustíveis e conveniência no território brasileiro.
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A companhia também destacou o seu programa de desinvestimentos, que inclui o encerramento do Grupo Nós – joint venture com a Femsa responsável pela rede Oxxo – e a venda de seis usinas no Brasil. O comunicado aponta que há discussões em andamento para a alienação de ativos que representam entre 10 milhões e 15 milhões de toneladas de capacidade de moagem.
A previsão é que o fechamento do plano de reestruturação ocorra até 31 de março de 2027. Esse prazo poderá ser estendido por até seis meses mediante o consentimento do Comitê de Credores ou caso a liquidação fiscal federal seja a única condição pendente. Já o encerramento definitivo do processo de segregação física e jurídica das duas novas empresas está previsto para 31 de dezembro de 2027.
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