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Recuperação extrajudicial serve para dar “fôlego” ao GPA, diz especialista; rede fechou 39 lojas desde 2023
Publicado 11/03/2026 • 09:03 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/03/2026 • 09:03 | Atualizado há 2 meses
Divulgação
Fachada de uma loja Pão de Açúcar
O Grupo Pão de Açúcar (GPA) informou na terça-feira (10) que fechou um acordo com seus principais credores e apresentou um plano de recuperação extrajudicial.
A iniciativa, que prevê a reestruturação de cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas e busca reforçar o caixa no curto prazo, não surpreendeu analistas que acompanham a companhia, segundo especialistas ouvidos pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O GPA encerrou o quarto trimestre de 2025 com 728 lojas no Brasil, somando as bandeiras Extra Mercado, Mini Extra, Pão de Açúcar e Minuto Pão de Açúcar. A base foi reduzida em relação a 2023, quando a companhia tinha 767 unidades, o que representa o fechamento de 39 lojas no período.
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Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta quarta-feira (11), o chairman da Holding SM, Sérvulo Mendonça, explicou que o pedido de recuperação extrajudicial pode abrir espaço para uma reorganização financeira da companhia, desde que acompanhada de mudanças na gestão e na estratégia.
“A recuperação extrajudicial, assim como a judicial, é um instrumento voltado para uma melhoria organizacional e de estrutura societária, para que as empresas respirem, revejam dívidas e projetem a vida no longo prazo”, afirmou.
Segundo Mendonça, o movimento ocorre em um momento de transição na liderança da companhia. Em janeiro, o GPA promoveu mudanças na alta administração e substituiu o CEO, o que, na visão dele, indica que a reestruturação já vinha sendo planejada.
Leia também: Quem é Alexandre Santoro? Conheça o CEO do Grupo Pão de Açúcar
“Não é um movimento feito de qualquer forma. Parece algo que já vinha sendo estruturado, e que agora busca atacar especificamente as dívidas financeiras com grandes bancos”, disse.
Ele destacou que o plano não atinge obrigações operacionais da empresa. “Você não tem impacto em dívidas trabalhistas ou com fornecedores. O foco está nas dívidas financeiras”, afirmou.
Mendonça avalia que a recuperação extrajudicial tende a ser mais rápida que a judicial, porque envolve maior negociação direta entre empresa e credores. Nesse modelo, o papel do Judiciário se limita basicamente à homologação do acordo.
Na análise do executivo, o GPA ainda mantém ativos relevantes no setor de varejo, o que pode favorecer o processo de reorganização. “É uma empresa robusta, um grupo forte, e acredito que exista um bom horizonte para a recuperação”, disse.
O especialista também chamou atenção para o desafio estrutural de caixa no varejo alimentar. “O caixa é o grande vilão das empresas de varejo. O reinvestimento é constante, com estoques e compras, e o ciclo financeiro é muito intenso”, explicou.
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