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Shake Shack mira 40 unidades no Brasil, mas potencial é maior, afirma Pierre Berenstein, CEO da Bold
Publicado 19/10/2026 • 21:13 | Atualizado há 52 minutos
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Publicado 19/10/2026 • 21:13 | Atualizado há 52 minutos
KEY POINTS
A chegada da rede americana Shake Shack ao Brasil em 2027, com previsão de 40 restaurantes até 2036, faz parte de uma estratégia de expansão em um mercado ainda pouco ocupado por grandes cadeias, afirmou Pierre Berenstein, CEO da Bold Hospitality Company, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Responsável pelas operações de Outback Steakhouse, Abbraccio e Aussie no país, a holding mantém atualmente 207 restaurantes, com mais de 3 milhões de atendimentos por mês. Segundo o executivo, a companhia abre entre 13 e 16 unidades por ano e pretende ampliar esse ritmo com a nova marca.
“A gente vê um mercado ainda subpenetrado por cadeias. Então, tem um processo de consolidação de cadeias”, afirmou Berenstein. Ele acrescentou que há “uma oportunidade enorme de crescimento de novos restaurantes” para as marcas do grupo.
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O acordo para trazer o Shake Shack foi anunciado na semana anterior à entrevista. “Nos próximos 10 anos, 40, obviamente, a gente vê um potencial muito maior que isso”, disse o CEO. A intenção, segundo ele, é reproduzir a experiência da rede americana no Brasil.
Berenstein afirmou que a companhia ainda calcula o investimento para inaugurar o primeiro Shake Shack, após a assinatura do contrato. Como comparação, informou que uma nova unidade do Outback exige entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões.
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“Nesse momento a gente agora vai nacionalizar e ver o custo real para a implementação do primeiro restaurante”, explicou. Ele relatou que as conversas entre as empresas duraram anos e que a aproximação ocorreu pela afinidade em hospitalidade, atendimento e qualidade dos ingredientes.
O executivo também vê espaço para crescimento no consumo fora de casa. Segundo os números apresentados por ele, essa modalidade representa 36% do mercado brasileiro de alimentação, ante cerca de 50% nos Estados Unidos. Para Berenstein, a diferença indica potencial de expansão.
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Siga o Times | CNBCNo delivery, o CEO estima que a participação média nacional esteja em torno de 20% e possa chegar a 30%. A marca Aussie opera exclusivamente nesse formato, utilizando as cozinhas das unidades do Outback e do Abbraccio.
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“A gente fez uma pesquisa com mais de 4 mil consumidores, o conhecimento não estimulado do consumidor da marca Shake Shack já é muito alto”, declarou. Segundo ele, a lembrança espontânea da marca se aproxima da registrada por redes presentes no Brasil há mais de uma década.
Sobre a competição por preços, Berenstein destacou a escala da operação e a gestão da cadeia de fornecedores. Citou a cebola Bloomin’ Onion, cuja produção envolve fornecedores do Chile e da Espanha, como exemplo de planejamento para manter o abastecimento e a qualidade.
“O nosso foco absoluto é sempre entregar qualidade e as receitas são as mesmas desde o dia 1 de inauguração, há mais de 29 anos de Brasil”, afirmou. O executivo disse que a empresa também procura ganhos de produtividade e desenvolvimento de produtos.
A estratégia para alcançar novas gerações inclui a campanha Outbac-K, inspirada na cultura sul-coreana. O executivo citou a popularidade do K-pop, a adaptação de sabores coreanos ao cardápio e ações com a Sephora, incluindo sorteios de viagens e produtos de beleza.
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“A gente quer estar na conversa”, ressaltou Berenstein. Segundo ele, a adaptação de tendências gastronômicas ao estilo do Outback ajuda a aumentar a frequência de visitas e a fortalecer a relação da marca com os consumidores.
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