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Snap se junta a Meta, TikTok e YouTube em acordos sobre ações de dependência digital

Publicado 02/11/2026 • 21:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Snap chegou a um acordo confidencial dois dias antes do início de um julgamento em Los Angeles sobre supostos danos causados pelo Snapchat a adolescentes.
  • Meta, TikTok e YouTube também firmaram acordos em ações semelhantes, enquanto Meta e YouTube foram condenadas a pagar US$ 6 milhões em um caso anterior.
  • Os processos podem influenciar centenas de ações judiciais contra empresas de redes sociais nos Estados Unidos.

Foto: Getty Images

A Snap, empresa responsável pelo Snapchat, chegou a um acordo para encerrar uma ação judicial sobre supostos danos causados pelo uso de redes sociais por crianças e adolescentes. O acerto, cujo valor não foi divulgado, foi firmado dois dias antes do início do julgamento em um tribunal de Los Angeles, nos Estados Unidos.

O processo reunia duas ações movidas por autores identificados pelas iniciais K.D.B. e S.J. A defesa dos jovens afirmou que ambos foram expostos a aplicativos de redes sociais considerados “viciantes e problemáticos” quando começaram a utilizá-los, aos 13 e 15 anos, respectivamente.

“Estamos orgulhosos de ter obtido justiça para nossos clientes”, disseram os advogados dos autores em comunicado. Segundo eles, o objetivo é responsabilizar as empresas de redes sociais por práticas que teriam afetado milhões de crianças no país.

A Meta confirmou na sexta-feira um acordo com K.D.B., depois de já ter firmado anteriormente um acerto com S.J. Com isso, a Snap havia se tornado a única ré restante no processo. TikTok e YouTube também eram citados nas ações, mas já haviam chegado a acordos, segundo os advogados dos autores.

Processos podem influenciar centenas de ações

Milhares de processos contra empresas de redes sociais foram apresentados nos Estados Unidos nos últimos anos, sob a alegação de que suas plataformas contribuíram para danos à saúde e ao desenvolvimento de crianças e adolescentes. Os resultados dos julgamentos podem estabelecer precedentes para centenas de ações semelhantes.

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O primeiro caso levado a julgamento, no início do ano, em Los Angeles, terminou com a condenação conjunta da Meta e do YouTube. Um júri considerou as empresas responsáveis pelos danos sofridos por um jovem identificado como KGM e determinou o pagamento de US$ 6 milhões em indenização, o equivalente a aproximadamente R$ 32,52 milhões.

Antes desse julgamento, Snap e TikTok já haviam firmado acordos com KGM. Meses depois, as duas empresas e o YouTube também chegaram a um acordo em outro processo, que seria julgado em agosto.

O autor, identificado como RKC, posteriormente retirou as ações restantes contra a Meta, que evitou o julgamento sem precisar firmar um acordo.

Ao resolverem os processos antes da abertura dos julgamentos, as empresas reduzem os riscos de arcar com honorários advocatícios elevados e possíveis indenizações. Os acordos também evitam que executivos sejam obrigados a depor em tribunal ou que documentos internos sejam divulgados publicamente.

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