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Apple avalia voltar ao mercado de servidores de olho no avanço da inteligência artificial

CNBCApple supera US$ 114 bilhões em receita e encerra 2026 com resultado histórico

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Por que a SpaceX decidiu alugar equipamentos de IA em vez de comprá-los?

Publicado 02/11/2026 • 22:30 | Atualizado há 44 minutos

KEY POINTS

  • A SpaceX firmou um compromisso de financiamento de US$ 40 bilhões para adquirir chips de inteligência artificial e equipamentos para data centers.
  • O acordo prevê o aluguel de equipamentos com chips Vera Rubin, da Nvidia, com contratos previstos para começar no primeiro semestre de 2027.
  • A divisão de IA da SpaceX gerou US$ 7,6 bilhões em receita no terceiro trimestre, enquanto a empresa acelera os investimentos em infraestrutura computacional.
O que está por trás do financiamento de US$ 40 bilhões da SpaceX para chips de IA?

Foto: unsplash

O que está por trás do financiamento de US$ 40 bilhões da SpaceX para chips de IA?

A SpaceX garantiu um compromisso de financiamento de aproximadamente US$ 40 bilhões para ampliar sua infraestrutura de inteligência artificial (IA). O acordo prevê que uma entidade administrada pela Apollo Global Management compre chips e equipamentos para data centers. Depois, a estrutura alugará Ros ativos à SpaceX, empresa de Elon Musk.

Anunciada nesta segunda-feira (26), a operação busca acelerar a expansão da capacidade computacional da companhia sem depender exclusivamente dos mercados tradicionais de dívida. A SpaceX classificou o negócio como o maior financiamento já garantido para unidades de processamento gráfico (GPUs).

Leia também: Como Elon Musk e a Nvidia planejam levar a inteligência artificial para o espaço?

A empresa espera concluir a operação até o fim de 2026, desde que cumpra as condições previstas no acordo. Os contratos de arrendamento devem começar no primeiro semestre de 2027, conforme a entrega dos equipamentos.

Como funciona o financiamento da SpaceX?

Pelo contrato, a entidade administrada pela Apollo comprará os chips de inteligência artificial e os equipamentos de servidores relacionados. A SpaceX utilizará os equipamentos por meio de contratos de aluguel. Os acordos terão duração de cinco anos a cinco anos e três meses, a partir da entrega de cada lote.

O acordo prevê o fornecimento dos chips Vera Rubin, da Nvidia, voltados a aplicações avançadas de inteligência artificial. A companhia pretende ampliar sua capacidade de processamento para atender à demanda do Grok e dos serviços de computação em nuvem.

Além da Apollo, outros participantes financeiros assumiram compromissos na operação. Além disso, o Goldman Sachs atuou como agente exclusivo de estruturação, enquanto fundos e contas administrados pela BlackRock e pela Goldman Sachs Asset Management, além de contas assessoradas pela KKR, também participaram do financiamento.

Segundo Bret Johnsen, diretor financeiro da SpaceX, o arrendamento diversifica as fontes de recursos da empresa e cobre uma parcela significativa das necessidades de financiamento de seus planos de expansão.

Crescimento da IA aumenta os investimentos da SpaceX

O financiamento acompanha o avanço dos negócios de inteligência artificial da SpaceX, que se somam às operações de internet via satélite Starlink e de lançamento de foguetes. No terceiro trimestre, o segmento de IA gerou US$ 7,6 bilhões (cerca de R$ 41,11 bilhões) dos US$ 14,6 bilhões (R$ 78,98 bilhões) em receita total da empresa.

Dessa forma, a divisão inclui o chatbot Grok, a ferramenta de programação Cursor e os serviços de computação em nuvem. O resultado superou as expectativas dos investidores e ultrapassou a receita combinada da Starlink e dos lançamentos de foguetes.

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Ao mesmo tempo, os investimentos de capital chegaram a quase US$ 20 bilhões (R$ 108 bilhões), ante US$ 6,9 bilhões no mesmo período do ano anterior. Durante a teleconferência de resultados de 20 de outubro, Johnsen afirmou que a companhia espera gastar entre US$ 35 bilhões (R$ 188 bilhões) e US$ 40 bilhões (R$ 216,37 bilhões) somente no quarto trimestre.

O executivo também declarou que os investimentos em infraestrutura de IA apresentam períodos de retorno inferiores a um ano, segundo a avaliação da empresa. A expansão, portanto, exige recursos elevados, mas a SpaceX aposta na demanda por processamento para sustentar o crescimento.

Musk vê dificuldades para concorrentes de IA

O acordo ocorre em meio à cautela dos investidores com empresas que gastam grandes quantias em data centers sem gerar receitas suficientes para sustentar a expansão.

A SpaceX conta com fontes de faturamento além da inteligência artificial, como a Starlink e os lançamentos de foguetes. Musk argumenta que essa diversificação oferece uma vantagem em relação às empresas concentradas exclusivamente na locação de capacidade computacional.

No domingo (25), o empresário afirmou, na rede social X, que os mercados de dívida praticamente fecharam as portas para companhias sem receitas expressivas fora dos data centers de IA. Ele citou mais de 200 empresas conhecidas como neoclouds, especializadas em alugar GPUs para cargas de trabalho de inteligência artificial.

Leia também: Pro and Tell: o que a Apple pode revelar sobre seus próximos MacBooks

Musk previu dificuldades e consolidação nesse mercado, com poucas empresas sobrevivendo. A declaração representa sua avaliação sobre as condições de crédito, e não uma confirmação de que todas essas companhias perderão acesso a financiamento.

Próximos passos

A SpaceX espera concluir o acordo até o fim de 2026 e iniciar os contratos de arrendamento no primeiro semestre de 2027, conforme os equipamentos forem entregues.

A operação oferece uma alternativa para financiar a expansão de sua infraestrutura de IA, mas também evidencia os custos da disputa por capacidade computacional. A SpaceX precisa transformar os investimentos em receitas para sustentar seu crescimento. O desafio é ampliar a operação em um mercado que exige aportes elevados e apresenta riscos financeiros.

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