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Energia

Fábrica de combustível nuclear em Resende simula invasão armada e exposição à radiação

Publicado 03/10/2026 • 08:00 | Atualizado há 44 minutos

KEY POINTS

  • Simulação combinou ocorrência radiológica com invasão de quatro homens armados à instalação.
  • Trabalhador apresentou sintomas relacionados à exposição à radiação e um vigilante ficou ferido no cenário.
  • Exercício reuniu equipes da INB e órgãos de segurança, defesa civil, meio ambiente e resposta a emergências nucleares.
Fábrica de combustível nuclear em Resende simula invasão armada e exposição à radiação

Foto: Divulgação INB

Fábrica de combustível nuclear em Resende simula invasão armada e exposição à radiação

Uma ocorrência radiológica e uma invasão armada fizeram parte de um cenário simulado na Fábrica de Combustível Nuclear (FCN), em Resende, no Rio de Janeiro. O treinamento ocorreu na quarta-feira (16), durante o Exercício Geral Integrado de Resposta à Emergência e Segurança Física Nuclear (RESEX 2026). A atividade foi organizada pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

No cenário criado para o exercício, um trabalhador apresentou sintomas causados pela exposição à radiação, e a equipe o encaminhou para atendimento médico. Paralelamente, quatro invasores armados entraram na instalação e um vigilante ficou ferido, de acordo com a Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

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Com a combinação das duas situações, as equipes acionaram o Plano de Emergência da FCN. Além disso, a atividade avaliou como os diferentes órgãos atuariam diante de ocorrências simultâneas relacionadas à emergência radiológica e à segurança física da instalação.

Órgãos testaram resposta integrada

O exercício reuniu órgãos de segurança pública, defesa civil, órgãos ambientais e estruturas de gerenciamento e resposta a emergências nucleares. Dessa forma, a programação foi planejada pelo Comitê de Planejamento de Resposta a Situações de Emergência no Município de Resende (Copren/RES) e supervisionada pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR).

Dessa forma, a programação teve início com uma cerimônia de abertura realizada em 15 de setembro. Na ocasião, a INB informou que o RESEX estava em sua 14ª edição e reuniria órgãos públicos para testar procedimentos de resposta a emergências e situações de segurança física nuclear.

Entre os pontos avaliados estavam a coordenação entre as equipes da FCN e os órgãos externos, os procedimentos de comando, controle e comunicação, a monitoração radiológica, a atuação das forças de segurança pública e a capacidade de atendimento médico.

A Defesa Civil Nacional também participou da atividade. Além disso, o exercício buscou avaliar o sistema de pronta resposta e os procedimentos de troca de informações entre as instituições envolvidas em uma eventual emergência na FCN.

Comunicação entrou no treinamento

A comunicação com a imprensa também fez parte do simulado. Durante o cenário, a equipe responsável pela área produziu e divulgou notas com atualizações sobre a ocorrência para os centros envolvidos e para a população.

Dessa forma, o trabalho incluiu ainda o acompanhamento de informações que circulavam externamente e o esclarecimento de dados relacionados ao episódio. No encerramento, uma coletiva de imprensa simulada colocou os porta-vozes diante de perguntas de jornalistas.

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A etapa permitiu testar a capacidade de resposta dos representantes, a consistência das informações divulgadas e a coordenação da comunicação conforme a situação evoluía.

FCN realiza treinamentos durante o ano

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Para o coordenador-geral de emergência da FCN, Luciano Sadde, a combinação entre uma ocorrência radiológica e uma situação de segurança física aumentou o desafio para as equipes.

Segundo ele, o treinamento serviu para verificar a capacidade de resposta dos centros envolvidos, dos órgãos externos e da própria fábrica. Além disso, Sadde também afirmou que a FCN realiza exercícios praticamente 12 vezes por ano, com cenários que incluem incêndios, ocorrências radiológicas, invasões e sabotagens.

A integração entre as instituições também foi destacada pelo diretor do Centro Estadual de Gerenciamento de Emergência Nuclear (CESTGEN), coronel Giovanni Mouta Giglio. Dessa forma, ele afirmou que o exercício permite aproximar profissionais que nem sempre têm a oportunidade de atuar juntos.

Já o comandante Jorge Alexandre dos Santos Dimas, representante do Centro Nacional de Gerenciamento de Emergência Nuclear (CNAGEN), destacou que a criação de cenários diferentes exige novos estudos sobre as formas de resposta.

Treinamento nuclear avalia protocolos

Na abertura do RESEX 2026, representantes da INB, da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) e do GSI/PR destacaram a importância de manter treinamentos desse tipo.

O chefe do distrito de Resende da ANSN, Eduardo Souza Motta, afirmou que o exercício permite verificar medidas relacionadas à segurança nuclear, à proteção radiológica e à segurança física da instalação.

O GSI/PR, por sua vez, atuou na supervisão do exercício. O órgão é responsável pela coordenação do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron), que reúne instituições envolvidas na preparação e resposta a situações de emergência nuclear. O exercício foi encerrado após a realização do simulado e a avaliação da atuação das equipes envolvidas.

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O que é a Fábrica de Combustível Nuclear

A FCN reúne unidades industriais responsáveis por quatro etapas do ciclo do combustível nuclear. A estrutura trabalha com enriquecimento isotópico de urânio, reconversão, produção de pastilhas e montagem dos elementos combustíveis.

Os elementos produzidos na fábrica abastecem os reatores das usinas nucleares de Angra I e II. Por isso, os treinamentos realizados na instalação envolvem diferentes áreas de resposta e instituições que podem atuar em uma situação de emergência.

No RESEX 2026, o exercício combinou procedimentos relacionados à emergência radiológica e à segurança física, permitindo que as equipes colocassem em prática protocolos de atuação e comunicação diante de um cenário de ocorrência nuclear simultânea.

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