Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
DHL diz ter estrutura para evitar interrupções logísticas apesar da guerra no Oriente Médio
Publicado 08/03/2026 • 01:30 | Atualizado há 5 meses
Novo Pixel 11 coloca Gemini no centro da disputa do Google com a Apple por celulares com IA
Apostas contra a SpaceX perdem força após ações se recuperarem em mais de 30%
A cara expansão da inteligência artificial complica combate do Fed à inflação
Preços ao consumidor dos EUA sobem 0,1% em julho, em linha com o esperado, e inflação anual fica em 3,4%
Tencent supera expectativa de receita no 2º trimestre com games e publicidade impulsionada por IA
Publicado 08/03/2026 • 01:30 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O CEO da DHL, Tobias Meyer, afirmou que a empresa possui estrutura logística global suficiente para evitar interrupções relevantes nas cadeias de suprimentos, mesmo com a escalada do conflito no Oriente Médio e o aumento das tensões geopolíticas.
Em entrevista neste sábado (7) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o executivo destacou que, apesar de um cenário econômico mais desafiador, a companhia mantém projeção de crescimento no lucro operacional, estimado em mais de 6,2 bilhões de euros (R$ 37,69 bilhões) em 2026, acima dos 6,1 bilhões (R$ 37,08 bilhões) registrados no ano anterior.
“2025 foi um ano interessante, com ventos contrários macroeconômicos, crescimento fraco na Europa e mudanças na política comercial dos Estados Unidos, mas tomamos medidas de custos e de capacidade que nos permitem continuar confiantes para 2026”, disse.
Questionado sobre os impactos diretos da guerra no Oriente Médio, Meyer afirmou que a DHL possui presença histórica e ampla na região, o que permite lidar com períodos de instabilidade. Segundo ele, a empresa mantém operações alinhadas ao peso econômico regional e atua no Oriente Médio há décadas, experiência que ajuda a enfrentar crises.
Leia também: EUA x Irã: entenda como o conflito pressiona custos e logística do agronegócio brasileiro
“Temos orgulho de estar presentes em praticamente todas as regiões do mundo e contamos com equipes muito experientes no terreno, que sabem manter nossos funcionários seguros e garantir que a carga continue se movendo”, afirmou o executivo.
Para lidar com o impacto imediato do conflito, a companhia precisou adaptar rotas e retirar aeronaves de áreas mais afetadas, principalmente devido ao fechamento de espaços aéreos em partes da região. Meyer explicou que a rede terrestre da DHL no Oriente Médio se tornou um recurso estratégico, permitindo redirecionar cargas para aeroportos ainda operacionais.
“Estamos movendo aeronaves e usando nossa rede rodoviária para levar cargas até aeroportos abertos, realocando capacidade sempre que necessário”, disse. Segundo ele, no transporte marítimo também há desafios, pois alguns navios não conseguem atracar nos portos previstos, o que pode gerar atrasos iniciais nas cadeias de suprimentos.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCAlém do conflito, o executivo destacou que mudanças nas tarifas comerciais, especialmente nos Estados Unidos, continuam influenciando a dinâmica do comércio global e a demanda por logística.
Leia também: Shein esbarra em custos e logística e não avança com plano de produção no Brasil
Meyer afirmou que 2025 foi um ano de grande volatilidade tarifária, cenário que se estende para 2026, enquanto empresas avaliam como reorganizar suas cadeias de suprimentos. “Nossos clientes estão cautelosos e avaliando o que essas tarifas significam para suas operações, então não vemos um grande boom de demanda para os Estados Unidos neste momento”, afirmou.
O CEO também comentou os efeitos do fim da regra que estabelecia um valor mínimo para cobrança de impostos sobre mercadorias importadas nos Estados Unidos, medida que afetou principalmente o comércio eletrônico internacional. Segundo Meyer, parte das operações de e-commerce passou a ser atendida localmente dentro do próprio mercado americano.
Ao mesmo tempo, ele destacou o potencial da inteligência artificial para transformar a logística nos próximos anos. “Estamos muito animados com o potencial da IA, mas queremos garantir que a tecnologia gere impacto real, facilitando o trabalho das nossas equipes e melhorando o serviço para os clientes”, afirmou.
De acordo com ele, a empresa espera uma década de avanços impulsionados por inteligência artificial em áreas como alfândega, atendimento e manutenção de ativos logísticos.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Caso ‘Master Capixaba’ faz CVC despencar na Bolsa e enfrentar crise da sócia às vésperas do balanço
2
Quem é o dono da Apex Partners envolvida no caso ‘Master Capixaba’
3
Lotofácil 3759: prêmio de R$ 2 milhões é sorteado; confira as dezenas
4
Caso ‘Master capixaba’: mercado vê rombo multimilionário em operação da Apex Partners para compra da CVC
5
PF pede bloqueio de bens da Gerdau após meses de contaminação em praia de Salvador