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EXCLUSIVO CNBC: DHL vê impacto moderado no Oriente Médio, mas alerta clientes para preços mais altos
Publicado 30/04/2026 • 20:45 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 30/04/2026 • 20:45 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A DHL começou bem o ano de 2026, mas passou a ver riscos crescentes para custos e cadeias logísticas globais diante da alta do petróleo, do querosene de aviação e dos conflitos no Oriente Médio. É o que afirmou Tobias Meyer, CEO do DHL Group, em entrevista exclusiva à CNBC.
Meyer disse que a companhia já vinha ganhando tração no quarto trimestre do ano passado e conseguiu manter o desempenho no início de 2026, apesar de um ambiente volátil.
“Tivemos um bom começo em 2026”, afirmou. “Nossas equipes na linha de frente fizeram um ótimo trabalho nessas circunstâncias para apoiar bem nossos clientes.”
Segundo Meyer, o conflito no Oriente Médio não teve efeito material sobre os resultados do primeiro trimestre. A região, afirmou, é importante para a DHL, mas representa uma contribuição de receita na faixa de “dígito baixo a médio” dentro do grupo.
Leia também: DHL Supply Chain aposta em saúde, tecnologia e crescimento no Brasil
O CEO disse, porém, que os efeitos indiretos do conflito preocupam, especialmente sobre os mercados de energia e os preços do querosene de aviação.
“Isso aumenta o custo para nossos clientes e também os custos dos serviços que prestamos”, afirmou. “Há alguma preocupação, não só nossa, mas mais ampla, sobre o que tudo isso significa para a economia global.”
Meyer disse considerar racional a reação dos mercados de energia diante de uma escassez de 10 milhões a 12 milhões de barris de petróleo por dia. Segundo ele, se essa falta estrutural de oferta persistir, os preços precisam enviar um sinal para que a demanda se ajuste.
“É claro que, se essa escassez estrutural de oferta continuar, precisamos ver um sinal de preço para que a demanda possa reagir”, afirmou.
Na avaliação do executivo, preços mais altos ajudam a direcionar o petróleo e o combustível de aviação para os locais onde há maior necessidade e maior disposição a pagar.
Sobre o abastecimento de combustível, Meyer disse que a DHL tem confiança no fornecimento em aeroportos estratégicos, como o hub global da companhia em Leipzig, na Alemanha. Segundo ele, a empresa mantém relacionamento próximo com múltiplos fornecedores para acompanhar a origem e o refino do combustível usado em suas operações.
O quadro é mais incerto em aeroportos menores da rede, especialmente em algumas localidades da Ásia. Meyer afirmou que houve casos em que voos adicionais, fora da programação regular, não conseguiram ser abastecidos.
“Essas são áreas onde vimos algumas restrições e esperamos que isso continue e potencialmente se amplie”, disse.
O CEO também comentou os efeitos do fechamento do Estreito de Ormuz sobre as cadeias de suprimento. Segundo ele, a disrupção afeta especialmente importações e exportações nos países do Conselho de Cooperação do Golfo.
Meyer disse que as equipes locais da DHL ativaram redes de transporte rodoviário e passaram a usar mais Riad, na Arábia Saudita, e Mascate, no Omã, para importações e exportações por carga aérea, com distribuição posterior por caminhões para outros países do Golfo e também em direção ao Iraque.
Leia também: DHL diz ter estrutura para evitar interrupções logísticas apesar da guerra no Oriente Médio
Nos últimos dias, segundo o executivo, a companhia também reativou voos diretos para Dubai e Bahrein. Ainda assim, ele afirmou que há um déficit estrutural de capacidade.
“As companhias aéreas do Oriente Médio ainda operam em nível muito baixo. Isso leva a uma oferta menor para o mercado geral de carga aérea entre Ásia e Europa”, afirmou.
Segundo Meyer, a combinação de menor capacidade e impacto do combustível já é sentida pelos clientes. No e-commerce, a DHL vê alguma destruição de demanda, com menor volume de encomendas chegando à Europa.
“Fora isso, o impacto tem sido bastante moderado até agora”, disse.
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