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Tecnologia & Inovação

Como a I.A está mudando a consulta médica sem substituir o médico?

Publicado 08/08/2026 • 23:00 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A inteligência artificial já faz parte do dia a dia de diversos setores, entre eles, a medicina.
  • A I.A. está presente em hospitais, clínicas e consultórios, ajudando médicos e pacientes.
  • Entretanto, vale destacar que a tecnologia não veio para substituir o médico.
Inteligência artificial

Foto: Magnific

Como a I.A está mudando a consulta médica sem substituir o médico

A inteligência artificial já faz parte do dia a dia de diversos setores, entre eles, a medicina. A I.A. está presente em hospitais, clínicas e consultórios, ajudando médicos e pacientes em diferentes etapas do atendimento.

Entretanto, vale destacar que a tecnologia não veio para substituir o médico. Ela funciona como apoio, trazendo mais agilidade e segurança para as decisões clínicas de forma mais ágil e precisa.

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Como a I.A. transforma a consulta sem substituir o médico?

Mesmo com o avanço da inteligência artificial, muitas pessoas ainda mantêm um pé atrás sobre o uso da tecnologia. Jhonata Emerick, CEO da Datarisk, explica como isso acontece na prática.

“Os exemplos são os mais diversos, começando por agentes que lembram o paciente de confirmar a consulta e que fazem o acompanhamento depois dela — algo especialmente valioso quando o paciente toma algum medicamento controlado e essencial ao tratamento.”

O especialista ainda destaca que “os médicos passam a ter acesso ao histórico do paciente de forma mais rápida e estruturada, o que qualifica a consulta sem tirar deles a decisão. Hoje a inteligência artificial já está presente em diversos pontos da rotina de médicos e pacientes.”

Os principais benefícios da I.A. no atendimento

Sobre os benefícios da tecnologia para pacientes e profissionais, especialista explica a facilidade e auxílio que a tecnologia pode oferecer aos médicos.

“Um exemplo de aplicação, entre tantas possíveis, que gera muito valor tanto para pacientes quanto para médicos é o uso de dados e inteligência artificial na priorização de atendimentos em emergências. Caso o paciente apresente sintomas de alguma condição que exija maior urgência, os modelos apoiam a equipe nesse processo de triagem e priorização.”

“Na prática, isso significa que quem precisa de atendimento imediato é identificado mais rápido”, finalizou Jhonata Emerick.

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Cuidados e limites para uso seguro

Apesar dos benefícios, a tecnologia deve ser utilizada de forma segura. Com isso, Henderson Furst, sócio do Chalfin Goldberg Vainboim Advogados, lista os principais pontos de atenção

“O primeiro cuidado é reconhecer que a I.A não é infalível. Ela pode errar, reproduzir vieses, gerar respostas aparentemente convincentes, mas clinicamente inadequadas, e operar com dados incompletos ou desatualizados. Por isso, o uso seguro exige validação científica, certificação regulatória quando aplicável, auditoria, rastreabilidade e supervisão médica.”

Além disso, ele ainda enfatiza que “o segundo ponto é a transparência com o paciente. Sempre que a I.A for utilizada de modo relevante no cuidado, o paciente deve ser informado de forma clara e compreensível. A confiança na medicina depende da preservação da relação médico-paciente, da confidencialidade, da autonomia e do consentimento informado.”

Ainda segundo Henderson, outros pontos também são importantes para manter a segurança entre o paciente e o uso da I.A. Entre eles estão:

  • Proteção de dados: Dados de saúde são dados sensíveis;

  • Responsabilidade profissional: O médico não deve simplesmente copiar ou acatar uma recomendação da I.A;

“Em síntese, a I.A. será bem-vinda na medicina se for usada para fortalecer, e não enfraquecer, a boa prática médica. O futuro não deve ser o da substituição do médico pela máquina, mas o da combinação entre tecnologia, evidência científica, responsabilidade profissional e cuidado humano, finalizou o especialista.

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