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Instagram e Facebook podem ter que mudar o design na Europa; entenda
Publicado 12/07/2026 • 08:45 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 12/07/2026 • 08:45 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: unsplash
Instagram e Facebook podem ter que mudar o design na Europa; entenda
Usuários do Instagram e do Facebook na Europa podem enfrentar mudanças na forma como as plataformas funcionam.
A Comissão Europeia afirmou que o design atual das redes sociais da Meta apresenta recursos que podem incentivar um uso compulsivo dos aplicativos e pediu alterações para reduzir possíveis impactos sobre o bem-estar dos usuários.
A avaliação de Bruxelas ainda é preliminar, mas pode resultar em novas obrigações para a empresa dona das plataformas. Caso as conclusões sejam confirmadas ao fim do processo, a Meta terá que modificar alguns elementos do funcionamento do Instagram e do Facebook no mercado europeu.
Leia também: União Europeia pressiona Meta a alterar recursos do Facebook e Instagram por risco de dependência digital
Entre os recursos analisados estão a rolagem infinita, a reprodução automática de vídeos, as notificações e os sistemas de recomendação personalizados. Segundo a Comissão Europeia, essas ferramentas podem manter os usuários conectados por mais tempo e dificultar uma pausa natural durante o uso das redes sociais, segundo o El País.
A Comissão Europeia considera que a Meta deve revisar algumas funcionalidades consideradas capazes de estimular o uso prolongado das plataformas.
Entre as medidas sugeridas está a possibilidade de desativar, por padrão, recursos como a reprodução automática de vídeos e a rolagem infinita. Além disso, Bruxelas defende a criação de limites de tempo mais eficientes e mudanças nos sistemas de recomendação de conteúdo.
Segundo o órgão europeu, os algoritmos das plataformas deveriam reduzir o foco em interações constantes e considerar mais os riscos relacionados ao comportamento dos usuários.
A preocupação aumenta principalmente em relação aos adolescentes e grupos considerados vulneráveis. A Comissão afirma que a Meta não avaliou adequadamente os impactos dessas ferramentas sobre o público mais jovem, incluindo o tempo de uso do Instagram e do Facebook durante a noite.
A análise faz parte da aplicação da Lei de Serviços Digitais (DSA), regulamentação criada pela União Europeia para aumentar a responsabilidade das grandes plataformas digitais.
A investigação contra a Meta começou em maio de 2024 e, além de analisar o design dos aplicativos, também envolve outros aspectos do funcionamento das plataformas. Nesse sentido, Bruxelas acompanha mecanismos como os sistemas de verificação de idade adotados pela empresa e a sequência automática de vídeos relacionados.
Esse recurso, conhecido no setor como “buraco do coelho”, acontece quando o usuário assiste a um conteúdo e recebe automaticamente outro vídeo semelhante, criando uma sequência contínua dentro da plataforma.
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Siga o Times | CNBCAlém disso, a Comissão Europeia avalia se a Meta identificou corretamente os riscos associados ao funcionamento de seus serviços e se adotou medidas suficientes para reduzir possíveis danos.
Leia também: WhatsApp, Instagram e Facebook fora do ar: sucessivas falhas ampliam crise de confiança na Meta
Após a divulgação das conclusões preliminares, a Meta afirmou que discorda da análise feita pela Comissão Europeia. A empresa declarou que já implementou ferramentas para aumentar a proteção de adolescentes no Instagram.
Entre as medidas citadas estão as Contas para Adolescentes, recurso que aplica configurações de segurança automaticamente e permite que responsáveis controlem aspectos do uso da plataforma.
A empresa também informou que oferece opções para limitar o tempo diário de uso e restringir o acesso ao Instagram durante determinados horários.
A investigação contra a Meta faz parte de uma ofensiva mais ampla da União Europeia para controlar o funcionamento das grandes plataformas digitais.
Antes do caso envolvendo Instagram e Facebook, Bruxelas já havia analisado recursos semelhantes no TikTok, principalmente relacionados à rolagem infinita. A Comissão afirmou que esse tipo de mecanismo poderia incentivar usuários a permanecerem conectados por períodos prolongados.
Pelas regras da Lei de Serviços Digitais, plataformas com mais de 45 milhões de usuários na União Europeia precisam cumprir exigências adicionais, como avaliações de riscos e auditorias externas.
Leia também: Regulador francês critica Meta por suspender pagamentos a veículos de imprensa por conteúdo
Caso a Comissão confirme as irregularidades apontadas contra a Meta, a empresa poderá sofrer uma multa de até 6% do faturamento anual global. Com base nos números de 2025, o valor poderia ultrapassar 11 bilhões de euros.
Enquanto o processo continua, a Meta ainda terá a oportunidade de apresentar seus argumentos antes de uma decisão definitiva. Entretanto, se Bruxelas mantiver o entendimento atual, Instagram e Facebook poderão passar por mudanças importantes na forma como entregam conteúdos aos usuários europeus.
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