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Brasil lidera ranking de ataques cibernéticos a bancos em 2026; quadrilha de hackers locais ganha destaque mundial

Publicado 25/06/2026 • 10:32 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Grupo brasileiro PLUMP SPIDER se torna segundo adversário mais ativo do mundo contra o setor financeiro.
  • China é confirmada em intrusões cibernéticas contra instituições financeiras brasileiras em 2025.
  • Brasil aparece como polo do mercado clandestino de credenciais usado em ataques de ransomware.
cibersegurança cibernéticos

Unsplash

Ataque hacker.

A CrowdStrike divulgou o Relatório de Ameaças ao Setor de Serviços Financeiros 2026 e colocou o Brasil entre os cinco países mais visados por ataques cibernéticos contra instituições financeiras no mundo. Segundo o levantamento, o país aparece ao lado de Estados Unidos, Austrália, Canadá e Reino Unido nesse recorte.

Ainda de acordo com a empresa de cibersegurança, o avanço acontece em duas frentes. Por um lado, grupos criminosos brasileiros ganharam protagonismo internacional. Por outro lado, atores ligados a governos passaram a tratar instituições financeiras do país como alvo de espionagem.

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Brasil entre os principais alvos de ataques cibernéticos

Conforme o relatório, a digitalização acelerada do setor financeiro brasileiro ajudou a elevar a relevância do país no mapa do cibercrime global. Jeferson Propheta, vice-presidente da CrowdStrike para a América do Sul, descreveu o cenário como uma ameaça dupla, formada pela sofisticação de grupos locais e pelo interesse de atores estatais em informações estratégicas.

Além disso, o executivo afirmou que entender essa configuração é o primeiro passo para montar uma defesa eficaz.

Grupo brasileiro avança no cibercrime financeiro global

Entre os destaques do estudo está o PLUMP SPIDER, grupo de origem brasileira que se tornou o segundo adversário mais ativo do mundo em volume de intrusões contra o setor financeiro. A organização atua principalmente por meio de engenharia social, phishing e vishing para roubar credenciais e acessar ambientes corporativos.

🔍 Vishing é uma variação do phishing aplicada por telefone, na qual criminosos se passam por atendentes ou equipes de suporte para induzir vítimas a fornecer dados sensíveis.

Segundo o relatório, o PLUMP SPIDER usa scripts ofuscados para instalar softwares de acesso remoto, como o SoftEther VPN, além de ferramentas próprias para coletar credenciais salvas em navegadores. Assim, o grupo combina engenharia social convincente com técnicas evasivas, o que reforça seu alcance dentro do setor financeiro.

China amplia espionagem contra instituições financeiras

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Paralelamente ao crime financeiro, a CrowdStrike identificou o Brasil como alvo de operações de espionagem patrocinadas por estados-nação. O grupo HOLLOW PANDA, ligado à China, realizou intrusões confirmadas em instituições financeiras brasileiras ao longo de 2025.

Diferentemente dos grupos de eCrime, o objetivo desses ataques não é o ganho financeiro imediato. Em vez disso, a CrowdStrike aponta que a meta é a coleta de inteligência econômica e industrial, alinhada a planos de longo prazo do governo chinês.

Por isso, o foco dos grupos chineses recai sobre estratégias de investimento, políticas econômicas e informações que possam gerar vantagem competitiva e geopolítica.

Mercado clandestino de credenciais alimenta ataques cibernéticos

Ademais, o relatório mostra que o Brasil também funciona como fornecedor no mercado clandestino de credenciais. O país figura entre os principais locais em que corretores de acesso inicial comercializam credenciais comprometidas e portas de entrada para redes de instituições financeiras.

🔍 Corretores de acesso inicial, ou Initial Access Brokers, são criminosos especializados em vender acessos já comprometidos a outros grupos, que depois os utilizam para aplicar ransomware, espionagem ou roubo de dados.

Conforme o estudo, uma única credencial válida pode permitir que um invasor se mova lateralmente dentro de uma rede como se fosse um usuário legítimo, o que torna a detecção mais difícil. Os preços dessas credenciais variam de centenas a milhões de dólares, dependendo do nível de acesso e da relevância da organização-alvo.

Diante disso, a CrowdStrike defende que as empresas do setor ampliem o foco da proteção de perímetro para uma defesa de identidade mais robusta.

Globalmente, o relatório também aponta um aumento de 43% nas intrusões interativas registradas pelo setor financeiro em 2025, em comparação com dois anos antes. Já os adversários ligados à Coreia do Norte somaram um recorde de US$ 2,02 bilhões em ativos digitais roubados no mesmo período, alta de 51% em relação a 2024.

Por fim, Propheta afirmou que o Brasil deixou a periferia do cenário de ameaças cibernéticas e passou a ocupar uma posição mais exposta. Segundo ele, isso exige que as organizações brasileiras conheçam seus adversários e adotem uma postura de defesa orientada por inteligência.

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